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sexta-feira, 19 de julho de 2024

Amazônia: a ficção a favor da memória

Divulgação

Diante do emblemático dizer: para nos lembrar de nunca esquecer, jornalista se apoia na literatura para trazer a versão de uma região ignorada pelos holofotes

Nascido e criado na Amazônia, o escritor e jornalista Paulo Roberto Ferreira desbrava um universo ficcional em uma das terras mais férteis do planeta. A Figa Verde e a Misteriosa Mulher De Branco (Editora Paka-Tatu), o sexto livro do autor, é uma rara peça que desnuda as problemáticas dos “anos de chumbo” em uma parcela da população costumeiramente esquecida.

O cenário amazônico deu o tom para que Paulo conseguisse trazer à luz os horrores que assolaram os povos nativos do lugar durante a Ditadura Militar. Ao abrir as páginas, o leitor será impactado com diversas formas de autoritarismo, violência física e moral contra crianças e adultos, provocadas por autoridades institucionais.

A obra conta com 72 capítulos curtos, ambientados entre as décadas 1964 a 1985, e no rescaldo da Guerrilha do Araguaia. A ficção foi debruçada em uma extensa investigação sobre o momento histórico revelado por meio da saga do protagonista Djanilo que, ainda menino, foi entregue a um médico ligado à guerrilha, transformando-o em um deles.

Ele conhecia cada casa e cada família da rua em que morava, mas sentia-se um estranho, um forasteiro, alguém diferente daquele meio,
por causa das mudanças na adolescência, mas principalmente pela rejeição que sentia depois que foi capturado e levado para o quartel.
Sua infância foi assaltada e vivia uma adolescência marcada pelo medo. Sentia-se como um náufrago numa prancha, no meio do oceano, cercado por tubarões.
(Figa Verde e a Misteriosa Mulher De Branco, pg. 34)

Diante de diversos personagens, as histórias se cruzam mostrando muitos lados de uma mesma face, de um mesmo momento de terror e agonia. Entre embrenhamentos pelas matas, estratégias indígenas utilizadas para sobreviver, e as indomáveis dinâmicas amazônicas, a narrativa é uma memória em potência.

As formas de resistência também são reveladas por meio da música, do teatro, do cinema e dos poemas, que exaltam escritores necessários da região.

Neste livro, Paulo Roberto Ferreira, beirando as margens transamazônicas fiscalizadas pelos militares, narra uma emocionante história de um reencontro mágico, em que a figa é a referência e a mulher de branco a salvação.

FICHA TÉCNICA:
Título do livro: A figa verde e a misteriosa mulher de branco
Editora: Paka-Tatu
ISBN: 978-85-7803-615-7
Páginas: 176
Preço: R$ 60,00
Onde comprar: Paka-Tatu

Sobre o autor: Paulo Roberto Ferreira é bacharel em Administração, especialista em Planejamento do Desenvolvimento Regional e mestre em Ciência da Educação. Jornalista profissional e pesquisador. Ex-diretor da TV Cultura do Pará; ex-secretário de Estado de Comunicação, autor de seis livros publicados e de diversos artigos acadêmicos. 

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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

Autor best-seller reconta a maior revolta indígena do Brasil em romance épico

Ficção histórica de Víktor Waewell explora a relevância da Confederação dos Tamoios, ocorrida em São Paulo e no Rio de Janeiro no período colonial

A fundação de duas das mais importantes cidades do Brasil, Rio de Janeiro e São Paulo, está intrinsecamente ligada a um conflito ainda pouco lembrado na História do país, a nossa maior revolta indígena: a Confederação dos Tamoios. Esse embate, que viu décadas de grandes batalhas pelo atual Sudeste brasileiro, é pano de fundo para o novo romance do premiado autor Víktor WaewellGuerra dos Mil Povos.

As batalhas entre povos indígenas e colonizadores portugueses se deram, entre outros locais, em plena Baía de Guanabara, no Estuário de Santos e nas matas ao redor da então Vila de São Paulo, na segunda metade do século XVI. Mesmo sendo uma obra de ficção, os principais acontecimentos e grande parte dos personagens são históricos, entre caciques, padres jesuítas e autoridades portuguesas, sempre com base em vasta pesquisa e com revisão pelos historiadores Gláucio Cerqueira e Náuplia Lopes.

Em meio à reconstrução minuciosa do contexto, Waewell traça um enredo vibrante e declarado pelos leitores como impossível parar de ler, com destaque para uma história de amor em meio à guerra. Afonso, protagonista da obra, é um ex-guerreiro português que se apaixona por Aiyra, uma nativa em busca de vingança e completamente imersa no embate contra a coroa.

Afonso viu Aiyra pegar uma corda no saco de viagem, o que seria para amarrá-lo. A lâmina pressionou mais a garganta, de modo que mal poderia falar sem se cortar. Fios de suor corriam pelo corpo. Seu coração galopava. Eram muitas as histórias sobre os que eram apanhados com vida pelos nativos, todas horrendas. (Guerra dos Mil Povos, p. 139)

A trama apresenta outros personagens igualmente cativantes, como Kaiyke, o irmão gêmeo de Aiyra, Sebastião, um templário que tenta enriquecer com o comércio escravista, e Heloísa, uma prostituta que decidiu nunca mais se deitar por dinheiro, com núcleos paralelos que envolvem amor e ódio, amizades e traições, e pitadas de humor. O estilo único da narrativa traz uma experiência vívida, como se o leitor estivesse nas cenas.

Por meio de uma reconstituição histórica fidedigna, Víktor Waewell apresenta, com riqueza de detalhes, a ambientação e as especificidades do momento que permanece um dos maiores símbolos nacionais de resistência e preservação da cultura indígena. Da mesma forma, permite ao leitor familiarizar-se com o contexto em que se deu a criação de São Paulo, logo no início do conflito, e do Rio de Janeiro, fundada por Estácio de Sá como maneira de firmar autoridade sobre o território que, ao final da revolta, acabou conquistado.

Ficha técnica 

Título: Guerra dos Mil Povos 
Autor: Víktor Waewell 
ISBN: 978-65-00-83554-0 
Páginas: 512 
Preço: R$ 54,00 (físico) | R$ 24,90 (e-book) 
Onde encontrar: Amazon 
 

Sobre o autor: Víktor Waewell é uma das novas vozes da literatura brasileira e tem foco em ficção histórica. Emprega rigor acadêmico no trabalho literário a partir de vasta pesquisa e revisão por historiadores. “Novo Mundo em Chamas”, romance de estreia do autor, tornou-se um best-seller e foi semifinalista do Oceanos 2021, um dos maiores prêmios literários de língua portuguesa. Guerra dos Mil Povos é o segundo lançamento do escritor e também tem como base um período importante da história brasileira. 

 

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sexta-feira, 17 de novembro de 2023

Romance didático para conhecer a história e as tradições da Amazônia

Resultado de extensa pesquisa, livro da professora Marli Carmen Jachnke mescla conhecimentos sobre a região Norte em uma narrativa leve voltada para jovens

A professora e escritora Marli Carmen Jachnke defende que um dos caminhos para conscientizar a juventude sobre a preservação da Amazônia é equilibrar conhecimento e ludicidade. Com este compromisso de propagar a cultura, a história e as tradições da região Norte do país de forma divertida, ela publicou o romance didático Amazônia - Um Caminho para o Sonho.

Fruto de extensa pesquisa documental e de um estudo de campo, a autora insere informações verídicas e aprofundadas por meio da voz de Daniel, o carismático professor de História que acompanha quatro amigas em uma aventura pela região. Ele não está nesta jornada por acaso: é tio da Joana, que perdeu os pais cedo e, por isso, os dois vivem juntos.

A partir dos conhecimentos deste personagem, o público vai aprender sobre o Ajuricaba, importante líder dos povos indígenas que liderou uma guerra contra os portugueses; as relações entre a arquitetura do Teatro Amazonas e a belle époque brasileira; as desigualdades ocasionadas pelo ciclo da borracha, e mais. Além disso, questões como hábitos alimentares, crenças, lendas e outras riquezas culturais aparecem na narrativa.

É com passos pequenos e rápidos que devemos trabalhar em cima desta
difícil missão de ajudar, não apenas a Amazônia, mas o meio ambiente do
mundo todo. A questão não é: o que está perdido está perdido e pronto,
agora só resta cuidar do que sobrou. Não. Não é bem assim. Devemos sim
ter extremo cuidado com o que ainda resta das florestas, dos animais, dos
rios limpos deste planeta. Mas também devemos tentar, de alguma forma,
recuperar o que destruímos.
 (Amazônia - Um Caminho para o Sonho, pg. 79)

Tudo isso é apresentado aos jovens de maneira lúdica, em meio à jornada das protagonistas que buscam encontrar respostas para os próprios conflitos pessoais na viagem. A ida até a floresta começa quando a órfã Joana propõe esta aventura porque sonha em se reconectar com as memórias do avô que, antes de morrer, havia prometido um passeio à região com a menina.

As amigas Ana Carolina, Camila e Rafaela aceitam a ideia, todas por motivos diferentes. A primeira também perdeu os pais e vê no trajeto uma oportunidade de se sentir livre; a segunda acredita que esta pode ser a chance para encontrar inspirações para compor suas músicas; e a terceira quer superar o bloqueio criativo na escrita e se livrar dos traumas causados pela rejeição do pai.

“Acredito que as pessoas só vão preservar a natureza, a Amazônia, quando conhecerem a floresta e aqueles que lá vivem. Por isso quis apresentar essas informações de uma forma didática”, afirma a autora, que assina como M. C. Jachnke. Amazônia - Um Caminho para o Sonho é o primeiro livro de uma duologia cujo segundo lançamento abordará a história da cordilheira dos Andes.

FICHA TÉCNICA
Título: Amazônia - Um Caminho para o Sonho
Autora: M.C. Jachnke
ASIN: B0CFRJ4HTN
Páginas: 245 páginas
Preço: R$ 19,99 (e-book)
Onde encontrar: Amazon

Sobre a autora: Nascida em Blumenau, em Santa Catarina, Marli Carmen Jachnke mora na cidade de Cusco, no Peru. Professora formada em Letras, ela tem dois livros publicados: “Amazônia, Um Caminho para o Sonho” e “Andes, Um Caminho para as Estrelas”. Esta segunda obra foi lançada em versão espanhol e terá adaptação para o português em 2024. No momento, a autora está no processo de escrita do terceiro livro.

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