quarta-feira, 15 de abril de 2026

Mais livros, menos telas: 10 motivos para incentivar a leitura de crianças e adolescentes

Aumento desproporcional do uso de telas e declínio de hábitos literários despertam preocupação em educadores e instituições de ensino

Quanto tempo seu filho passa diante de uma tela todos os dias? E quanto tempo dedica à leitura por prazer? Essa comparação, cada vez mais presente nas conversas entre pais e educadores, revela um cenário preocupante: enquanto o uso de dispositivos digitais cresce de forma acelerada, o hábito literário perde espaço na rotina dos jovens. Dados recentes da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil (2024) mostram que mais da metade da população brasileira (53%) se considera não leitora e apenas uma em cada cinco pessoas afirma ler livros no tempo livre.

Diante desse contexto, o Grupo Positivo decidiu transformar o incentivo à leitura em um de seus pilares estratégicos para 2026, ampliando o projeto que teve início no ano anterior e trouxe resultados mensuráveis, segundo pesquisa da instituição. O novo posicionamento do grupo envolve a ampliação das ações em mais de 200 escolas e comunidades em todo o país. A iniciativa envolve investimentos em bibliotecas, formação de professores, criação de espaços literários e programas de mediação da leitura.

“Queremos recolocar a leitura literária no centro da vida das pessoas. Acreditamos que o acesso ao livro precisa ser cotidiano e afetivo, especialmente nas comunidades mais vulneráveis”, destaca a doutora em Educação e pesquisadora do Instituto Positivo, Maíra Weber. Segundo ela, a estratégia combina investimento social, engajamento e atuação territorial. “Estamos estruturando uma política permanente de fomento à leitura. Trata-se da construção de uma rede de incentivo que envolva colaboradores e comunidades”, relata. 

A seguir, professores e especialistas listam dez motivos que explicam por que incentivar a leitura é, hoje, uma decisão estratégica para o presente e o futuro das novas gerações.

1.Desenvolve a empatia e melhora os relacionamentos

A leitura literária coloca o leitor dentro da mente e do coração de outras pessoas — reais ou imaginárias. Uma pesquisa publicada em 2013 na revista Science mostrou que quem lê ficção literária, especialmente obras com personagens complexos e dilemas morais, melhora o entendimento das emoções e motivações humanas. De acordo com a professora e assessora pedagógica de Redação no Centro de Inovação Pedagógica, Pesquisa e Desenvolvimento (CIPP) dos colégios da Rede Positivo, Candice Almeida, isso acontece porque a literatura nos faz interpretar ambiguidades, imaginar o que os personagens pensam, questionar comportamentos e nos colocar em seus lugares: um treinamento de empatia. “Ao acompanhar, por exemplo, as dúvidas de Bento Santiago em Dom Casmurro e tentar decidir se Capitu o traiu ou não, o leitor pratica o mesmo tipo de leitura psicológica que usamos na vida real para compreender as pessoas ao nosso redor”, exemplifica.

2.Reduz a ansiedade e fortalece a saúde emocional

hábito de leitura atua como um poderoso aliado contra a ansiedade e a depressão, reduzindo o estresse fisiológico em até 68% em apenas seis minutos, conforme estudo da University of Sussex (2009). “Isso porque, diferentemente da hiperestimulação digital — associada a déficits de atenção e à dopamina rápida das telas —, a leitura promove aprofundamento cognitivo, foco profundo e interrupção de pensamentos negativos, ativando redes de autorregulação emocional”, explica a coordenadora da Educação Inclusiva e Orientação Educacional no Centro de Inovação Pedagógica, Pesquisa e Desenvolvimento (CIPP) dos colégios da Rede Positivo, Michelle Cristina Norberto Martins.

Um estudo publicado no Clinical Psychology Review afirma que a biblioterapia reduz sintomas depressivos de forma comparável às intervenções leves (não medicamentosas), enquanto estudos do National Literacy Trust mostram que jovens leitores frequentes exibem maior autoestima, menor isolamento e bem-estar psicológico superior, oferecendo modelos de enfrentamento, vocabulário emocional e senso de significado contra a fragmentação da era digital.

3.Melhora o desempenho escolar em todas as disciplinas

Para quem pensa que o hábito literário beneficia apenas o desempenho em linguagens e redação, os relatórios do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) e da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), revelam uma conexão profunda entre proficiência em leitura e o desempenho em ciências e matemática, mostrando que a leitura não só favorece o domínio de linguagens, mas também aplicam esse repertório cognitivo em disciplinas aparentemente distantes.

Um levantamento do Grupo Positivo feito com mais de 8 mil estudantes, além de 1.036 famílias e 443 colaboradores em 2025, revelou um avanço consistente nos hábitos de leitura. Entre os estudantes, a média mensal chegou a mais de 2 livros por estudante nos anos finais e Ensino Médio, enquanto entre as famílias, 46% das crianças têm contato diário com leitura e 81% leem ao menos semanalmente. Entre os colaboradores, 85% afirmam ler ao menos semanalmente, indicando uma forte cultura leitora em toda a comunidade escolar. Os dados apontam que o aumento do tempo dedicado à leitura vem consolidando o hábito entre estudantes e fortalecendo o vínculo com a aprendizagem.

De acordo com o professor de Matemática do Colégio Semeador, Cristian Loch, a compreensão leitora é um dos fatores que mais influenciam o avanço na resolução de problemas, sobretudo entre alunos com desempenho inicial mais baixo. “Isso acontece porque interpretar corretamente um enunciado é o primeiro passo para encontrar a solução. Quando a leitura é bem desenvolvida, o estudante consegue identificar dados relevantes, compreender relações lógicas e escolher estratégias adequadas de raciocínio”, explica.

Em avaliações como o PISA 2022, quedas globais em leitura (-10 pontos na média da OCDE) se refletiram em perdas semelhantes em matemática (-14 pontos) e estagnação em ciências, reforçando que investir em leitura é uma estratégia acessível para elevar o patamar geral da educação no país.

4.Amplia o vocabulário e a capacidade de expressão

Crianças que leem com frequência têm repertório linguístico mais amplo. Isso impacta diretamente a clareza ao falar, escrever e argumentar. “Para muitos pais, a dificuldade de comunicação dos filhos é motivo de preocupação, e a leitura é uma das formas mais eficazes de enriquecer a linguagem de forma natural e progressiva”, aponta Maíra Weber.

5.Estimula o diálogo entre gerações

Estudos do CIPP dos colégios do Grupo Positivo mostram que quando uma criança ou adolescente cria o hábito de ler, é frequente que o costume se espalhe pela família. “É contagioso”, afirma a professora Candice. Além disso, segundo a educadora, as conversas sobre livros aproximam pais e filhos, criando espaços de troca entre as gerações em um cotidiano muitas vezes dominado por telas e agendas apertadas.

6.Combate à desinformação

Um estudo publicado no Thinking & Reasoning demonstra que leitores habituais de ficção literária apresentam maior capacidade de detectar inconsistências lógicas e falácias em argumentos, graças ao treino constante de questionar narradores não confiáveis — como o ambíguo Bentinho em Dom Casmurro, de Machado de Assis, em que o leitor deve analisar pistas contextuais para formar juízos independentes. “Esse exercício fortalece o discernimento diante de fake news, discursos extremistas e manipulações digitais”, assinala o professor de Literatura e de Arte do Curso e Colégio Positivo, Rodrigo Wieler.

Ao analisar neuroimagens, uma pesquisa da Universidade de Stanford (2018) mostra que a narração na literatura ativa regiões cerebrais que fortalecem a habilidade de avaliar perspectivas múltiplas e de resistir à manipulação ideológica. “Assim, quem cultiva o hábito literário não apenas interpreta símbolos e dilemas morais complexos, mas constrói uma mente afiada para navegar realidades ambíguas com discernimento e autonomia”, complementa Rodrigo.

7.Reduz a agressividade e combate o bullying

Para a orientadora educacional dos Anos Finais do Colégio Positivo – Londrina, Renata Moraes, o estímulo à prática literária pode enfrentar diretamente problemas atuais, como o bullying e o cyberbullying, que afetam um em cada sete jovens entre 10 e 19 anos, segundo relatórios recentes da Universidade Erasmus de Roterdã. “A leitura de narrativas que humanizam diferentes personagens diminui atitudes hostis e preconceituosas. Ao ampliar a compreensão do ‘outro’, o jovem tende a agir com mais respeito e menos impulsividade, inclusive no ambiente digital”, esclarece.

Um estudo publicado em 2012 no Journal of Applied Social Psychology demonstrou que obras literárias ficcionais reduzem atitudes agressivas ao incentivar a identificação com as vítimas. Já o relatório Countering Online Hate Speech, da Unesco, destaca o letramento crítico como proteção contra a radicalização e o discurso de ódio online. “Ao introduzir ambiguidade moral e humanizar grupos diversos, como em romances que exploram dilemas éticos, a literatura é como um antídoto aos estereótipos e a polarização, fomentando a convivência pacífica desde a infância”, completa Renata.

8.Fortalece a memória e a concentração, reduzindo riscos de demências

A leitura atua como um verdadeiro treino para a memória, pois exige que o cérebro mantenha várias peças de informação ativas simultaneamente e as organize de forma coerente. “Na ficção literária, o leitor precisa lembrar quem são os personagens, o que aconteceu em capítulos anteriores, quais conflitos estão em jogo e como tudo isso se conecta à medida que a história avança”, detalha a médica pediatra do Departamento de Saúde Escolar dos colégios da Rede Positivo, Andrea Dambroski.

Esse esforço constante de guardar, atualizar e relacionar informações mobiliza a chamada memória de trabalho: sistema mental que permite manipular dados no meio do pensamento, na tomada de decisões ou na compreensão de texto. “É como comparar o elevador com a escada: o segundo exige esforço ativo, o que fortalece a ‘musculatura’ da memória e constrói uma reserva cognitiva que retarda o impacto de patologias como o Alzheimer”, esclarece Andrea. “Ler com frequência, mesmo que poucos minutos ao dia, funciona como uma espécie de academia para o cérebro, ajudando a preservar a agilidade mental e a clareza de raciocínio”, complementa.

9.Constrói autonomia intelectual e aumenta a segurança digital

Segundo a coordenadora do Ensino Médio do Vila Olímpia Bilingual School, Kamyla Garcia Leão, quem lê aprende a aprender. “A leitura desenvolve disciplina mental, capacidade de estudo independente e organização do pensamento. Para pais preocupados com falta de foco ou dependência excessiva de estímulos externos, o livro é um exercício diário de autonomia”, recomenda.

Com habilidades para avaliar fontes, detectar vieses e questionar narrativas manipuladoras, esses jovens também se tornam menos vulneráveis a conteúdos nocivos, promovendo decisões mais conscientes em um ambiente digital saturado.

10.Forma cidadãos mais conscientes e participativos

Relatórios do Instituto Pró-Livro (2025) reforçam que leitores habituais apresentam maior engajamento cívico e criatividade em soluções coletivas. “O contato com textos diversos promove reflexão, mudança social e inserção ética, transformando alunos em cidadãos capazes de escolher melhor seus governantes, criticar desigualdades e lutar por justiça”, expressa o doutor em Educação Histórica e professor no Curso Positivo, Daniel Medeiros.

Segundo ele, ao incentivar debates saudáveis, reflexão sobre consequências e análise de perspectivas múltiplas, os jovens ganham capacidade de transformar preocupações como corrupção e discriminação em ações efetivas para um futuro mais justo e ético.


quinta-feira, 9 de abril de 2026

Exposição Coletiva "6 + 6 = 18" promove diálogos contemporâneos da arte a partir da fé judaica

A abertura encerra a semana da SP-Arte reunindo artistas jovens e consagrados na Unibes Cultural, no Sumaré

A Unibes Cultural inaugura no domingo, 12 de abril, a partir das 10h às 17h, a exposição “6 + 6 = 18”. Com curadoria da artista Adriana Lerner, a coletiva parte das tradições da religião judaica para abordar temas universais como o sagrado, a ancestralidade, o diálogo e a celebração. Para isso, foram reunidos artistas de diferentes gerações, origens e crenças.


Entre os participantes estão: Adriana Lerner, Anna Bella Geiger, Anna Guerra, Dudu Garcia, Erika Malxoni, Flávia Matalon, Greicy Khafif, Laerte Ramos, Laura M. Mattos, Lucila Sartori,  Michelle Rosset e Taly Cohen.

“Para os artistas de origem judaica, as obras emergem de um lugar de orgulho da herança, da memória, do ritual, da resiliência e da continuidade da identidade judaica através das gerações. Os artistas que emergem de outras tradições abordam a exposição a partir de uma perspectiva diferente, porém igualmente significativa. Por meio de pesquisa, conversa e reflexão, eles se envolvem com o judaísmo não como observadores externos, mas como participantes de uma troca cultural fundamentada no respeito e na curiosidade”, escreve Adriana Lerner no texto curatorial que acompanha a exposição.

O título é intencionalmente simbólico. Matematicamente, seis mais seis é igual a 12; no entanto, dentro da tradição judaica, o número 18 carrega um significado profundo: na numerologia hebraica, o número corresponde à palavra “chai", que significa vida. A exposição propõe uma equação poética em que a colaboração, a positividade e a admiração expandem o resultado para além da lógica aritmética.

Um dos destaques da coletiva é um trabalho de Anna Bella Geiger. Inspirada nos Manuscritos do Mar Morto, descobertos entre 1947 e 1956 em cavernas de Qumran (sítio arqueológico localizado na Cisjordânia), a artista de 92 anos utiliza elementos históricos e simbólicos da cultura judaica para falar de memória, exílio e escrita como testemunho.

A mostra segue até o dia 30 de maio de 2026 e tem entrada gratuita. A exposição conta com apoio na divulgação da Elite International Realty, dentro de um movimento de aproximação da empresa com o universo da arte.

Serviço

Exposição coletiva “6 + 6 = 18”

Curadoria e texto de Adriana Lerner
Unibes Cultural | Rua Oscar Freire, 2500 - São Paulo (Ao lado da Estação Sumaré do metrô)

Abertura: domingo, 12 de abril de 2026, das 10h às 17h 

Até 30 de maio de 2026.
Funcionamento: De quarta a sábado, das 12h às 20h, e domingo, das 10h às 19h

Telefone: 11 3065-4333

Entrada gratuita

terça-feira, 31 de março de 2026

Barba Ensopada de Sangue: com Gabriel Leone, novo filme de Aly Muritiba chega aos cinemas nesta quinta-feira

Thriller baseado no best-seller escrito por Daniel Galera estreia em salas de todo o Brasil no dia 2 de abril, com distribuição da O2 Play

 

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São Paulo, março de 2026 – O novo thriller nacional, Barba Ensopada de Sangue, chega aos cinemas de todo o Brasil nesta quinta-feira, 02 de abril. Dirigido por Aly Muritiba (Deserto Particular, Cangaço Novo) e protagonizado por Gabriel Leone e Thaina Duarte, o longa leva para as telas a atmosfera densa, sombria e suspense psicológico do romance homônimo de Daniel Galera. O filme é um Original Globoplay, com produção de Rodrigo Teixeira e Lourenço Sant'Anna (RT Features) e distribuição da O2 Play.

 

Barba Ensopada de Sangue acompanha Gabriel, um professor de natação que, após a morte do pai, retorna à antiga casa da família em uma vila à beira-mar para investigar o assassinato do avô, mergulhando então em segredos locais e múltiplas versões de uma mesma história. Com forte carga de suspense psicológico, o longa constrói um thriller sobre identidade e memória, enfatizando a chegada do protagonista à cidade e os enigmas que a cercam.

 

O diretor Aly Muritiba é reconhecido por seu cinema de forte viés social e olhar humanista. Ganhou destaque com filmes como “Para Minha Amada Morta”, “Ferrugem” e “Deserto Particular”, exibidos e premiados em festivais internacionais, como Sundance e Veneza. Com uma trajetória marcada por narrativas intensas e personagens complexos, consolidou-se como um dos principais nomes do cinema brasileiro contemporâneo.

 

Gabriel Leone no papel do protagonista Gabriel, em Barba Ensopada de Sangue | Divulgação: O2 Play

 

Com um grande trabalho de caracterização liderado por Andrea Tristão, Gabriel Leone passou por uma intensa preparação de maquiagem para criar uma barba hiper-realista, aplicada diariamente em sessões de cerca de três horas entre colocação e retirada. As filmagens enfrentaram outros tiveram desafios, como gravações no mar e em locações remotas, entre elas a sequência filmada em um farol próximo à Ilha do Cardoso, em Cananeia (SP). O acesso exigia cerca de quatro horas de subida por trilha íngreme e três horas de descida.

Barba Ensopada de Sangue é baseado no romance homônimo do escritor brasileiro Daniel Galera, lançado em 2012 pela Companhia das Letras, traduzido em 11 línguas e publicado em 13 países diferentes, o que o tornou um best-sell­er. O livro foi eleito o livro do ano pelo júri do Prêmio São Paulo de Literatura, uma das mais importantes premiações literárias do Brasil, consolidando sua posição de destaque no panorama literário nacional.

 

Sinopse

Após a morte de seu pai, Gabriel parte para a praia da Armação em busca de suas origens. O que ele acaba encontrando são versões contraditórias a respeito da figura misteriosa de seu avô, um esqueleto de baleia e uma cidade que quer enterrar seu passado a qualquer custo.

 

Ficha Técnica

DIREÇÃO: Aly Muritiba

ROTEIRISTA: Aly Muritiba & Jessica Candal

EMPRESA PRODUTORA: RT Features

EMPRESA CO-PRODUTORA: Globoplay

PRODUÇÃO: Rodrigo Teixeira e Lourenço Sant'Anna (RT Features)

PRODUÇÃO EXECUTIVA: Monique Rocco

DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA: Inti Briones

DIREÇÃO DE ARTE: Ana Paula Cardoso

CARACTERIZAÇÃO: Andrea Tristão

FIGURINO: Diogo Costa

SOM: Douglas Vianna

MONTAGEM: Karen Akerman

TRILHA MUSICAL: Beto Vilares e Érico Theobaldo

DESENHO DE SOM: Daniel Turini, Fernando Henna, Henrique Chiurciu

CIDADE DE REALIZAÇÃO DO FILME: Cananéia e São Paulo

ESTADO: SP

DISTRIBUIÇÃO: O2 PLAY
 

Sobre a distribuidora O2 Play

A O2 Play é dirigida por Igor Kupstas sob a tutela de Paulo Morelli, sócio da O2 Filmes. A distribuidora faz parte do grupo O2, que também tem como sócios o cineasta Fernando Meirelles e a produtora Andrea Barata Ribeiro.

 

Em atividade desde 2013, a O2 Play se diferencia das demais distribuidoras por trabalhar, além do cinema, TV e vendas internacionais, o VOD (Video on Demand) – licenciando conteúdo para além de 30 plataformas digitais.

 

Já foram mais de 80 filmes lançados em cinemas, entre títulos brasileiros premiados, como Sócrates e Chorão - Marginal Alado, e internacionais, em parceria com a Netflix, como O Irlandês, Dois Papas, Não Olhe Para Cima, Bardo, Pinóquio por Guillermo Del Toro – estes dois últimos indicados ao Oscar® 2023, Priscilla e Elis & Tom, Só Tinha de Ser com Você.
 

A lista de longas ainda inclui parcerias com a MUBI: Annette, que abriu o Festival de Cannes 2021 e conquistou o Prêmio de Melhor Direção, Crimes of the Future, que estreou no Festival de Cannes 2022, o vencedor do Oscar® 2022 de Melhor Filme Internacional Drive My Car, o vencedor do Prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes 2022 Holy Spider, o indicado ao Oscar® 2023 de Melhor Ator Aftersun, o indicado ao Oscar® 2023 de Melhor Filme Internacional Close e o indicado ao Oscar® 2024 de Melhor Filme Internacional Dias Perfeitos.

 

Sobre Globoplay

Globoplay é o maior serviço de streaming brasileiro. Os assinantes contam com um catálogo diversificado que inclui novelas, séries, filmes, documentários, realities, humorísticos, jornalismo e grandes transmissões de esportes e de shows ao vivo, além de produções internacionais licenciadas. O Globoplay já lançou mais de 150 originais e, nos últimos anos, ampliou seu investimento para a produção de filmes originais. Seu primeiro filme Original, ‘Ainda Estou Aqui’, conquistou o Oscar inédito para o Brasil de Melhor Filme Internacional.

 

Sobre a RT Features

Criada por Rodrigo Teixeira em 2006, a RT Features é hoje uma das principais produtoras cinematográficas na América Latina e a brasileira com maior destaque no mercado internacional. Seus filmes são reconhecidos mundialmente, tendo sido indicados a mais de 50 prêmios - incluindo 9 indicações ao Oscar e 6 ao Globo de Ouro.

 

Produziu, entre outros filmes, Armageddon Time (2022), de James Gray; Bergman Island (2021), de Mia Hansen-Løve; A Vida Invisível (2019), de Karim Aïnouz, vencedor do prêmio de Melhor Filme na mostra Um Certo Olhar no Festival de Cannes; Ad Astra (2019), de James Gray, com Brad Pitt como ator principal; Wasp Network (2019), de Olivier Assayas, com Penélope Cruz, Gael García Bernal e Wagner Moura; The Lighthouse (2019), dirigido por Robert Eggers, com Willem Dafoe e Robert Pattinson, vencedor do prêmio máximo da crítica na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes; Call Me By Your Name (2017), de Luca Guadagnino, vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Adaptado; A Bruxa (2016), também de Robert Eggers; Frances Ha (2013) e Mistress America (2015), ambos de Noah Baumbach com Greta Gerwig; e Love (2015), de Gaspar Noé.
 

Em 2024, lançou o premiado Ainda Estou Aqui, de Walter Salles: Melhor Roteiro no Festival de Veneza, Globo de Ouro de Melhor Atriz - Drama e vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional, também indicado a Melhor Atriz e Melhor Filme. Este ano, estreou Privadas de Suas Vidas (2026), de Gustavo Vinagre e Gurcius Gewdner, no Festival Internacional de Rotterdam, e Isabel (2026), de Gabriel Klinger, na Berlinale.

segunda-feira, 30 de março de 2026

Arquivo de mulher negra paulistana inspira livro sobre memória urbana e história social

Um arquivo pessoal com quase 18,5 mil itens — entre fotografias, manuscritos, documentos e objetos — deu origem ao livro A Paixão de Guardar, do pesquisador Alexandre Araújo Bispo, que será lançado pela Editora Emó no meio deste ano.

A obra nasce de sete anos de investigação sobre o acervo reunido por Nery Rezende (1930–2012), mulher negra, trabalhadora urbana, artista e guardiã atenta de sua própria memória. Ao longo de décadas, Nery preservou registros de sua própria trajetória e de sua família, formando um conjunto raro de documentos que hoje permite lançar novos olhares sobre a história social da cidade de São Paulo.

Com quase 18,5 mil itens, o Arquivo Nery Rezende reúne fotografias, escritos pessoais, documentos e objetos tridimensionais que revelam experiências de mulheres negras marcadas por migração, trabalho, sociabilidade urbana, consumo cultural e produção artística entre as décadas de 1940 e 1960.

A relevância desse acervo começou a ganhar maior visibilidade recentemente, quando parte dessa história foi apresentada em reportagem publicada pela revista Casa e Jardim, chamando a atenção para a singularidade do arquivo e para o gesto de preservação realizado por Nery ao longo da vida.

No livro, Alexandre Araújo Bispo assume o papel de intérprete desse conjunto documental e investiga não apenas o que foi guardado, mas o próprio ato de guardar como prática de construção de memória. Ao articular antropologia, história social, estudos da memória e reflexão arquivística, a obra mostra como arquivos pessoais podem revelar trajetórias historicamente pouco documentadas e desafiar silêncios presentes na narrativa oficial da cidade.

Hoje reconhecido como Coleção Nery Rezende, o acervo integra o Museu Paulista da USP e representa um raro testemunho da experiência urbana da população negra em São Paulo no século XX.

O livro A Paixão de Guardar está atualmente em campanha de pré-venda na plataforma Catarse e tem lançamento previsto para o meio deste ano.

Referências externas:
Matéria Casa e Jardim: https://revistacasaejardim.globo.com/curiosidades/noticia/2026/03/arquivo-nery-rezende.ghtml
Pré-venda Catarse: https://www.catarse.me/a_paixao_de_guardar_1201?ref=ctrse_explore_pgsearch

quinta-feira, 26 de março de 2026

Seis leituras especiais para celebrar o Dia Internacional do Livro Infantil com as crianças

Comemorado em 2 de abril, a data coloca a infância e a formação do leitor no centro das atenções

No próximo dia 2 de abril é comemorado o Dia Internacional do Livro Infantil, data escolhida em homenagem ao escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, considerado um dos maiores nomes da produção literária mundial, autor de clássicos como A Pequena Sereia e O Patinho Feio.

Para a psicopedagoga e escritora infantil Paula Furtado, além de colocar a infância e a formação do leitor no centro das atenções, a ocasião é um convite para que famílias, escolas e a sociedade reconheçam a leitura como um direito emocional, cultural e cognitivo da criança. “Celebrar a literatura infantil é lembrar que o hábito de ler começa muito antes da alfabetização formal, e um bom livro não apenas ensina, ele provoca curiosidade, emoção e reflexão”, enfatiza. 

A especialista, que também atua com contação de histórias e é autora de livros infantojuvenis há 28 anos, listou seis obras, a começar pelas suas, para pais e educadores praticarem a leitura com as crianças nesse dia:

  • Coleção Bem-me-Quer – Paula Furtado. Histórias que acolhem emoções e favorecem o autoconhecimento de forma lúdica e terapêutica.
  • Coleção Conta Comigo – Paula Furtado. Narrativas que fortalecem vínculos, segurança emocional e a construção da autoestima infantil.
  • A Árvore generosa – Shel Silverstein. Trata-se de uma metáfora delicada sobre amor, entrega e as transformações das relações ao longo da vida.
  • O Vazio – Anna Llenas. História sensível sobre perdas e reconstrução emocional, com o objetivo de ajudar a criança a compreender sentimentos difíceis.
  • As Nuvens de Cora – Corina Campos e Manoel Filho. Obra poética e afetiva que convida a criança a olhar para dentro e valorizar a imaginação, a sensibilidade e o encantamento com o mundo.
  • Novas Histórias Antigas - Rosane Pamplona e Dino Bernardi. Resgata o simbólico dos contos tradicionais, que fortalece a conexão da criança com narrativas que atravessam gerações.

Outras importantes datas do mês

O universo literário infantil é celebrado em todas as suas dimensões, reunindo autores, leitores, obras, contos de fadas e fábulas. Em sintonia com a proposta do Dia Internacional do Livro Infantil, duas datas importantes também se destacam em abril: o Dia Nacional do Livro Infantil (18) e o Dia Mundial do Livro (23). Juntas, mais do que incentivar a leitura entre as crianças, reforçam a importância de criar experiências significativas com os livros.

“Editoras, bibliotecas e órgãos governamentais podem promover encontros com autores, realizar contação de histórias, organizar feiras literárias, desenvolver projetos voltados ao hábito de ler e ampliar o acesso aos livros. Também é essencial investir em políticas públicas que garantam bibliotecas vivas e formação de mediadores de leitura”, conclui Paula.

 

Sobre Paula Furtado

Paula é pedagoga, formada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com especialização em Psicopedagogia, Neuropsicopedagogia (Facon-SP), Educação Especial, Arte de Contar Histórias e Arteterapia pelo Instituto Sedes Sapientiae e Leitura e Escrita, também pela PUC-SP. A profissional já atuou como assessora pedagógica em escolas públicas e particulares.

Paula Furtado atende crianças e adolescentes com dificuldades de aprendizado, incluindo casos complexos envolvendo traumas e situações de vulnerabilidade emocional. Nesta área da educação, a pedagoga ministra cursos para formação de educadores nas instituições de ensino público e particular e realiza palestras para pais sobre a importância de contar histórias.

Autora de mais de 100 livros infantojuvenis e criadora de jogos pedagógicos inovadores, Paula também escreve para revistas especializadas em educação e infância. A especialista em educação exerceu a função de coordenadora e supervisora psicopedagógica em diversas publicações infantis (Contos de fadas, Lendas e Folclore) com Girassol Brasil e MSP Estúdios. 

terça-feira, 24 de março de 2026

Centro de Memória do Circo recebe programação especial na Semana do Circo em São Paulo


Espaço reúne espetáculos, oficina e apresentações gratuitas entre 24 e 30 de março
 

São Paulo, março de 2026 - A Prefeitura de São Paulo promove até o dia 30 de março a Semana do Circo, uma programação gratuita que leva atividades circenses a diferentes pontos da cidade. Promovida por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa, as atividades tomam conta de espaços emblemáticos da cidade.
 

Como destaque, o Centro de Memória do Circo, espaço dedicado à preservação dessa linguagem artística, apresenta uma agenda especial com visitas guiadas, oficinas e espetáculos.“Essa é uma programação pensada para todas as idades, que convida o público a vivenciar o universo do circo, além de ser uma forma de valorizar os artistas circenses” afirma o Secretário Municipal de Cultura e Economia Criativa, Totó Parente.
 

As atividades no espaço começam nesta terça (24), com workshop de malabarismo conduzido pela Circart Escola de Circo. A ação é para toda família e acontece em três horários, às 11h, 14h e 16h. No mesmo dia, às 15h, o espaço recebe uma visita guiada conduzida pelas palhaças Tunina, Meleca e Pira, da Cia Dela Só, que guiam o público pelas exposições do Memorial do Circo.
 

Na quarta-feira (25), às 16h, o espetáculo teatral A Espetacular Volta ao Mundo, da Cia. Bella Dona, convida o público a embarcar em uma viagem cheia de fantasia ao lado dos palhaços Belinha e Kilometro. Entre acrobacias e telepatia, a dupla apresenta personagens de terras distantes com habilidades inusitadas, que reúne humor, imaginação e interação com a plateia.
 

Já na quinta-feira (26), às 14h, o espetáculo “Viva”, do Palhaço Mixuruca. Sozinho em cena após a partida de sua trupe, o palhaço carismático assume todos os papéis de um circo completo, de mágico ao equilibrista. A apresentação interativa acontece dentro de um cirquinho montado no local, especialmente para a ocasião.
 

O Dia do Circo, celebrado em 27 de março, será celebrado com o clássico cortejo circense do Largo do Paissandu, às 16h. Na sequência, às 17h, acontece o espetáculo Circo de Variedades, do coletivo Clownbaret, que reúne diferentes linguagens em um grande show com música ao vivo.
 

A programação segue no sábado (28), às 13h, com O Circo Mambembe do Rogério Piva: A Vida de Um Saltimbanco, a atividade tem um palco diferente, um fusca charmoso que dá vida a um espetáculo poético e itinerante.

Encerrando a programação, na segunda-feira (30), as atividades começam às 11h com a Varieté de Circo, que homenageia o palhaço Piolin; às 14h com o tradicional Picadeiro Aberto, que reúne artistas circenses e de rua; e finaliza às 16h com o Cabaré 60+, espetáculo que celebra a trajetória de artistas da melhor idade e inclui bate-papo com o público.
 

A programação integra a Semana do Circo da cidade, que celebra o Dia do Circo com atividades em mais de 15 equipamentos culturais municipais, valorizando a diversidade e a tradição da arte circense.


O Centro de Memória do Circo

O Centro de Memória do Circo (CMC) é a primeira instituição da América Latina dedicada exclusivamente à preservação e difusão da cultura circense. Localizado no Largo do Paissandu, um dos principais marcos históricos do circo brasileiro, o espaço foi fundado em 2009 com a missão de reunir, preservar e pesquisar esta linguagem.
 

Dentro do espaço, as atividades são organizadas em quatro núcleos integrados: Acervo, Formação, Difusão e Pesquisa. O núcleo de Acervo é responsável pela conservação do patrimônio museológico da instituição. Já o de Formação promove cursos, palestras e oficinas, com destaque para iniciativas como o Saberes do Circo e o programa Sou de Circo. O núcleo de Difusão compartilha o acervo e os conhecimentos produzidos por meio de exposições, publicações, leituras, espetáculos e cortejos. Por fim, o núcleo de Pesquisa sustenta e articula as demais frentes, contribuindo para o aprofundamento e a continuidade das ações.
 

Confira mais informações: Link


Serviço

Semana do Circo no Centro de Memória do Circo


Gratuito | Livre para todos os públicos

Vivência de Malabares (Circart Escola de Circo)
24 de março (terça-feira) - 11h, 14h e 16h

Visita Mediada (Cia Dela Só)
24 de março (terça-feira) - 15h
A espetacular volta ao mundo (Cia. Bella Dona)
25 de março (quarta-feira) - 16h
“Viva” — Palhaço Mixuruca
26 de março (quinta-feira) - 14h
Cortejo Dia do Circo
27 de março (sexta-feira) - 16h
Circo de Variedades (Clownbaret)
27 de março (sexta-feira) - 17h

O Circo Mambembe do Rogério Piva: A Vida de Um Saltimbanco
28 de março (sábado) - 13h

Varieté de Circo
30 de março (segunda-feira) - 11h
Picadeiro Aberto
30 de março (segunda-feira) - 14h

Cabaré 60+
30 de março (segunda-feira) - 16h
 

Sobre a Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa
A Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa (SMC) de São Paulo, fundada em 1935 como Departamento de Cultura e Recreação, promove a cultura e impulsiona a economia criativa da cidade. Com mais de 90 anos de atuação, valoriza a diversidade cultural, preserva patrimônios e forma profissionais para a indústria criativa. Com uma rede abrangente, a SMC administra 13 Centros Culturais, 7 Teatros Municipais, 21 Casas de Cultura, 2 museus (sendo o Museu da Cidade de São Paulo - composto de 13 unidades - e o Museu das Culturas Brasileiras em fase de obras), 54 Bibliotecas de Bairro, 15 Pontos de Leitura e 15 Bosques de Leitura, 6 EMIAs (Escolas Municipais de Iniciação Artística) e 3 unidades da Rede Daora - Estúdios Criativos das Juventudes. A SMC ainda atende 104 equipamentos de cultura e CEUs por meio do PIAPI (Programa de Iniciação Artística para a Primeira Infância), PIÁ (Programa de Iniciação Artística) e Programa Vocacional.

 

Informações à imprensa
Suzane Rodrigues | Camila Quaresma | Gabriella Capuano | Marcelo Lustosa | Giovanna Leite
Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa

smcimprensa@prefeitura.sp.gov.br 

sexta-feira, 20 de março de 2026

Contista João Carrascoza divulga livro em São Paulo na nova edição do "Encontro com os Escritores"

Equipe de Arte / Editora Unesp e ACI Unesp

Evento vai marcar o lançamento da obra ficcional "Angelim"; série de debates na Biblioteca Mário de Andrade é promovida pela Editora Unesp e tem entrada gratuita

A série "Encontro com os Escritores" vai receber em 26 de março, próxima quinta-feira, o contista João Anzanello Carrascoza para um bate-papo com o público no auditório da Biblioteca Mário de Andrade, na região central da capital. No evento, vai ocorrer o lançamento do livro "Angelim", obra mais recente do escritor, com uma sessão de autógrafos ao final.

Promovida pela Universidade do Livro (Unil) da Fundação Editora da Unesp, em parceria com a Assessoria de Comunicação e Imprensa (ACI) da Unesp e a Biblioteca Municipal Mário de Andrade, a série "Encontro com os Escritores" tem como objetivo aproximar leitores e autores em um diálogo direto, oferecendo ao público a oportunidade de conhecer de perto escritores de destaque e de explorar o percurso criativo e as influências literárias deles.

O encontro, que será mediado pelo jornalista Manuel da Costa Pinto, tem entrada gratuita e inscrições prévias podem ser feitas pelo site da Editora Unesp. A capacidade do auditório é de cerca de 200 lugares. A obra ficcional "Angelim", de Carrascoza, narra a história de um menino com vidência, capaz de enxergar passado, presente e futuro, e o impacto disso em seu entorno.

Carrascoza nasceu na cidade de Cravinhos, interior de São Paulo, em 1962. De ascendência espanhola e italiana, é um dos contistas contemporâneos de destaque na literatura brasileira, considerado uma das revelações da ficção nacional. É professor na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) e na Escola Superior de Propaganda & Marketing (ESPM), coordenando pesquisas sobre a interface entre publicidade e literatura. 

É autor dos romances "O céu implacável" e "Trilogia do adeus", dos livros de contos "Aquela água toda" e "Tramas de meninos", entre outros,. Suas histórias foram traduzidas para o bengali, croata, espanhol, francês, inglês, italiano, sueco e tâmil. Recebeu os prêmios Candango, Radio France e White Ravens, três vezes o Jabuti, quatro vezes o prêmio da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, tornando-se "hors-concours", três vezes o prêmio da Fundação Biblioteca Nacional, e os prêmios da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) e da Cátedra Unesco.

SERVIÇO
Encontro com os Escritores recebe João Anzanello Carrascoza
Entrada gratuita
Lançamento do livro "Angelim"
Mediação: Manuel da Costa Pinto
Data: 26 de março de 2026 (quinta-feira)
Horário: das 19h às 21h
Local: Auditório da Biblioteca Municipal Mário de Andrade
Endereço: Rua da Consolação, 94, região central de São Paulo (SP)
Metrô: Anhangabaú (linha vermelha) e República (linhas vermelha e amarela)

Inscrições prévias: clique neste hiperlink. 

quinta-feira, 19 de março de 2026

Orquestra Ouro Preto convida Túlio Mourão para celebrar a Alma Mineira

Concerto com ex-Mutante tem apresentação única no dia 12 de abril, no Sesc Palladium

Alguns encontros parecem ser inevitáveis. Como se uma afinidade profunda aproximasse as duas partes em um flerte estético e afetivo que, em algum momento, iriam se unir. Conexão dessas do tipo queijo com goiabada, frango com quiabo, costelinha com feijão tropeiro: sozinho é bom, mas quando junta, aí é que o trem fica melhor ainda. A união entre o pianista e compositor mineiro Túlio Mourão e a Orquestra Ouro Preto traz esse sabor especial na estreia da temporada 2026 da série Alma Mineira, projeto que celebra a riqueza e a pluralidade da música produzida em Minas Gerais. A apresentação acontece no dia 12 de abril, às 11h, no Grande Teatro do Sesc Palladium.

Com uma trajetória marcada pela liberdade estética e pelo diálogo entre diferentes universos sonoros, Túlio Mourão chega a esse encontro trazendo consigo mais de cinco décadas de música. Nascido em Divinópolis, o pianista construiu uma carreira singular como compositor, arranjador e criador de trilhas sonoras premiadas para o cinema, além de parcerias e colaborações com nomes centrais da música brasileira, como Milton Nascimento, Maria Bethânia e Chico Buarque. Também integrou a fase progressiva da banda Os Mutantes e manteve vínculos com o universo criativo do Clube da Esquina.

Para Mourão, este encontro com a formação mineira carrega também uma dimensão afetiva. “Eu sempre fui um grande admirador da Orquestra Ouro Preto”, afirma o compositor. “Sempre defendi que as orquestras precisam estar atentas e cumprir com eficiência e qualidade sua interface com a comunidade, respondendo demandas, atendendo expectativas e elaborando seu perfil social com o rigor que entrega seu brilhante conteúdo artístico”, afirma.

Essa admiração vem de longa data. O músico relembra que, quando colaborou com a curadoria do festival Tudo é Jazz, em Ouro Preto, convidou a orquestra nascida na cidade histórica para apresentar o projeto “Latinidade”, experiência que reforçou sua percepção sobre o papel da formação mineira no cenário cultural. Agora, o reencontro ganha novo significado.

“Fico muito feliz e também muito motivado entendendo a oportunidade rara de compartilhar aspectos da minha carreira, com destaque para o autoral instrumental em diversificadas formações. Considero a escrita orquestral uma das mais ricas e gratificantes experiências do ofício de músico”, diz Mourão.

No concerto, o repertório percorre diferentes momentos de sua produção. Canções, temas instrumentais e trilhas de cinema compõem um mosaico que reflete a diversidade de sua obra, incluindo temas associados a filmes como “Moças de Fino Trato”, “O Vestido” e “O Viajante”. “O repertório procura pacificar a, às vezes, conflituosa diversidade que marca minha carreira”, explica o artista. “Ali aparecem canções orquestradas, parcerias com Milton Nascimento, temas registrados em CDs instrumentais, peças orquestrais e trilhas de filmes”, adianta.

Para o compositor, o contexto orquestral envolve um misto de desafio e revelação artística. “Ele atende a uma demanda interior das mais legítimas, até de uma certa urgência. Desde o começo da carreira, percebi que o mercado responde melhor a artistas com um perfil mais claro, como gavetas metafóricas. Mas também me dei conta de que somos mais felizes quando não negamos nossa diversidade interior.”

Essa visão plural dialoga diretamente com o espírito da própria Orquestra Ouro Preto e da série Alma Mineira, concebida para revisitar e celebrar os múltiplos caminhos da música produzida no Estado. O maestro Rodrigo Toffolo vê o projeto como uma forma de reafirmar a identidade cultural mineira por meio da música.

“É um projeto que busca revelar a força criativa desse território e mostrar como a música mineira dialoga com o mundo sem perder sua essência. Receber Túlio Mourão nesse contexto é reconhecer um artista que representa exatamente essa riqueza de caminhos.”

No palco, a soma dessas trajetórias promete uma espécie de retrato sonoro da sensibilidade mineira, em uma experiência compartilhada. “Também vai encontrar um músico fazendo o que mais gosta: compartilhar sua criação com outros grandes músicos e fechar com a plateia um circuito de magia que reúne transcendência, verdade e sonho, que só o palco faz acontecer”, promete o músico.

Serviço

Orquestra Ouro Preto convida Túlio Mourão na série Alma Mineira

Data: 12 de abril, domingo

Horário: 11 horas

Local: Grande Teatro do Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro 1046, Centro – BH)

Ingressos: a preços populares(R$15 e R$30), no site Sympla ou na bilheteria do teatro

Informações: www.orquestraouropreto.com.br

quarta-feira, 18 de março de 2026

'Amália', lançamento da Maralto Edições, celebra a sabedoria das plantas e o protagonismo feminino

Obra ilustrada exalta a memória e a relação entre natureza e ancestralidade

A Maralto Edições lança, neste mês de março, Amália, uma obra da escritora e roteirista Roberta Malta que acompanha a trajetória de uma personagem cuja vida se entrelaça à sabedoria das plantas.

Com ilustrações de Johanna Thomé de Souza, o livro revela como folhas, raízes e sementes guardam memórias, gestos de cuidado e caminhos de cura.

A ideia da obra nasceu de um desejo antigo da autora. Roberta Malta conta que sua convivência com a avó, que mantinha um quintal cheio de plantas e era referência para ensinar seus nomes e usos, foi decisiva para a construção do livro. “No começo achei que seria um romance. Fiz a genealogia de uma personagem a partir de uma linhagem que conectava toda sua ancestralidade com as plantas e seus sentidos”, revela.

A mudança de formato surgiu durante uma releitura de Cem anos de solidão, de Gabriel García Márquez. Segundo a autora, foi a frase “O mundo era tão recente que muitas coisas careciam de nome, e para mencioná-las era preciso apontar com o dedo”, somada a um momento de imersão na linguagem elíptica e silenciosa dos livros ilustrados, que a levou a pensar em contar a história dessa forma, em que o único texto é o nome da planta.

Em Amália, cada planta ocupa um lugar simbólico na história: do alecrim que abre caminhos ao boldo que cura, da lavanda que acalma à arruda que protege. Ao longo das páginas, palavras e imagens celebram a delicadeza e a força de uma mulher que aprende com o ritmo da natureza sobre persistência, renovação e cuidado. Entre dor e alívio, corpo e terra, visível e sagrado, o livro cultiva um jardim que convida o leitor à transformação.

A dimensão espiritual também atravessa a narrativa. Para a autora, o sagrado e o cotidiano caminham juntos. “As plantas são assim: terrenas e etéreas ao mesmo tempo, inevitavelmente ligadas à cura e à espiritualidade em inúmeras tradições. Acredito que foram elas que trouxeram essa dimensão para o livro”, afirma.

Amália foi inspirada em uma mulher negra real, de quem a autora costumava comprar plantas no Largo do Machado, no bairro do Catete, no Rio de Janeiro. Ao trazer esse protagonismo, o livro também reforça a importância de ampliar a presença negra na literatura, nas artes e nos espaços públicos desde a infância.

As ilustrações de Johanna reforçam a atmosfera sensorial da narrativa. Os esboços iniciais foram feitos com pincel e nanquim, e cada página foi pintada à mão com guache. Já os elementos da capa, flores, folhas e estampas, foram criados separadamente e depois reunidos em uma colagem digital.

Mais do que contar uma história, Amália convida o leitor a uma experiência sensível de encontro com a natureza, a memória e o cuidado. “Se não for pedir muito, espero tudo o que a leitura pode proporcionar: encontro, introspecção, acolhimento, conversas, colo, elaborações, ideias, curiosidade e abertura”, finaliza Roberta Malta.

A obra está disponível nos canais de venda da editora e em livrarias parceiras. Ela também integra o Programa de Formação Leitora Maralto, iniciativa voltada para escolas de todo o país.

Sobre a autora

Roberta Malta é escritora, pesquisadora e facilitadora de processos criativos com a palavra. Formada em Letras e especialista em Literatura Infantojuvenil pela Universidade Federal Fluminense (UFF), atualmente pesquisa meninas e suas escritas em seu doutorado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Entre seus livros publicados estão Senhora incerteza (2019), Meus mais velhos (2020) e Loba (2023, selecionado para o catálogo White Ravens 2024).

Sobre a ilustradora

Johanna Thomé de Souza é artista franco-brasileira. Estudou Design de Comunicação e Artes do Livro na École Estienne e nos ateliês da Beaux-Arts de Paris. Desenha para mídias diversas, como jornais, revistas e livros. Entre seus livros ilustrados estão Sovacos (2022) e Em busca do famoso peixarinho (2023).

Amália

Editora: Maralto Edições

Autora: Roberta Malta

Ilustrações: Johanna Thomé de Souza

Páginas: 48

Preço: R$ 87,00

Vendas: https://loja.maralto.com.br

Lançamento

Data: 28/03/2026 às 16h

Local: Livraria Janela

Gen. Glicério, 324 – Laranjeiras, Rio de Janeiro – RJ,

terça-feira, 17 de março de 2026

Luiz Antonio Simas lança obra sobre a trajetória de São Jorge na formação cultural do Brasil


Livro revela como o santo guerreiro atravessou séculos de repressão, reinvenções e misturas culturais até se tornar um dos símbolos mais potentes da fé brasileira

 

Cultuado por católicos, ortodoxos, anglicanos e até

muçulmanos, São Jorge atravessa séculos como uma das figuras mais populares e simbólicas da devoção universal. No Brasil, sua presença rompe fronteiras religiosas: o santo guerreiro desce dos altares para habitar esquinas, botequins e terreiros, sintetizando a mistura entre água benta, dendê e axé que marca a formação cultural do país.

 

Em São Jorge: O santo do povo e o povo do santo, livro que chega às lojas pela Editora Planeta, o historiador Luiz Antonio Simas reconstrói a trajetória de resistência dessa devoção que sobreviveu a desconfianças da Igreja e diversas tentativas de apagamento. O autor mostra como, ao longo do tempo, São Jorge se tornou um símbolo essencial do cristianismo popular brasileiro — um santo moldado menos pelas instituições e mais pela força do povo, suas histórias, ritos e afetos.

 

Ao narrar a saga do cavaleiro e seu famoso dragão — que assume, dependendo da época, o rosto do inimigo de guerra, do custo de vida ou das angústias cotidianas — Simas revela um personagem que se reinventa de acordo com as necessidades e medos coletivos. Padroeiro de cidades, nações e arquibancadas, ele transita entre o sagrado e o profano, entre altares e festas, encarnando coragem, justiça e resistência.

 

Mais que a biografia de um santo, o livro apresenta a aventura humana por trás dessa devoção que se espalha pelas noites de lua cheia e pelas esquinas suburbanas. Para Simas, São Jorge é o santo do perrengue, do aperto e do improviso — talvez por isso um dos maiores representantes do espírito brasileiro. Seu maior milagre, sugere o autor, é manifestar o divino como pura humanidade.

 

FICHA TÉCNICA

Título: São Jorge: O santo do povo e o povo do santo

Autor: Luiz Antonio Simas

ISBN: 9788542240603

112 páginas

R$ 49,90

Editora Planeta

 

SOBRE O AUTOR

Luiz Antonio Simas é escritor, professor, historiador e mestre em história social pela UFRJ. Tem mais de 30 livros publicados. Recebeu o Prêmio Jabuti de Livro do Ano de Não Ficção 2016 com Dicionário da história social do samba, que escreveu em parceria com Nei Lopes. Foi finalista do mesmo prêmio em outras três ocasiões. Este é seu primeiro livro pela Editora Planeta.

 

SOBRE A EDITORA

Fundado há 70 anos em Barcelona, o Grupo Planeta é um dos maiores conglomerados editoriais do mundo, além de uma das maiores corporações de comunicação e educação do cenário global. A Editora Planeta, criada em 2003, é o braço brasileiro do Grupo Planeta. Com mais de 1.500 livros publicados, a Planeta Brasil conta com nove selos editoriais, que abrangem o melhor dos gêneros de ficção e não ficção: Planeta, Crítica, Tusquets, Paidós, Planeta Minotauro, Planeta Estratégia, Outro Planeta, Academia e Essência.

segunda-feira, 16 de março de 2026

Instituto Olga Kos lança livro sobre a trajetória de Claudio Tozzi, um dos nomes mais relevantes da arte brasileira contemporânea

Evento acontece no próximo dia 19 de março, na sede da Associação Paulista de Medicina, em São Paulo

São Paulo, março de 2026 - No próximo dia 19 de março, o Instituto Olga Kos realiza o lançamento do livro “Claudio Tozzi. No limiar da imagem – da retícula à arena pública”. O evento acontece, a partir das 17h, na sede da Associação Paulista de Medicina (APM), em São Paulo.

O livro estrutura-se em quatro ensaios visuais que abrem uma generosa perspectiva crítica da obra do artista: uma perspectiva histórica, desde suas primeiras iniciativas na figuração; um caminhar pelo signo-objeto parafuso(s); uma sequência gráfica, que chamamos de interferências e afins, em que os temas da paisagem e do meio ambiente, ilustram sua escolha radicalmente mais conceitual nos anos 1970; e, por fim, uma percepção mais construtiva, formal e projetiva de sua produção, que desemboca no espaço público. Cada uma dessas partes é interdependente, mas elas não seguem uma ordem cronológica, muito menos precisam ser vistas de maneira sequencial. O caminho a ser seguido é escolha do leitor.

O lançamento da publicação faz parte de um calendário de eventos que se iniciou em 9 de março, quando foi inaugurada a exposição “Geometrias da Urgência: Derivas com Claudio Tozzi”, na própria sede da APM, e que fica em cartaz até o dia 27 de março. A exposição - apresentada por Bradesco Seguros, apoiado pelo Instituto Olga Kos e com a realização da DeArte Promoções e do Ministério da Cultura - reúne 41 obras, sendo 32 do artista e 9 produzidas por participantes das oficinas de artes visuais do Olga. Entre as técnicas apresentadas estão serigrafia, acrílica sobre tela e placa, gravura em metal, escultura em aço cromado e granito, além de trabalhos em técnicas mistas.

Claudio Tozzi também autografou 12 peças, intituladas Parafuso, com exclusividade para o Instituto Olga Kos. A série limitada estará à venda no dia do lançamento do livro.

Para o presidente do Olga, Wolf Kos, o apoio representa um momento significativo para a instituição: “É uma grande satisfação participar deste projeto com Claudio Tozzi, um artista cuja trajetória dialoga profundamente com questões sociais, políticas e urbanas. Sua obra nos provoca a olhar o mundo com senso crítico e sensibilidade. Promover esta exposição e lançar este livro reafirma o compromisso do Olga com a democratização do acesso à arte e com a construção de uma sociedade mais plural e inclusiva.”

A exposição e o lançamento do livro consolidam um encontro entre arte, reflexão e acessibilidade, convidando o público a atravessar imagens que desafiam a passividade e reafirmam o papel transformador da prática artística.

SERVIÇO

Lançamento Livro “Claudio Tozzi. No limiar da imagem – da retícula à arena pública”

Data: 19 de março, das 17h às 21h.

Exposição: Geometrias da Urgência: Derivas com Claudio Tozzi

Período para visitação: de 9 a 27 de março - Segunda a Sexta-feira, das 10h às 18h

Local: Associação Paulista de Medicina

Endereço: Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 278 - Bela Vista, São Paulo

Entrada: Gratuita

Sobre o Instituto Olga Kos

Fundado há 19 anos, o Instituto Olga Kos (IOK) é uma organização sem fins lucrativos, qualificada como Oscip pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Desenvolve projetos artísticos, esportivos e científicos voltados a pessoas com deficiência e em situação de vulnerabilidade social, promovendo inclusão, diversidade e acesso à cultura.

Sobre o Circuito Cultural Bradesco Seguros

Manter uma política de incentivo à cultura faz parte do compromisso do Grupo Bradesco Seguros considerando a cultura como ativo para o desenvolvimento dos capitais do conhecimento e do convívio social. Nesse sentido, o Circuito Cultural Bradesco Seguros se orgulha de ter patrocinado e apoiado, nos últimos anos, em diversas regiões do Brasil, projetos nas áreas de música, dança, artes plásticas, teatro, literatura e exposições, além de outras manifestações artísticas. Dentre as atrações incentivadas destacam-se os musicais “Bibi – Uma vida em musical”, “Bem Sertanejo”, “Les Misérables”, “70 – Década do Divino Maravilhoso”, “Cinderela”, “O Fantasma da Ópera”, “A Cor Púrpura” e “Concerto para Dois”, além da “Série Dell'Arte Concertos Internacionais” e a exposição “Mickey 90 Anos”.

Informações: www.bradescoseguros.com.br/circuito_cultural