quarta-feira, 13 de maio de 2026

Livro de Raissa Zoccal reúne meditações guiadas e exercícios para despertar do potencial autêntico



Com práticas integrativas e reflexões profundas, influenciadora e mentora propõe um caminho acessível para viver com mais propósito e equilíbrio

 


A professora, mentora e facilitadora de transformação pessoal Raissa Zoccal chega às livrarias com o lançamento da obra Desperte sua essência, publicada pelo selo Academia, da Editora Planeta. Unindo ciência moderna e sabedoria ancestral, a autora apresenta práticas integrativas que ajudam a regular o sistema nervoso, reprogramar padrões mentais e cultivar uma vida mais alinhada com propósito, saúde e bem-estar. Ao longo da obra, Raissa propõe um convite sensível e profundo para quem sente que há algo pulsando por dentro e deseja acessar novas possibilidades de consciência e crescimento pessoal.

 

Com uma abordagem prática e acessível, o livro reúne reflexões, perguntas de auto investigação, exercícios guiados e meditações com QR codes exclusivos, permitindo que o leitor transforme conhecimento em experiência viva. As práticas incluem respiração consciente, integração emocional e exercícios de conexão e manifestação, criando um percurso de transformação gradual e acolhedor. Sem promessas fáceis ou fórmulas prontas, a autora valoriza o processo individual de cada pessoa, com respeito pelo tempo e pela complexidade dos recomeços.

 

Ao abordar temas como desapego, autoestima, consciência e renascimento, Raissa oferece ferramentas para dissolver padrões limitantes e fortalecer uma relação mais autêntica consigo mesmo. A metodologia integrativa, que reúne espiritualidade, neurociência, yoga, meditação e práticas corporais, reflete a trajetória da autora, que há mais de uma década facilita processos de transformação emocional e expansão da consciência. O resultado é uma leitura inspiradora, que acolhe e impulsiona o leitor a viver com mais coerência e presença.

 

Criadora de um dos maiores canais de meditação, yoga e desenvolvimento humano do YouTube, com mais de 1 milhão de inscritos, Raissa Zoccal já impactou milhares de pessoas com práticas e mentorias. Facilitadora de retiros e workshops, ela lança o primeiro livro como um convite para quem deseja despertar a própria essência e acessar uma vida mais consciente e significativa. Desperte sua essência chega como um guia prático e inspirador para quem busca transformação real e duradoura.

 

FICHA TÉCNICA

Título: Desperte sua essência

Autor: Raissa Zoccal
ISBN: 978-85-422-4118-1

Páginas: 256 p.

Preço livro físico: R$59,90

Editora Planeta | Selo Academia

 

SOBRE A AUTORA

Raissa Zoccal é criadora de um dos maiores canais de meditação, yoga e desenvolvimento humano do YouTube, com mais de 1 milhão de inscritos, tendo se tornado referência em práticas de meditação guiada e expansão da consciência. Atua há mais de uma década nas áreas de saúde emocional, reprogramação mental e autoconhecimento integrativo. Formada em Relações Internacionais pela Università degli Studi di Milano (Itália), desde cedo sentiu um chamado para algo maior, o que a levou a se aprofundar na área holística e em diferentes abordagens e tradições ao redor do mundo. Hoje facilita processos de transformação por meio de retiros, mentorias, workshops, treinamentos e palestras. Sua metodologia própria integra meditação, yoga, breathworkkundalini, terapia corporal, neurociência e PNL, inspirando pessoas a viver em coerência com o pulsar da própria essência. É autora do oráculo Alquimia do Ser, e este livro nasce da realização de um sonho que acompanha sua trajetória há muitos anos.

 

SOBRE O SELO ACADEMIA

Os títulos do selo buscam promover o bem-estar e o autoconhecimento, contemplando temas ligados à tríade corpo, mente e alma. Desde seu início na editora Planeta, em 2007, tem contado com grandes autores especialistas em diferentes áreas no catálogo, como Tiago Brunet, Monja Coen, Augusto Cury, Fábio Dantas, Flavia Melissa, William H. McRaven, Rita Batista, Victor Fernandes, Walter Riso, J. Krishnamurti, Petria Chaves e Gisela Savioli. Com o objetivo de promover uma jornada de conhecimento de si, o Academia engloba seis linhas editoriais: motivacional/inspiracional, espiritualidade/religião, saúde e desenvolvimento pessoal.

Festival Colonial Italiano reúne cultura, música e culinária típica em Garibaldi

 

Evento chega à 37ª edição nos dias 23 e 24 de maio, nos Pavilhões da Fenachamp

 

Garibaldi realiza, nos dias 23 e 24 de maio, nos Pavilhões da Fenachamp, a 37ª edição do Festival Colonial Italiano, uma das celebrações mais tradicionais da Serra Gaúcha. Promovido pela Prefeitura de Garibaldi e pela Associação dos Veteranos de Garibaldi, entidade que neste ano também comemora 55 anos de história, o evento celebra a gastronomia e cultura italiana.

 

Ao longo de quase quatro décadas, a festa se consolidou como símbolo de convivência, amizade e valorização das origens, reunindo visitantes e diferentes gerações em torno da culinária e música típica, que ajudaram a construir a identidade cultural da Serra Gaúcha. “O festival carrega a essência da nossa comunidade. É um evento que movimenta o turismo e reúne famílias em torno de uma tradição construída com muito trabalho e dedicação ao longo dos anos”, destaca o prefeito de Garibaldi, Sérgio Chesini.

 

O público poderá aproveitar um cardápio típico completo, com massa, galeto, polenta brustolada, queijo, salame, copa, saladas, pão, cuca, grostoli e sagu com creme, além de vinho e suco de uva liberados durante todo o evento.

 

A programação artística também reforça o clima festivo. No sábado, dia 23, a partir das 19h, haverá apresentações do Grupo Cia Acto e dos Gaiteiros Itinerantes, seguidas de show com a Banda Alma Nova. No domingo, dia 24, as atividades acontecem das 11h às 14h30min, novamente com atrações musicais e culturais ao longo da programação.

 

Os ingressos custam R$ 90 para maiores de 12 anos, R$ 40 para crianças entre 7 e 12 anos e têm entrada gratuita para crianças de até 6 anos, podendo ser adquiridos em pontos físicos de venda ou pelo WhatsApp com Benito Rosa, no número (54) 9 9683-8575.

 

Serviço

37º Festival Colonial Italiano

Data: 23 e 24 de maio

Local: Pavilhões da Fenachamp – Garibaldi/RS

Horários: Sábado (23), a partir das 19h |Domingo (24), das 11h às 14h30min

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Exposição reúne mais de 100 obras de Siron Franco na Vila Cultural Cora Coralina

Madona Nua, óleo sobre madeira, 50x40, Siron Franco, 1976_Divulgação Siron Franco
Imagens em alta resolução: https://flic.kr/s/aHBqjCT4QP

"Expressões" revela o olhar contundente do artista sobre ditadura, desigualdade e tragédias que marcaram o país. Até 6 de julho, na Vila Cultural Cora Coralina


Maio de 2026 - Goiânia recebe, até 6 de julho, a exposição Expressões, dedicada à obra de Siron Franco. Em cartaz na Vila Cultural Cora Coralina, a mostra reúne mais de 100 trabalhos produzidos entre as décadas de 1960 e 1980 — período decisivo na formação estética e política do artista.

Com forte carga expressionista, as obras evidenciam o olhar crítico de Siron sobre o contexto social brasileiro, traduzindo em imagens o desconforto diante de temas como repressão, desigualdade e violência. O recorte curatorial privilegia trabalhos que dialogam com episódios marcantes da história recente, como a ditadura militar e o acidente com o Acidente com o Césio-137 em Goiânia, cuja abordagem expositiva inclui um ambiente imersivo que remete à cápsula do material radiológico.

Outro destaque é a instalação dedicada ao feminicídio, composta por dezenas de Madonas produzidas pelo artista nos anos 1970 e 1980, em uma reflexão potente sobre violência de gênero e religiosidade. As obras apresentadas pertencem a uma fase em que Siron, ainda jovem, começa a ganhar projeção nacional e internacional.

A exposição se estrutura a partir da arte como ferramenta de leitura e intervenção no mundo, colocando em diálogo questões universais como fome, desigualdade e resistência cultural. O percurso inclui ainda a instalação Fome, do artista e curador Aguinaldo Coelho.

Idealizador da mostra, Leopoldo Veiga Jardim destaca a força simbólica do conjunto apresentado. “Siron Franco não pinta apenas quadros — ele realiza verdadeiras biópsias do tecido social brasileiro. Expressões reúne o trauma da ditadura, o luto radioativo do Césio 137, as tensões do sincretismo religioso e a persistência da desigualdade contemporânea”, afirma.

Para o artista, a exposição propõe uma experiência formativa e provocadora. “A ideia é estimular reflexões sobre acontecimentos históricos que ainda reverberam na sociedade. É uma oportunidade de aproximar o público de obras que dialogam com a cultura, a identidade e a história goiana e brasileira”, diz Siron.

 

Sobre o artista - Nascido na cidade de Goiás, em 1947, Siron Franco é pintor, escultor, desenhista, gravador, ilustrador e diretor de arte. Ao longo de sua carreira, acumulou importantes reconhecimentos, como o prêmio da I Bienal da Bahia (1968), o destaque no I Salão Global da Primavera (1973) e premiações nas edições XII (1974) e XIII (1975) da Bienal Internacional de São Paulo. Também recebeu os principais prêmios do Salão Nacional de Artes Plásticas, no Rio de Janeiro, consolidando-se como um dos nomes mais relevantes da arte contemporânea brasileira.

A exposição é realizada com recursos do Programa Goyazes, do Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, com apoio da Óticas Vida.

 

Serviço – Exposição “Expressões”
Período expositivo: até 6 de julho de 2026
Visitação: segunda a domingo, das 9h às 17h
Local: Vila Cultural Cora Coralina
Endereço: Rua 23 com Rua 3, Setor Central – Goiânia (GO)
Entrada gratuita

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Amar para não ser em vão investiga o amor como experiência e travessia


No livro, Lucas Lujan articula psicanálise, memória e literatura para investigar o amor sem idealizações ou promessas de completude

 

O que acontece quando paramos de tentar definir o amor e nos dispomos a observá-lo em sua complexidade? Essa é a pergunta que atravessa Amar para não ser em vão, novo livro do psicanalista, poeta e escritor Lucas Lujan publicado pelo selo Paidós da Editora Planeta. A obra propõe uma reflexão sensível e contemporânea sobre o amor, afastando-se de idealizações e promessas de completude para encará-lo como experiência viva, arriscada e transformadora.

 

Ao longo de nove capítulos, Lucas articula psicanálise, memória e literatura em uma escrita fragmentada que transita entre poemas, canções, reflexões clínicas e lembranças pessoais. O livro reúne marcas de encontros que atravessaram o autor, convidando leitores e leitoras a acompanhar o amor em movimento — como aquilo que nos desloca, nos expõe à alteridade e nos convoca à coragem.

 

Sem a pretensão de oferecer respostas ou definições fechadas, Amar para não ser em vão diferencia amor e paixão, recusa idealizações e assume a incompletude como condição do vínculo. Mais do que um ensaio teórico ou um manual, o texto se constrói como uma travessia, na qual pensar o amor é inseparável da experiência vivida e do que nela nos transforma.

 

O amor tem seus riscos, é verdade – mas risco maior é viver sem amar”, escreve o autor. Nesse gesto de abertura e escuta, Lucas Lujan oferece um convite à contemplação e à experiência, reafirmando que talvez seja mais interessante amar do que explicar o amor.

 

FICHA TÉCNICA

Título: Amar para não ser em vão

Autor: Lucas Lujan

ISBN: 978-85-422-4119-8

288 páginas

R$ 59,90

Editora Planeta | Selo Paidós

 

SOBRE O AUTOR

Lucas Lujan é graduado em Teologia, em Psicanálise pelo Centro de Estudos Psicanalíticos (CEP), e é especialista em Saúde Mental e em Filosofia Contemporânea e História. Autor do livro Tamanho de flor, coautor das obras Ecos do divãNós da psicanáliseO dilema do porco‑espinho e a solidão que nos atravessaCrônicas de um amor crônico e Aglomerados, integra o Laboratório de Estudos em Teoria Social, Filosofia e Psicanálise (Latesfip – USP) e participa do Grupo de Pesquisa e Estudos em Religião, Laço Social e Psicanálise (Relapso – USP/PUC-SP). Amar para não ser em vão é seu primeiro livro lançado pelo selo Paidós da Editora Planeta.

 

SOBRE A EDITORA

Fundado há 70 anos em Barcelona, o Grupo Planeta é um dos maiores conglomerados editoriais do mundo, além de uma das maiores corporações de comunicação e educação do cenário global. A Editora Planeta, criada em 2003, é o braço brasileiro do Grupo Planeta. Com mais de 1.500 livros publicados, a Planeta Brasil conta com nove selos editoriais, que abrangem o melhor dos gêneros de ficção e não ficção: Planeta, Crítica, Tusquets, Paidós, Planeta Minotauro, Planeta Estratégia, Outro Planeta, Academia e Essência.

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Feira na Rosenbaum participa da Carandaí em edição que celebra 15 anos de trajetória

Encontro no Rio de Janeiro retoma uma parceria construída ao longo do tempo e coloca em foco a produção autoral brasileira

A edição que celebra os 15 anos da Carandaí, no Rio de Janeiro, abre espaço para a Feira na Rosenbaum em sua programação. A presença da Feira integra a proposta desta edição comemorativa, que reúne nomes, parcerias e trajetórias ligadas à história da plataforma desde seus primeiros anos. Nesse contexto, o encontro entre as duas iniciativas parte de uma convivência já consolidada e ganha sentido como um recorte da produção autoral brasileira que ambas ajudam a colocar em circulação.

Ao longo de sua trajetória, a Carandaí se firmou como uma plataforma dedicada à curadoria e à visibilidade de marcas independentes. Com uma atuação que atravessa moda, design e criação autoral, o evento passou a reunir trabalhos guiados por identidade, apuro de linguagem e uma relação próxima entre quem cria e quem consome. A edição de 15 anos olha para esse percurso a partir dos encontros que ajudaram a formar sua rede e seu repertório.

A participação da Feira na Rosenbaum se insere nessa leitura. Desde o início, a Feira construiu um trabalho voltado à valorização do fazer brasileiro, com atenção a criadores de diferentes regiões do país, a técnicas, materiais e narrativas que nascem de contextos diversos. Sua curadoria aproxima o público de peças e projetos que carregam origem, processo e visão autoral, mantendo em evidência uma produção que encontra força justamente na singularidade.

A presença da Feira dentro da Carandaí retoma uma parceria antiga entre duas iniciativas que, em diferentes frentes, compartilham um mesmo interesse: abrir espaço para criadores, ampliar repertórios e sustentar a circulação de trabalhos autorais no Brasil. Depois de tantas edições em comum, esse reencontro no Rio de Janeiro acontece em um momento simbólico, em que a celebração da trajetória da Carandaí também passa por reconhecer quem esteve ao seu lado na construção dessa história.

O recorte proposto para esta edição coloca em primeiro plano uma ideia de criação que não se separa de contexto, de pesquisa e de identidade cultural. Em vez de seguir uma lógica homogênea, o encontro entre Carandaí e Feira na Rosenbaum reúne produções marcadas por diferenças de linguagem, origem e escala, mas aproximadas por um entendimento comum sobre autoria e permanência. O que aparece ali é uma produção brasileira feita de percursos próprios, repertórios locais e relações diretas com o tempo do fazer.

No Jockey Club Brasileiro, a Feira na Rosenbaum ocupa parte da edição comemorativa da Carandaí e soma sua curadoria a uma celebração que olha para a história sem transformá-la em retrospecto. Ao reunir parceiros que fizeram parte de sua trajetória, a Carandaí dá forma a uma edição que reconhece o caminho percorrido e, ao mesmo tempo, mantém em movimento aquilo que a consolidou desde o início: o interesse por uma produção viva, autoral e conectada ao país.

Serviço
Feira na Rosenbaum na Carandaí

6 a 9 de maio
13h às 21h
Jockey Club Brasileiro
Praça Santos Dumont, 31, Gávea, Rio de Janeiro

terça-feira, 28 de abril de 2026

Percorrendo memórias ferroviárias, ‘Mostra de Imagem em Movimento’ (MAPA) apresenta, pela primeira vez, histórias do eixo Maranhão–Pará; confira

Através de videoartes, leituras, e memórias à ‘céu aberto’, o MAPA se aproxima das comunidades para transformar os trilhos da Estrada de Ferro Carajás (EFC) em uma cartografia poética de histórias que se entrelaçam há 40 anos e preservam a Memória Ferroviária.

Apresentar leituras diversas da história e das culturas do eixo Maranhão–Pará é a proposta da 1ª edição do ‘MAPA – Mostra de Imagem em Movimento’, que cruza 27 comunidades ao longo da Estrada de Ferro Carajás (EFC), a fim de resgatar a ‘memória ferroviária’ como fio condutor das homenagens às narrativas regionais.

Projetando a memória individual e coletiva das regiões ferroviárias através da ‘arte contemporânea’, o MAPA se junta à 10 artistas que apresentam a riqueza simbólica dos territórios da Estrada de Ferro Carajás (EFC), através de seus novos trabalhos. São eles: Acaique, Dinho Araújo, Inke, Ramusyo Brasil e Silvana Mendes, pelo Maranhão; e Bárbara Savannah, Ícaro Matos, Juruna, Leonardo Venturieri e Rafa Cardozo, pelo Pará.

A mostra lança mão de vivências e poéticas dentro de fotografias, pinturas digitais, colagens, videoartes, leituras, e memórias à ‘céu aberto’, que serão projetadas em superfícies urbanas históricas através do videomapping. Os dez artistas aprofundam os pontos de vista com sensibilidade, tendo como base suas trajetórias profissionais e pessoais, ampliando a percepção em torno das comunidades que atravessam os trilhos da EFC.

Os processos criativos de cada artista enriquecem as perspectivas e abordagens de cada localidade. No eixo Maranhão, Acaique apresenta as memórias da infância, identidade e experiência trans, na obra ‘Uma Casinha no Trilho’, a partir do trem e das paisagens ferroviárias. Partindo de sua história pessoal, a obra utiliza elementos dos contos de fadas para reimaginar e narrar uma trajetória de autopercepção. “Eu produzi um vídeo que gostaria de ter visto quando era criança. Todo processo de viagem foi uma forma de cura”, conta Acaique.

A memória da região também é um terreno fértil para a criação de Dinho Araújo. O antropólogo, artista e curador maranhense, lança a ‘História da Terra’, a partir da criação de máscaras inspiradas em caretas, incluindo o bumba-meu-boi, para refletir sobre os biomas e territórios que se conectam pela Estrada de Ferro Carajás. Já  Inke, por outro lado, apresenta em ‘Frágil Dureza’ uma narrativa visual única sobre as dores, anseios, alegrias e as múltiplas perspectivas das pessoas que utilizam o trem, dando voz aos passageiros e às histórias que atravessam os vagões.

As inquietações do artista, professor e pesquisador em pós-doutorado no Maranhão, Ramusyo Brasil, também permeiam a mostra MAPA, a partir do “Temp(l)o do Rosa Fixado”. A obra arquiteta insights sobre a visão cinemática oferecida pelo trem, antes mesmo da invenção do cinema. Ao mergulhar no trajeto da Estrada de Ferro Carajás, Ramusyo considera o deslocamento de cores, odores e sabores como uma mistura de fenômenos culturais que marcam a ancestralidade do percurso.

Traçando esse passado e presente das comunidades ao redor da Estrada de Ferro Carajás (EFC), as narrativas se ressignificam também a partir de ‘contranarrativas’, expostas pelo trabalho da artista visual maranhense, Silvana Mendes. Em “Sol de Meio Dia”, a artista propõe a ferrovia como um grande arquivo a ser poeticamente imaginado, através da colagem digital e da sobreposição de imagens, memórias e narrativas. 

Juntos, esses artistas se reúnem a outros cinco selecionados do Pará, a fim de transformar lembranças, relatos e vivências em obras que dialoguem com o público. No eixo Pará, a artista visual e pintora Bárbara Savannah apresenta “Um Horizonte em Movimento”, ao investigar o deslocamento como experiência física e afetiva. A obra parte das travessias pessoais entre rios, cidades e trilhos para construir uma narrativa visual e sonora onde paisagem, memória e percurso se sobrepõem.

Conhecendo outros percursos que atravessam a EFC, o cineasta e fotógrafo documental Ícaro Matos constrói a “Travessia” através do photomotion, interpretando a Estrada de Ferro Carajás como um fio condutor de imagens entre o Maranhão (MA) e o Pará (PA). Em sua obra, o trem é retratado como símbolo de circulação de afetos, família, cerimônias, cultura e histórias.

Capturando um cotidiano caricato, através dos 892 km de extensão da Estrada de Ferro Carajás, a relação viva entre território, corpo e coletivo também atravessa o trabalho de Juruna, artista afro-indígena, não binária e nômade que apresenta “Todo trajeto, também é um rio”. Em sua obra inédita, Juruna transforma a ferrovia em monumento por meio de corpos-territórios que atravessam suas paisagens – e por elas são ressignificados.

Leonardo Venturieri traz a “Alvorada e Fuga” como uma obra em vídeo que se assemelha a um espelho de seu inconsciente. O contato do artista com a floresta amazônica e com a EFC lhe garantiu uma perspectiva ímpar sobre a região, transparecendo através da música e do vídeo.

A memória surge novamente como eixo de criação para a artista visual Rafa Cardozo, em “Tudo é correnteza”, onde a fotógrafa constrói uma poesia visual em que memória, território e identidade se movem como fluxo contínuo de símbolos familiares.

Homenageando esse traçado histórico, o MAPA nasce com o propósito de visibilizar, valorizar e preservar toda a memória afetiva da Estrada de Ferro Carajás, através do toque inovador da videoarte. O projeto, que teve início em maio de 2025, apresenta expressões artísticas que pensam os trilhos, transformando os trilhos em uma cartografia poética de histórias que se entrelaçam há 40 anos.

Avançando agora para o ‘Festival MAPA’ nas cidades, o projeto que ressignificou 892 quilômetros de memórias, histórias, passageiros e estações comunitárias, através de pesquisas, mapeamentos, chamamento de artistas, oficinas de criação e acompanhamento técnico das obras; chega para ocupar a fachada de edifícios históricos com imagens em movimento.

Datado para 2026, a celebração pública e virtual das obras se estenderá até culminar em Brasília, onde o acervo ganhará uma edição especial, em formato de galeria. Captando todo o processo em imagens e sons, a mostra chega como um organismo vivo de reflexão cultural, levando ao coração do Brasil as histórias comunitárias do Norte-Nordeste.

Para mais informações e acesso às entrevistas, o MAPA disponibilizou uma revista digital com o panorama geral das produções feitas no último semestre. O periódico e os vídeos com trechos das entrevistas com os artistas também estarão disponíveis através da bio do Instagram do MAPA (@mostramapa).

A Mostra de Imagem em Movimento – MAPA é uma realização da OPACCA Produção de Imagem, com apoio da Vale, por meio de Recursos para Preservação da Memória Ferroviária (RPMF), sob regulação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Teko Porã: Documentário indígena tem lançamento gratuito em Jundiaí (SP) nesta quarta (29)

Produção que revela a vida entre dois mundos na Aldeia Rio Silveira, no litoral norte paulista, será exibida na Sala de Cinema São Paulo-Minas

A poucos quilômetros da maior metrópole do país, em meio à Mata Atlântica do litoral norte paulista, o povo Guarani Mbya mantém viva uma cultura ancestral que luta para resistir às pressões do mundo contemporâneo e ao avanço da tecnologia. É esse encontro entre tradição e presente que chega ao público no lançamento gratuito de “Teko Porã, retrato atual da vida cotidiana na aldeia Rio Silveira”, nesta quarta-feira (29/04), às 19h, na Sala de Cinema São Paulo-Minas, no Complexo Fepasa, na Avenida dos Ferroviários, em Jundiaí (SP).

Dirigido pela jornalista e roteirista Luciana Alves, com codireção do cacique Adolfo Timotio, o documentário mergulha no cotidiano da Aldeia Rio Silveira, território Guarani Mbya localizado entre São Sebastião e Bertioga, revelando saberes, espiritualidade, relações familiares, desafios contemporâneos e a delicada travessia de um povo que vive entre dois mundos.

Processo criativo

Com 1h20 de duração, Teko Porã adota um ritmo narrativo que acompanha o próprio tempo da vida na aldeia: mais contemplativo, sensível e conectado aos ciclos da natureza e da convivência cotidiana. O filme valoriza longos respiros visuais, com imagens aéreas captadas por drone que revelam a imponência e beleza da Mata Atlântica, o rio e o território Guarani Mbya.

A construção sonora também segue essa proposta: o desenho de som prioriza os sons naturais da aldeia, enquanto a trilha é composta exclusivamente por músicas tocadas e gravadas durante as filmagens no próprio território, reforçando a autenticidade da experiência.

Para a realização desse olhar, a Speed Comunica reuniu uma equipe altamente profissional e sensível, que respeitou integralmente, em todas as etapas, as orientações e o tempo da comunidade, sempre em alinhamento com o codiretor do filme, cacique Adolfo Timotio.

Antes do lançamento público em Jundiaí, o filme teve uma apresentação especial no último 17 de abril, dentro da própria aldeia, em uma sessão marcada pelo reencontro entre a comunidade e sua própria imagem na tela.

A escolha de Jundiaí para o lançamento tem forte valor afetivo para os realizadores. “Escolhemos Jundiaí porque é uma cidade que faz parte da nossa história. Eu e Claudio trabalhamos e moramos aqui por quase 20 anos, nossos filhos nasceram em Jundiaí e era muito importante compartilhar esse filme com os amigos da cidade onde, principalmente eu, construí grande parte da minha trajetória profissional ”, afirma a diretora do documentário, Luciana Alves.

Construção coletiva

Ela destaca que o filme documental foi construído em um processo de escuta, convivência e participação direta da comunidade indígena. “Foi um profundo aprendizado conhecer esse admirável mundo que existe tão perto de nós e que muitas vezes desconhecemos. Mais do que registrar a cultura Guarani, queríamos construir esse filme junto com a aldeia. Tivemos a participação ativa de indígenas em várias etapas da produção, com dois produtores locais, dois intérpretes de guarani, além da codireção do cacique Adolfo. Foram quase 20 diárias, realizadas ao longo de vários meses de convivência, escuta e troca. Isso faz toda a diferença no resultado e no respeito à forma como essa história é contada”, destaca.

O diretor de fotografia Claudio Alves ressalta que a construção visual do documentário também nasceu da troca com o território e da oficina cultural realizada na aldeia. “A fotografia buscou valorizar a beleza das imagens, da paisagem, da floresta, dos rios e da luz natural da aldeia. Mas esse olhar também foi compartilhado. A oficina audiovisual realizada no território permitiu uma troca muito rica sobre imagem, memória e narrativa, aproximando ainda mais a equipe da comunidade. Isso trouxe uma verdade visual muito forte ao filme e ampliou a sensibilidade do nosso olhar sobre a beleza e a potência daquele espaço”, comenta Claudio.

Contemplado em edital do Programa de Ação Cultural (ProAC), o documentário foi produzido pela Speed Comunica e só se tornou possível graças ao fomento público à cultura. A realização é da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc, por meio do Sistema Nacional de Cultura, do Ministério da Cultura e do Governo Federal.

Após o lançamento em Jundiaí, “Teko Porã” segue em processo de inscrição em festivais nacionais e internacionais, ampliando o alcance dessa narrativa sobre identidade, resistência e memória dos povos originários brasileiros. Acompanhe nas redes sociais

SERVIÇO:
Exibição do documentário: Teko Porã - retrato atual da vida cotidiana na aldeia Rio Silveira

Data e horário: Quarta-feira (29/04), às 19 horas
Local: Sala de Cinema São Paulo-Minas
Endereço: Av. União dos Ferroviários, 1760 – Ponte de Campinas Complexo Fepasa / Espaço Expressa
Informações: Luciana Alves: (11) 98179-7440

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Exposição fotográfica Cartunistas abre temporada no Centro Cultural Fiesp a partir de 28 de abril

Idealizada pelo fotógrafo Paulo Vitale e com entrada gratuita, a mostra também contará com programação especial com os desenhistas

Retratos de 144 grandes nomes do cartum brasileiro, registrados pelas lentes do renomado fotógrafo Paulo Vitale, com curadoria de Eder Chiodetto, estarão em temporada especial na Galeria de Fotos do Centro Cultural FIESP, na exposição fotográfica ‘Cartunistas’. A abertura acontece dia 28 de abril, das 10h às 20h, com entrada gratuita, e o público terá a oportunidade de conferir a mostra até 20 de setembro.

A exposição já passou pelas cidades de Sorocaba, Rio Claro, São José do Rio Preto, Itapetininga e Campinas, com sucesso de público, atingindo mais de 40 mil visitantes. Nesta montagem exclusiva em São Paulo, a mostra ganha o reforço de mais de 20 fotos inéditas. Além das imagens que traduzem provocações políticas, sociais e existenciais, os visitantes poderão assistir a vídeos com depoimentos e making of dos ensaios, revelando os bastidores do processo criativo de novos e antigos talentos.

Dentre os retratados, estão Mauricio de Sousa, Ziraldo, Paulo Caruso, Jaguar, Angeli, Laerte, Baptistão, Fernandes, entre outros. Nessa nova fase, foram inseridos também os quadrinistas, nomes da nova geração que atingem números impressionantes de seguidores nas redes sociais, como Helô D’Angelo e Carlos Ruas.

“Me inspirei na obra de cada artista selecionado para criar elementos visuais que traduzam suas obras, transformando cada retrato em um portal”, comenta Paulo Vitale.

Programação especial

A exposição permanecerá em cartaz por alguns meses e será acompanhada por uma agenda de palestras, oficinas e performances:

  • Abertura (28/4): O desenhista Ricardo Soares fará caricaturas ao vivo, das 13h às 17h. A distribuição de senhas começa às 12h30.
  • Palestra (3/5, 14h): O cartunista José Alberto Lovetro (JAL), um dos autores do livro Efeito HQ, apresenta o tema “Como utilizar quadrinhos na sala de aula”, voltado a educadores, pais e outros interessados.
  • Próximos meses: A programação detalhada das atividades será divulgada gradualmente.

Ao olhar o ensaio como um todo, a curadoria de Eder Chiodetto adotou o caminho de equacionar o espaço expositivo para que ele recebesse a totalidade dos retratos realizados pelo fotógrafo. Como a maioria dos(as) cartunistas olhava diretamente para a lente do fotógrafo, agora o fotógrafo desaparece na exposição. Cada retratado olha nos olhos do espectador, criando uma conexão mais íntima e direta entre público e cartunistas.

“Um dos compromissos do SESI-SP é contribuir com a sociedade civil, promovendo educação e cultura. Na exposição, Paulo Vitale fotografa cartunistas com um olhar especial e traz elementos visuais que representam o trabalho desenvolvido por eles durante suas trajetórias no cartum”, afirma Vander Lins, coordenador de Programação Cultural do SESI-SP.

 

SERVIÇO

Exposição ‘Cartunistas’

Temporada: 28 de abril a 20 de setembro de 2026

Horários: terça a domingo, 10h às 20h

Local: Galeria de Fotos do Centro Cultural FIESP – Avenida Paulista, 1.313 (em frente à estação de metrô Trianon-Masp)

Classificação: Livre

Gratuito: não requer reserva de ingressos

Agendamentos de grupos e escolas: ccfagendamentos@sesisp.org.br

 

Paulo Vitale é fotógrafo, diretor de cena e autor. Cursou História na Universidade de São Paulo (USP), e Fotografia no International Center Of Photography de Nova York. Percorreu mais de 50 países fazendo trabalhos editoriais, publicitários e autorais. Tem mais de 100 capas publicadas nas principais revistas brasileiras. Foi fotógrafo e editor de fotografia do jornal ‘O Estado de São Paulo’ (Estadão); editor de fotografia das revistas Veja e Época; e correspondente da Agência Estado, em Nova York. Paulo já retratou grandes personalidades, como Nelson Mandela, Oscar Niemeyer, Caetano Veloso, Mark Zuckerberg e Pelé.

Eder Chiodetto é curador de fotografia independente, autor, publisher da editora de fotolivros ‘Fotô Editorial’ e diretor do ‘Centro de Estudos Ateliê Fotô’. Foi curador de fotografia do MAM-SP entre 2005 e 2021, e mentor do programa Arte na Fotografia, no canal Arte1. Como curador, já realizou mais de 120 exposições no Brasil, Europa, EUA e Japão.

Sobre o Centro Cultural FIESP  

A arquitetura moderna do edifício Luís Eulálio de Bueno Vidigal Filho, sede da FIESP, que também abriga o SESI e o SENAI São Paulo, o Ciesp, e o Instituto Roberto Simonsen (IRS),  torna-o ponto de referência no skyline da cidade e permite a realização de inúmeras atividades que integram o Centro Cultural FIESP à Avenida Paulista, incluindo a livre circulação em seu interior e o uso de espaços alternativos, como a área externa e o foyer do Teatro do SESI-SP, para diferentes manifestações artísticas e culturais que surgem em sua ampla e diversificada programação. O Centro Cultural FIESP é um importante equipamento de acesso à cultura mantido pela indústria paulista e administrado pelo SESI-SP; uma referência de qualidade e patrimônio cultural apreciado dos paulistanos. O SESI-SP é uma instituição que trabalha pela educação, onde a cultura é parte fundamental. Todas as ações e projetos desenvolvidos pela instituição tem como objetivo a formação de novos públicos em artes, a difusão e o acesso à cultura de forma gratuita, além da promoção da economia criativa nacional.


terça-feira, 21 de abril de 2026

15° PRÊMIO DESTERRO ABRE INSCRIÇÕES PARA WORKSHOPS E OFICINAS


Aulas serão ministradas por profissionais do Brasil e do exterior, durante o

Festival de Dança de Florianópolis, no Centro Integrado de Cultura (CIC)

 

 

          Estão abertas as inscrições para os workshops e as oficinas do Prêmio Desterro – 15° Festival de Dança de Florianópolis, que ocorrerá de 12 a 17 de maio, em diferentes espaços da cidade.

 

          Serão ministrados 22 workshops práticos, por profissionais do Brasil e do exterior, convidados ou jurados do festival, além de 10 oficinas selecionadas por meio do Desterro Exchange, novidade implantada nesta edição, que remunera professores para compartilharem experiências, pesquisas e práticas com estudantes de dança.

 

          As aulas terão duração de 90 minutos, e ocorrerão no período entre 8h30 e 20h30, no Espaço Desterro, dentro do Centro Integrado de Cultura (CIC). Ao todo, serão oferecidas 900 vagas, sendo 180 reservadas com gratuidade para organizações sociais que mantêm o ensino de dança.

 

          Os gêneros contemplados na grade de cursos são: balé clássico, dança contemporânea, danças urbanas e jazz.

 

          As inscrições devem ser feitas no site premiodesterro.com.br, ao custo de R$ 140 por workshop e R$ 120 por oficina.

 

          O Prêmio Desterro – 15° Festival de Dança de Florianópolis é um projeto cultural realizado pelo Instituto Cultural Desterro, por meio do Programa de Incentivo à Cultura (PIC), do governo do Estado de Santa Catarina, aprovado pela Fundação Catarinense de Cultura, e conta com o incentivo das empresas Condor, Havan, Hiper Select e Mili.

 

 

Prêmio Desterro

Site: premiodesterro.com.br

Instagram: @premiodesterro

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Exposição "Arte Brasileira Uma Seleção" reúne 28 obras na Galeria Berenice Arvani

Mostra que foi um dos destaques no circuito paralelo à SP-Arte 2026 continua em cartaz até 29 de maio, de segunda a sexta, das 10h às 19h

A exposição “Arte Brasileira Uma Seleção”, um dos destaques da programação paralela da SP-Arte 2026, continua em cartaz para visitação e vendas até o dia 29 de maio de 2026, na Galeria Berenice Arvani com curadoria de Ricardo Camargo. Mostra dá continuidade ao seu desafio de apresentar um recorte rigoroso da arte durante as décadas do século passado, reunindo artistas cujas trajetórias não apenas marcaram seu tempo, mas foram legitimadas por importantes instituições, exposições históricas e publicações de referência. A mostra integra a programação paralela da SP–Arte 2026.

“Mais do que reunir grandes nomes, a exposição evidencia como o conceito de obra-prima se transforma ao longo do tempo”, explica Berenice Arvani. “Das experimentações modernistas iniciais, com artistas como Antonio Gomide, Di Cavalcanti, Candido Portinari e Victor Brecheret, à consolidação de uma linguagem construtiva e racional nas décadas seguintes, representada por Luiz Sacilotto, Maurício Nogueira Lima, Judith Lauand e Lothar Charoux, a mostra percorre momentos-chave da construção estética brasileira”, acrescenta Camargo, marchand e curador da mostra.

Esse percurso se expande ao incorporar artistas que tensionaram e ampliaram os limites da forma e da percepção, como Lygia Clark, presente com obra da fase inicial de pintura e amplamente reconhecida por instituições como o Museum of Modern Art, Guggenheim Museum Bilbao e a Pinacoteca de São Paulo, além de Mira Schendel, cuja produção integra importantes coleções e bibliografias críticas, e Geraldo de Barros, pioneiro na experimentação fotográfica no país.

A década de 1960 marca um ponto de inflexão, com obras que introduzem ambiguidade perceptiva, linguagem e crítica à imagem, como as de Hércules Barsotti, Claudio Tozzi, Rubens Gerchman e Wesley Duke Lee. Já nas décadas seguintes, artistas como Nelson Leirner e Antonio Dias incorporam uma postura crítica e conceitual, ampliando o campo da arte para além da forma.

O recorte inclui ainda escultores fundamentais como Amilcar de Castro e Sergio Camargo, além de Joaquim Tenreiro, cuja produção estabelece um diálogo sofisticado entre arte, design e arquitetura. A presença de Kazmer Fejer reforça a dimensão internacional e experimental do conjunto.

“Arte Brasileira Uma Seleção” apresenta não apenas um conjunto de alta qualidade estética, mas um acervo legitimado por sua trajetória crítica e institucional. Essa origem qualificada reforça o posicionamento da mostra também no campo do colecionismo e do investimento, onde procedência, histórico expositivo e bibliografia são vetores centrais de valorização.

Ao longo de décadas, a exposição revela que a jornada artística no Brasil parte de uma construção histórica que evolui da representação à abstração, da forma ao conceito, do objeto à experiência. O que permanece constante é a capacidade dessas obras de redefinir parâmetros e estabelecer novos referenciais de excelência.


Serviço

Exposição Arte Brasileira Uma Seleção

Curadoria: Ricardo Camargo

Período da exposição e vendas: 6 de abril a 29 de maio de 2026

Dias e horários de visitação: segunda a sexta, das 10h às 19h.

Local: Galeria Berenice Arvani

Endereço: Rua Oscar Freire, 540, Jardins, São Paulo (SP)

Telefone: (11) 3082-1927

Site: www.galeriaberenicearvani.com

Instagram: @galeriaberenicearvani

Programação Paralela à SP–Arte 2026

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Mais livros, menos telas: 10 motivos para incentivar a leitura de crianças e adolescentes

Aumento desproporcional do uso de telas e declínio de hábitos literários despertam preocupação em educadores e instituições de ensino

Quanto tempo seu filho passa diante de uma tela todos os dias? E quanto tempo dedica à leitura por prazer? Essa comparação, cada vez mais presente nas conversas entre pais e educadores, revela um cenário preocupante: enquanto o uso de dispositivos digitais cresce de forma acelerada, o hábito literário perde espaço na rotina dos jovens. Dados recentes da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil (2024) mostram que mais da metade da população brasileira (53%) se considera não leitora e apenas uma em cada cinco pessoas afirma ler livros no tempo livre.

Diante desse contexto, o Grupo Positivo decidiu transformar o incentivo à leitura em um de seus pilares estratégicos para 2026, ampliando o projeto que teve início no ano anterior e trouxe resultados mensuráveis, segundo pesquisa da instituição. O novo posicionamento do grupo envolve a ampliação das ações em mais de 200 escolas e comunidades em todo o país. A iniciativa envolve investimentos em bibliotecas, formação de professores, criação de espaços literários e programas de mediação da leitura.

“Queremos recolocar a leitura literária no centro da vida das pessoas. Acreditamos que o acesso ao livro precisa ser cotidiano e afetivo, especialmente nas comunidades mais vulneráveis”, destaca a doutora em Educação e pesquisadora do Instituto Positivo, Maíra Weber. Segundo ela, a estratégia combina investimento social, engajamento e atuação territorial. “Estamos estruturando uma política permanente de fomento à leitura. Trata-se da construção de uma rede de incentivo que envolva colaboradores e comunidades”, relata. 

A seguir, professores e especialistas listam dez motivos que explicam por que incentivar a leitura é, hoje, uma decisão estratégica para o presente e o futuro das novas gerações.

1.Desenvolve a empatia e melhora os relacionamentos

A leitura literária coloca o leitor dentro da mente e do coração de outras pessoas — reais ou imaginárias. Uma pesquisa publicada em 2013 na revista Science mostrou que quem lê ficção literária, especialmente obras com personagens complexos e dilemas morais, melhora o entendimento das emoções e motivações humanas. De acordo com a professora e assessora pedagógica de Redação no Centro de Inovação Pedagógica, Pesquisa e Desenvolvimento (CIPP) dos colégios da Rede Positivo, Candice Almeida, isso acontece porque a literatura nos faz interpretar ambiguidades, imaginar o que os personagens pensam, questionar comportamentos e nos colocar em seus lugares: um treinamento de empatia. “Ao acompanhar, por exemplo, as dúvidas de Bento Santiago em Dom Casmurro e tentar decidir se Capitu o traiu ou não, o leitor pratica o mesmo tipo de leitura psicológica que usamos na vida real para compreender as pessoas ao nosso redor”, exemplifica.

2.Reduz a ansiedade e fortalece a saúde emocional

hábito de leitura atua como um poderoso aliado contra a ansiedade e a depressão, reduzindo o estresse fisiológico em até 68% em apenas seis minutos, conforme estudo da University of Sussex (2009). “Isso porque, diferentemente da hiperestimulação digital — associada a déficits de atenção e à dopamina rápida das telas —, a leitura promove aprofundamento cognitivo, foco profundo e interrupção de pensamentos negativos, ativando redes de autorregulação emocional”, explica a coordenadora da Educação Inclusiva e Orientação Educacional no Centro de Inovação Pedagógica, Pesquisa e Desenvolvimento (CIPP) dos colégios da Rede Positivo, Michelle Cristina Norberto Martins.

Um estudo publicado no Clinical Psychology Review afirma que a biblioterapia reduz sintomas depressivos de forma comparável às intervenções leves (não medicamentosas), enquanto estudos do National Literacy Trust mostram que jovens leitores frequentes exibem maior autoestima, menor isolamento e bem-estar psicológico superior, oferecendo modelos de enfrentamento, vocabulário emocional e senso de significado contra a fragmentação da era digital.

3.Melhora o desempenho escolar em todas as disciplinas

Para quem pensa que o hábito literário beneficia apenas o desempenho em linguagens e redação, os relatórios do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) e da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), revelam uma conexão profunda entre proficiência em leitura e o desempenho em ciências e matemática, mostrando que a leitura não só favorece o domínio de linguagens, mas também aplicam esse repertório cognitivo em disciplinas aparentemente distantes.

Um levantamento do Grupo Positivo feito com mais de 8 mil estudantes, além de 1.036 famílias e 443 colaboradores em 2025, revelou um avanço consistente nos hábitos de leitura. Entre os estudantes, a média mensal chegou a mais de 2 livros por estudante nos anos finais e Ensino Médio, enquanto entre as famílias, 46% das crianças têm contato diário com leitura e 81% leem ao menos semanalmente. Entre os colaboradores, 85% afirmam ler ao menos semanalmente, indicando uma forte cultura leitora em toda a comunidade escolar. Os dados apontam que o aumento do tempo dedicado à leitura vem consolidando o hábito entre estudantes e fortalecendo o vínculo com a aprendizagem.

De acordo com o professor de Matemática do Colégio Semeador, Cristian Loch, a compreensão leitora é um dos fatores que mais influenciam o avanço na resolução de problemas, sobretudo entre alunos com desempenho inicial mais baixo. “Isso acontece porque interpretar corretamente um enunciado é o primeiro passo para encontrar a solução. Quando a leitura é bem desenvolvida, o estudante consegue identificar dados relevantes, compreender relações lógicas e escolher estratégias adequadas de raciocínio”, explica.

Em avaliações como o PISA 2022, quedas globais em leitura (-10 pontos na média da OCDE) se refletiram em perdas semelhantes em matemática (-14 pontos) e estagnação em ciências, reforçando que investir em leitura é uma estratégia acessível para elevar o patamar geral da educação no país.

4.Amplia o vocabulário e a capacidade de expressão

Crianças que leem com frequência têm repertório linguístico mais amplo. Isso impacta diretamente a clareza ao falar, escrever e argumentar. “Para muitos pais, a dificuldade de comunicação dos filhos é motivo de preocupação, e a leitura é uma das formas mais eficazes de enriquecer a linguagem de forma natural e progressiva”, aponta Maíra Weber.

5.Estimula o diálogo entre gerações

Estudos do CIPP dos colégios do Grupo Positivo mostram que quando uma criança ou adolescente cria o hábito de ler, é frequente que o costume se espalhe pela família. “É contagioso”, afirma a professora Candice. Além disso, segundo a educadora, as conversas sobre livros aproximam pais e filhos, criando espaços de troca entre as gerações em um cotidiano muitas vezes dominado por telas e agendas apertadas.

6.Combate à desinformação

Um estudo publicado no Thinking & Reasoning demonstra que leitores habituais de ficção literária apresentam maior capacidade de detectar inconsistências lógicas e falácias em argumentos, graças ao treino constante de questionar narradores não confiáveis — como o ambíguo Bentinho em Dom Casmurro, de Machado de Assis, em que o leitor deve analisar pistas contextuais para formar juízos independentes. “Esse exercício fortalece o discernimento diante de fake news, discursos extremistas e manipulações digitais”, assinala o professor de Literatura e de Arte do Curso e Colégio Positivo, Rodrigo Wieler.

Ao analisar neuroimagens, uma pesquisa da Universidade de Stanford (2018) mostra que a narração na literatura ativa regiões cerebrais que fortalecem a habilidade de avaliar perspectivas múltiplas e de resistir à manipulação ideológica. “Assim, quem cultiva o hábito literário não apenas interpreta símbolos e dilemas morais complexos, mas constrói uma mente afiada para navegar realidades ambíguas com discernimento e autonomia”, complementa Rodrigo.

7.Reduz a agressividade e combate o bullying

Para a orientadora educacional dos Anos Finais do Colégio Positivo – Londrina, Renata Moraes, o estímulo à prática literária pode enfrentar diretamente problemas atuais, como o bullying e o cyberbullying, que afetam um em cada sete jovens entre 10 e 19 anos, segundo relatórios recentes da Universidade Erasmus de Roterdã. “A leitura de narrativas que humanizam diferentes personagens diminui atitudes hostis e preconceituosas. Ao ampliar a compreensão do ‘outro’, o jovem tende a agir com mais respeito e menos impulsividade, inclusive no ambiente digital”, esclarece.

Um estudo publicado em 2012 no Journal of Applied Social Psychology demonstrou que obras literárias ficcionais reduzem atitudes agressivas ao incentivar a identificação com as vítimas. Já o relatório Countering Online Hate Speech, da Unesco, destaca o letramento crítico como proteção contra a radicalização e o discurso de ódio online. “Ao introduzir ambiguidade moral e humanizar grupos diversos, como em romances que exploram dilemas éticos, a literatura é como um antídoto aos estereótipos e a polarização, fomentando a convivência pacífica desde a infância”, completa Renata.

8.Fortalece a memória e a concentração, reduzindo riscos de demências

A leitura atua como um verdadeiro treino para a memória, pois exige que o cérebro mantenha várias peças de informação ativas simultaneamente e as organize de forma coerente. “Na ficção literária, o leitor precisa lembrar quem são os personagens, o que aconteceu em capítulos anteriores, quais conflitos estão em jogo e como tudo isso se conecta à medida que a história avança”, detalha a médica pediatra do Departamento de Saúde Escolar dos colégios da Rede Positivo, Andrea Dambroski.

Esse esforço constante de guardar, atualizar e relacionar informações mobiliza a chamada memória de trabalho: sistema mental que permite manipular dados no meio do pensamento, na tomada de decisões ou na compreensão de texto. “É como comparar o elevador com a escada: o segundo exige esforço ativo, o que fortalece a ‘musculatura’ da memória e constrói uma reserva cognitiva que retarda o impacto de patologias como o Alzheimer”, esclarece Andrea. “Ler com frequência, mesmo que poucos minutos ao dia, funciona como uma espécie de academia para o cérebro, ajudando a preservar a agilidade mental e a clareza de raciocínio”, complementa.

9.Constrói autonomia intelectual e aumenta a segurança digital

Segundo a coordenadora do Ensino Médio do Vila Olímpia Bilingual School, Kamyla Garcia Leão, quem lê aprende a aprender. “A leitura desenvolve disciplina mental, capacidade de estudo independente e organização do pensamento. Para pais preocupados com falta de foco ou dependência excessiva de estímulos externos, o livro é um exercício diário de autonomia”, recomenda.

Com habilidades para avaliar fontes, detectar vieses e questionar narrativas manipuladoras, esses jovens também se tornam menos vulneráveis a conteúdos nocivos, promovendo decisões mais conscientes em um ambiente digital saturado.

10.Forma cidadãos mais conscientes e participativos

Relatórios do Instituto Pró-Livro (2025) reforçam que leitores habituais apresentam maior engajamento cívico e criatividade em soluções coletivas. “O contato com textos diversos promove reflexão, mudança social e inserção ética, transformando alunos em cidadãos capazes de escolher melhor seus governantes, criticar desigualdades e lutar por justiça”, expressa o doutor em Educação Histórica e professor no Curso Positivo, Daniel Medeiros.

Segundo ele, ao incentivar debates saudáveis, reflexão sobre consequências e análise de perspectivas múltiplas, os jovens ganham capacidade de transformar preocupações como corrupção e discriminação em ações efetivas para um futuro mais justo e ético.


quinta-feira, 9 de abril de 2026

Exposição Coletiva "6 + 6 = 18" promove diálogos contemporâneos da arte a partir da fé judaica

A abertura encerra a semana da SP-Arte reunindo artistas jovens e consagrados na Unibes Cultural, no Sumaré

A Unibes Cultural inaugura no domingo, 12 de abril, a partir das 10h às 17h, a exposição “6 + 6 = 18”. Com curadoria da artista Adriana Lerner, a coletiva parte das tradições da religião judaica para abordar temas universais como o sagrado, a ancestralidade, o diálogo e a celebração. Para isso, foram reunidos artistas de diferentes gerações, origens e crenças.


Entre os participantes estão: Adriana Lerner, Anna Bella Geiger, Anna Guerra, Dudu Garcia, Erika Malxoni, Flávia Matalon, Greicy Khafif, Laerte Ramos, Laura M. Mattos, Lucila Sartori,  Michelle Rosset e Taly Cohen.

“Para os artistas de origem judaica, as obras emergem de um lugar de orgulho da herança, da memória, do ritual, da resiliência e da continuidade da identidade judaica através das gerações. Os artistas que emergem de outras tradições abordam a exposição a partir de uma perspectiva diferente, porém igualmente significativa. Por meio de pesquisa, conversa e reflexão, eles se envolvem com o judaísmo não como observadores externos, mas como participantes de uma troca cultural fundamentada no respeito e na curiosidade”, escreve Adriana Lerner no texto curatorial que acompanha a exposição.

O título é intencionalmente simbólico. Matematicamente, seis mais seis é igual a 12; no entanto, dentro da tradição judaica, o número 18 carrega um significado profundo: na numerologia hebraica, o número corresponde à palavra “chai", que significa vida. A exposição propõe uma equação poética em que a colaboração, a positividade e a admiração expandem o resultado para além da lógica aritmética.

Um dos destaques da coletiva é um trabalho de Anna Bella Geiger. Inspirada nos Manuscritos do Mar Morto, descobertos entre 1947 e 1956 em cavernas de Qumran (sítio arqueológico localizado na Cisjordânia), a artista de 92 anos utiliza elementos históricos e simbólicos da cultura judaica para falar de memória, exílio e escrita como testemunho.

A mostra segue até o dia 30 de maio de 2026 e tem entrada gratuita. A exposição conta com apoio na divulgação da Elite International Realty, dentro de um movimento de aproximação da empresa com o universo da arte.

Serviço

Exposição coletiva “6 + 6 = 18”

Curadoria e texto de Adriana Lerner
Unibes Cultural | Rua Oscar Freire, 2500 - São Paulo (Ao lado da Estação Sumaré do metrô)

Abertura: domingo, 12 de abril de 2026, das 10h às 17h 

Até 30 de maio de 2026.
Funcionamento: De quarta a sábado, das 12h às 20h, e domingo, das 10h às 19h

Telefone: 11 3065-4333

Entrada gratuita