terça-feira, 10 de março de 2026

"La Petite Charlotte": Livro que revive a infância de uma menina judia sob o regime nazista mistura sofrimento e ternura

Divulgação

La Petite Charlotte: Memórias de dor e Raízes de amor, chega ao público no dia 7 de abril, como um relato comovente e íntimo sobre a infância vulnerável de uma menina judia durante a Segunda Guerra Mundial. Distanciando-se de uma narrativa puramente documental, o livro privilegia a delicadeza e a humanidade, transformando a tragédia em um testemunho pessoal e profundamente emocional

“O esconderijo era um quartinho minúsculo, quase sufocante em termos de tamanho e simplicidade, com apenas uma pequena janela que dava para a rua, com as venezianas sempre fechadas. O mundo lá fora era uma ameaça constante. Havia uma cama, uma mesa e uma boca de fogão elétrico, onde minha avó esquentava vinho e misturava com água para que minha mãe bebesse nas noites frias. Era ali, nesse vão de luz e sombras, que elas encontraram uma conexão com o mundo”.

Essas e outras histórias foram guardadas em um silêncio que atravessou décadas e deixou marcas profundas em Charlotte Goldsztajn Wolosker, que vivenciou as dores do Holocausto e reconstruiu a vida a partir do amor, da resiliência e da capacidade de recomeçar. Nos últimos anos, ao ser indagada pelo neto sobre como foi a história durante esse período tão difícil, ela decidiu romper as barreiras internas e compartilhar a vivência que teve na infância. Tais esses relatos fazem parte do livro La Petite Charlotte (editora Integrare), que será  lançado dia 07 de abril, no mercado brasileiro.

Silvia Wolosker Levi, filha de Charlotte, conta que a motivação para escrever o livro partiu inicialmente da urgência em registrar as memórias da mãe como legado, desnudando as situações desafiadoras que teve que enfrentar para continuar viva e permitindo o acesso às futuras gerações da família. Mas ela percebeu que poderia ir além e transformou seus manuscritos em uma obra cheia de emoção. “É um relato feito com uma linguagem simples, com a filha contando a trajetória da mãe com um estilo que também traduz a presença de mulheres importantes que criaram uma rede invisível que a esconderam, alimentaram e a protegem”, afirma a autora.

A escritora carrega em sua história familiar as cicatrizes do Holocausto. Os pais e avós de Sílvia, todos de origem judaica, sobreviveram à Segunda Guerra Mundial por caminhos distintos, mas igualmente dramáticos. Charlotte, que nasceu em 1938, tinha apenas quatro anos quando foi arrancada dos braços da mãe em 1942, no auge das deportações de judeus na França ocupada. A salvação veio através da rede clandestina de proteção: primeiro abrigada em um convento, depois acolhida por uma família católica no interior francês que, mesmo já tendo filhos próprios, a recebeu com genuíno carinho e coragem - uma escolha que, à época, significava assumir grandes riscos.

Nesse mesmo período, o pai de Charlotte foi testemunha ocular dos horrores nos campos de concentração. Preso e posteriormente deportado pelos nazistas, passou pelo epicentro da máquina de extermínio, incluindo o mais famoso deles, Auschwitz, na Alemanha, onde mais de um milhão de judeus foram assassinados. Contra todas as probabilidades, ele não pereceu. Com a libertação dos campos em 1945, conseguiu finalmente reencontrar sua esposa e filha, reunindo os fragmentos de vidas despedaçadas pela barbárie.

Longas conversas, memórias difíceis

Silvia conta que o assunto nunca foi falado abertamente em sua família. “Tudo o que eu aprendi sobre aquele período foi nos livros e na escola, nunca na mesa de casa. A dor era um território interditado. No entanto, quando minha mãe se abriu para falar sobre o que ela passou, seus relatos me revelaram que a história dela não era apenas mais uma.  Era a trajetória de uma criança que precisou sobreviver sem infância, foi separada de seus pais sem a promessa de vê-los de volta e obrigada a apagar seu sobrenome de origem Goldsztajn, assumindo o sugestivo ‘Petite’ como identidade para que sua vida pudesse continuar ", conta.

Os relatos que constam em "La Petite Charlotte" foram colhidos durante diversas conversas entre mãe e filha e ocorreram ao longo de um ano e meio, em encontros em múltiplos dias da semana. “Nós falávamos por horas. Enquanto minha mãe alternava entre choros, silêncios e lembranças, eu escrevia.  Ela lia minhas anotações e se via diante de algo que ela nunca conseguiu nomear: a força que a manteve viva não era apenas um instinto de sobrevivência, mas sim amor e resiliência”.

Charlotte chegou ao Brasil após o fim da guerra, com cerca de 8 anos, junto com os pais. “Meus avós chegaram no país em busca de uma nova vida após terem passado por grandes dificuldades por conta da guerra. Minha mãe não falava uma palavra no idioma local, mas aos poucos eles conseguiram reconstruir a vida. Eles sempre foram pais excepcionais para ela, que transbordam amor, mesmo com tanta dificuldade vivida ao longo deste capítulo marcante da jornada”, ressalta Silvia. Essa fase de adaptação à realidade deles como imigrantes também é relatada no livro.

Memória: compromisso com o presente e futuro

Ao lançar “La Petite Charlotte", Silvia espera apenas não somente preservar a história de sua mãe. Almeja que o livro seja um lembrete poderoso para futuras gerações, em tempos de intolerância crescente no mundo. “Quero que o leitor também compreenda que o antissemitismo, o ódio e a perseguição não começam nos campos de concentração, mas sim no silêncio, na negação e na indiferença”, enfatiza.

Para ela, a obra é, acima de tudo, um gesto de amor, um ato de reparação e uma ponte entre gerações. “É uma prova de que, mesmo após décadas, a verdade encontra seu tempo para ser contada”, conclui.

Serviço:

Livro: La Petite Charlotte
Autora: Silvia Wolosker
Editora: Integrare
Número de páginas: 207
Preço: R$ 76,90

Onde encontrarLivraria Travessa 

segunda-feira, 9 de março de 2026

Novo livro de Junior Rostirola propõe jornada de cura emocional e espiritual

"A vida que você busca está na cura que você precisa" convida leitores a refletirem sobre feridas do passado, identidade e propósito à luz da fé

O escritor Junior Rostirola apresenta ao público seu mais novo lançamento, o livro A VIDA QUE VOCÊ BUSCA ESTÁ NA CURA QUE VOCÊ PRECISA, uma obra que conduz o leitor por uma jornada profunda de introspecção, restauração emocional e reencontro com o amor de Deus. 

Reconhecido por sua escrita sensível e por abordar temas que atravessam a experiência humana, o autor propõe nesta nova obra uma reflexão sobre feridas do passado, histórias não resolvidas e marcas emocionais que podem acompanhar uma pessoa por muitos anos. 

Ao longo das páginas, Rostirola convida o leitor a olhar com coragem para aquilo que muitas vezes foi evitado por tempo demais. A proposta do livro é revisitar experiências difíceis com uma nova perspectiva, permitindo que elas sejam compreendidas, tratadas e ressignificadas à luz da fé. 

Dividido em 13 capítulos, o livro reúne reflexões bíblicas acompanhadas de convites à introspecção. O conteúdo conduz o leitor a perceber como escolhas, comportamentos e relações ao longo da vida podem estar ligados a feridas emocionais ainda não curadas. 

Uma história pessoal que inspira a mensagem do livro

A obra também dialoga com uma experiência marcante da própria trajetória do autor. Junior Rostirola cresceu enfrentando a realidade de ser órfão de pai vivo, uma ausência que trouxe desafios e questionamentos ao longo de sua caminhada. 

Ao compartilhar reflexões sobre temas como identidade, propósito e cura interior, o autor apresenta uma perspectiva de restauração baseada no encontro com o amor do Pai celestial. 

Segundo Rostirola, muitas pessoas desejam viver algo novo, mas encontram dificuldade em avançar porque ainda carregam histórias que nunca foram devidamente tratadas. 

“A vida que buscamos muitas vezes começa quando temos coragem de olhar para dentro. Existem áreas da nossa história que precisam ser visitadas com sensibilidade, fé e honestidade. Quando permitimos que Deus toque essas feridas, algo novo começa a nascer”, afirma o autor. 

Entre os temas abordados na obra estão orfandade emocional, ressignificação do passado, tratamento de feridas interiores, reconciliação com a própria história e redescoberta do propósito de vida. 

Com uma narrativa acessível e profundamente humana, o livro apresenta uma mensagem central clara: o passado pode explicar parte da nossa história, mas não precisa determinar o nosso futuro. 

Pré-lançamento e evento de lançamento

O pré-lançamento da obra estará disponível a partir de 9 de março, no site oficial cafecomdeuspai.com, permitindo que leitores tenham acesso antecipado ao novo livro. 

O lançamento também será celebrado em um encontro especial no dia 8 de abril, em Itajaí, cidade natal do autor, reunindo leitores e convidados para uma noite de reflexão e compartilhamento da mensagem central da obra. 

 

 

Sobre o autor

Junior Rostirola é escritor best-seller, bacharel em Teologia e pós-graduado em Teologia Bíblica. É fundador do Instituto Junior Rostirola, organização responsável por projetos sociais desenvolvidos no Brasil e no exterior. 

Com uma trajetória marcada por superação e cuidado com pessoas, suas obras alcançam milhões de leitores e inspiram indivíduos a se reconectarem com Deus e a redescobrirem propósito e esperança em suas histórias. 

Casado com Michelle e pai de João Pedro e Isabella, Junior dedica sua vida a compartilhar mensagens que fortalecem a fé e apontam para o amor de Deus. 

PRÊMIO DESTERRO CONCEDERÁ BOLSAS DE ESTUDO, VIVÊNCIAS E INSCRIÇÕES NO BRASIL E EXTERIOR

Divulgação

 

Já estão firmadas parcerias com eventos e instituições de dança de

São Paulo, Rio de Janeiro, Alemanha, Canadá, Estados Unidos, Inglaterra e Peru

 

 

Além da premiação em dinheiro, outra forma de contemplar artistas que se sobressaem no Prêmio Desterro – Festival de Dança de Florianópolis é a concessão de bolsas de estudo, vagas em audições, intercâmbios, inscrições, cursos e vivências, no Brasil e no exterior.

 

São oportunidades que facilitam e contribuem para a formação de bailarinos, coreógrafos e professores, bem como o progresso em suas carreiras profissionais, articuladas pelo diretor artístico do festival, Pavel Kazarian, com eventos e instituições nacionais e estrangeiras.

 

Para a 15ª edição do Prêmio Desterro, que será realizada de 12 a 17 de maio, estão firmadas até o momento as seguintes parcerias:

 

- Quatro bolsas (duas integrais e duas de 50%) para o Sanctuary of the Arts – Choreographic Ensemble Training Program, em Coral Gables, em Miami (EUA).

 

- Três bolsas (uma de 50%, uma de 30% e uma de 20%) para workshops e participação no espetáculo de encerramento do Dresden Summer Dance 2026, no Theaterhaus Rudi, em Dresden, na Alemanha.

 

- Duas bolsas de estágio no Ballet Schwerin, no Teatro de Schwerin, na Alemanha.

 

- Uma bolsa integral para o workshop internacional da The Flawless Academy, em Londres.

 

- Uma bolsa para o curso intensivo de verão na The Richmond Academy of Dance, em Richmond, no Canadá.

 

- Uma bolsa free pass para a competição de danças urbanas Dyus Kay Battle, em Lima, no Peru.

 

- Duas bolsas integrais para o curso de teatro musical da Teen Broadway by Maiza Tempesta, em São Paulo.

 

- Duas bolsas integrais para o programa Unique do 19° Congresso Internacional de Jazz Dance do Brasil, em 2027, em Indaiatuba (SP).

 

- Uma vivência na Focus Cia. de Dança, no Rio de Janeiro.

 

          O prazo de inscrição para o Prêmio Desterro – 15° Festival de Dança de Florianópolis, que terminaria nesta quinta-feira (12), foi prorrogado até o dia 16 de março. Podem participar bailarinos, grupos, escolas, academias e companhias de todo o Brasil e do exterior. O regulamento e demais informações estão no site www.premiodesterro.com.br.

 

 

Prêmio Desterro

Site: www.premiodesterro.com.br

Instagram: @premiodesterro 

sábado, 7 de março de 2026

Antiga sede da Telesp vira ponto de encontro da arte e do lazer brasileiro no Centro de São Paulo

Em celebração tripla, uma das pioneiras na valorização do design autoral e independente brasileiro, a Feira integra a programação da DW! Semana de Design de São Paulo e reúne expositores de diferentes regiões do país em uma edição especial

A Feira na Rosenbaum retorna à DW! Semana de Design de São Paulo em uma edição especial que celebra a criatividade autoral brasileira. O evento acontecerá de 7 a 12 de março, no prédio da antiga Telesp, o Edifício 7 de Abril, no centro da capital paulista. Com curadoria de Cris Miranda Rosenbaum e tendo como cofundador o arquiteto Marcelo Rosenbaum, a feira reúne mais de 80 expositores de diferentes segmentos, entre artesãos, ilustradores, estilistas, joalheiros e representantes de comunidades criativas tradicionais.

A escolha do edifício é simbólica. No eixo que conecta a Galeria Metrópole, o Boulevard São Luís e o Edifício Copan, o endereço se firma como   território  da  economia criativa. A ocupação reforça a ressignificação da região central. Reconhecida por revelar talentos e valorizar a produção autoral, a feira mantém sua essência de “ateliê aberto”, com processos e peças ao vivo em uma experiência que integra cenografia, arte e design.

Com o tema “Memórias”, a edição propõe refletir sobre identidade, ancestralidade e pertencimento, destacando a criatividade disruptiva como força para revisitar o passado e projetar novos caminhos para o design brasileiro. Esta edição também presta homenagem aos criadores que iniciaram suas trajetórias na Feira na Rosenbaum, ganharam projeção mundo afora e agora retornam ao evento após consolidarem suas carreiras. Será uma celebração coletiva dedicada aos parceiros, colaboradores e nomes que ajudaram a construir a história da feira ao longo dos anos.

Com 16 anos de história e passagens por diferentes cidades brasileiras, a Feira na Rosenbaum se consolidou como uma das pioneiras na valorização do design independente nacional. Ao longo dessa trajetória, o evento percorreu o país em busca de talentos e comunidades criativas, promovendo o encontro entre tradição e contemporaneidade e reforçando o design como expressão da alma brasileira.

“Nesta edição, queremos evidenciar o fazer. O design não nasce apenas na peça pronta. Ele está nos processos, nos erros, nas experimentações, nas ferramentas. Ao abrir esses bastidores, convidamos o público a enxergar o valor que existe em cada criação”, afirma Cris Miranda Rosenbaum.

A identidade visual desta edição foi criada por Victor Jabali, artista à frente da PQP Art. Filho da designer Evelyn Tannus, expositora presente desde as primeiras edições da Rosenbaum, Victor representa uma nova geração de criativos que cresce em diálogo direto com o ecossistema do design autoral brasileiro. Este ano, o espaço principal terá cenografia assinada pelo arquiteto Gabriel Fernandes, que também é responsável por um segundo espaço exclusivo dentro da feira. Reconhecido por projetos que valorizam a brasilidade e o diálogo entre design e cultura popular, o arquiteto se inspirou no legado de Janete Costa, referência na valorização da arte popular brasileira e homenageada com o Museu Janete Costa de Arte Popular, em Niterói (RJ). Seu projeto propõe um ambiente que resgata memórias afetivas e culturais por meio da materialidade e da conexão com saberes tradicionais. “Meus projetos têm uma relação muito forte com a cultura popular brasileira, com a pluralidade do país e com a força de materiais como o barro e a terra, que carregam memória, identidade e origem”, afirma Gabriel Fernandes.

A edição 2026 também se destaca por ocupar o edifício da antiga Telesp, no chamado quadrilátero paulistano do design, que passa por um processo de renovação conduzido pela Metaforma Incorporadora, e agora renasce com o nome de Basílio 177. As obras do espaço foram temporariamente interrompidas para receber o evento e reforçar o potencial do local como um novo ponto de encontro criativo e cultural da cidade.

A edição de 2026 celebra também momentos simbólicos de quinze anos da DW e dez anos de participação contínua da Feira na Rosenbaum na programação do festival. O evento conta com patrocínio da DW!, Metaforma e Ecosimple.

Serviço:

 

FEIRA NA ROSENBAUM

Data: de 7 a 12 de março Horário: das 11h às 20h

Endereço: Rua Basílio da Gama, n° 177, República. Ao lado da Galeria Metrópole. Entrada gratuita

quinta-feira, 5 de março de 2026

11º Mostra Internacional de Teatro de São Paulo leva espetáculos ao Centro Cultural São Paulo


Atração “Republikkk ou Encruzilhada Não É Beco”. (Foto: Ângela Macário/MITsp)


As apresentações começam dia 7 de março; CCSP ainda recebe uma roda de conversa pós-performance com Hércules Morais e Jaqueline Teixeira


Por: Enzo Sapio


São Paulo, março de 2026 – A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, participa da 11ª Mostra Internacional de Teatro de São Paulo (MITbr), levando três espetáculos teatrais de companhias de outros estados do Brasil ao palco do Centro Cultural São Paulo (CCSP), na Vergueiro. A programação começa a partir do dia 7 de março e tem agenda até o dia 15, com múltiplos horários. As peças contam com acessibilidade em Libras e audiodescrição para pessoas com deficiência em dias selecionados.

Nos dias 7 e 8 de março, às 21h, a grade da Mostra Internacional de Teatro de São Paulo abre com “Vogue Funk”, da Quafá Produções, do Rio de Janeiro, grupo convidado pelos curadores do festival para a 11ª edição. “Vogue Funk” é um espetáculo de dança que leva os fundamentos do baile funk e vogue ball, duas vertentes com propostas diferentes, mas com a origem periférica predominantemente preta pulsante entre elas, com o trabalho de Patfudyda unindo-as através de cenas, poses e passos. A atração contém luzes estroboscópicas e momentos de som em volume alto, sendo um alerta para pessoas fotossensíveis. Dirigida por Wallace Ferreira/Patfudyda – coreógrafa, nomeada Artista em Foco da MITbr 2025 e vencedora dos prêmios ImPulsTanz e FOCO ARTRIO – seus trabalhos já foram apresentados em galerias e festivais como a Bienal de Dança de Lyon, a 35ª Bienal de São Paulo, o Dance Umbrella Festival e a 11ª Bienal de Dança Contemporânea de Moçambique.

Enquanto os dias 11 e 12 de março, “Epílogo”, de chameckilerner, se apresenta no Centro Cultural São Paulo às 18h 16h, respectivamente. Outro espetáculo de dança, a peça explora o corpo como uma máquina contadora de histórias e construtora de identidade, por meio de performers com idades, habilidades, origens raciais e gêneros diversos, movidos por histórias pessoais, pela passagem do tempo e pelas experiências acumuladas inscritas em cada parte. Poderoso espetáculo, o trabalho integra no Eixo MITbr - Plataforma Brasil e foi pensado pela duo das artistas paranaenses Rosane Chamecki e Andrea Lerner, formadas em dança pela PUC/PR, cujas performances foram apresentadas em espaços dentro e fora do Brasil, como o Masp, MassMoca, The Kitchen e Summerstage.

Republikkk ou Encruzilhada Não É Beco” é a última apresentação da Mostra Internacional de Teatro de São Paulo que chega no Centro Cultural São Paulo, nos dias 14 e 15 de marçoàs 16h. A peça tocante, do Teatro Gueroba, do interior de Goiás, aborda temas como a resposta das pessoas diante de uma pandemia causada por um vírus fatal, relações entre vida e morte e questionamentos sobre a passagem do tempo e o perigo da extinção de biomas como o Cerrado, em que a composição cenográfica reverencia. É o primeiro trabalho do Teatro Gueroba, que mostra a marca registrada do coletivo: unir teatro, pensamento crítico e escuta sensível para investigar territórios ameaçados e modos de vida em risco. O espetáculo faz parte do projeto “Conexões Centro Oeste”, com seleção feita por Galiana Brasil e Carlos Gomes, que reúne diversos trabalhos de artistas da região.


Atração “Republikkk ou Encruzilhada Não É Beco”. (Foto: Ângela Macário/MITsp)


Após a apresentação de “Republikkk ou Encruzilhada Não É Beco”, Hercules Morais e Jaqueline Moraes Teixeira se reúnem com os interessados para uma roda de debate sobre o espetáculo, às 16h, pela atividade “Pensamento-em-Processo”. A dinâmica faz parte do segmento “Olhares Críticos”. Hercules Morais é artista, filósofo e pesquisador multidisciplinar, vencedor de prêmios da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e do Prêmio Aplauso Brasil e cofundador e diretor de formação do Núcleo de Artes Cênicas (NAC), referência nacional em formação autoral. Jaqueline Moraes Teixeira é doutora e mestre em antropologia social pela Universidade de São Paulo (USP) e pesquisadora do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) , realizando pesquisas nas áreas de gênero, raça, sexualidade e religião.

Em 2026, a Mostra Internacional de Teatro de São Paulo tem apresentação do Ministério da Cultura, Laranjinha Itaú e Olhares Instituto Cultural, patrocínio da Vale e copatrocínio do iBT – Instituto Brasileiro de Teatro. A mostra tem parceria institucional dos Institutos Goethe e Francês, e dos Consulados Geral da Alemanha e da França em São Paulo. A realização do evento é da Olhares Instituto Cultural, ECUM Central de Produção, Itaú Cultural, Sesc São Paulo, Sesi SP, Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa da Prefeitura de São Paulo, Funarte e Ministério da Cultura – Governo Federal.

Consulte a programação completa, maiores informações e valores dos ingressos no site oficial da Mostra.

Serviço

MITsp - Mostra Internacional de Teatro de São Paulo - 11ª Edição

06 a 15 de março de 2026

Programação completa no site www.mitsp.org

Locais:

CCSP – Centro Cultural São Paulo (R. Vergueiro, 1000 - Vergueiro, São Paulo-SP)

Atração: Vogue Funk

Patfudyda | Quafá Produções (RJ) | CCSP | 70 min | 16 anos

Sinopse: Das vielas para os palcos, das batalhas nas ruas para os holofotes, dos fios emaranhados dos postes ao fio dental das gatas: baile funk e vogue ball se cruzam no espetáculo de dança dirigido por Patfudyda. Originados em contextos geográficos e cronológicos distintos, os movimentos têm em comum a origem periférica e predominantemente preta, além de serem símbolos de resistência cultural, política e social. O trabalho reúne artistas de ambas expressões artísticas e explora a atitude coreográfica dos dois universos: em cena, poses e passos desafiam convenções e elaboram novas relações históricas e culturais.

7 e 8/3, sábado e domingo, 21h
*A sessão do dia 7/3 conta com interpretação em Libras e audiodescrição

Atração: Epílogo

chameckilerner (PR)| CCSP | 60 min | 16 anos

Sinopse: Desafiando o fetichismo da juventude eterna e subvertendo o corpo normativo, o espetáculo concebido pelo duo chameckilerner se apoia em um vocabulário físico inspirado em nus icônicos da história da arte. Essas pinturas, fotografias e esculturas ganham vida por meio de performers com idades, habilidades, origens raciais e gêneros diversos, destituindo o “corpo padrão” de seu poder no imaginário visual. Movida por histórias pessoais, pela passagem do tempo e pelas experiências acumuladas inscritas em cada corpo, a obra cria um espaço em que a identidade não é limitada pela idade. Em cena, a presença de corpos que carregam as marcas do tempo em sua pele deixa de ser fonte de temor e passa a ser motivo de fascínio, despertando um complexo jogo de identificação e desejo

11 e 12/3, quarta, 18h, e quinta, 16h
*A sessão do dia 11/3 conta com interpretação em Libras e audiodescrição.

Atração: Republikkk ou Encruzilhada Não É Beco

Teatro Gueroba (GO) | CCSP | 70 min | 14 anos

Sinopse: Transitando entre o sertão e a cidade, o espetáculo do Teatro Gueroba aborda temas como a resposta das pessoas diante de uma pandemia causada por um vírus fatal e a reatividade da política brasileira polarizada. Relações entre vida e morte e questionamentos sobre a passagem do tempo se articulam numa dramaturgia que explora um Brasil multiforme e celebra a riqueza e o perigo da extinção de biomas como o Cerrado, onde fica a sede do grupo. Tendo como ponto de partida histórias reais e referências como os escritos do antropólogo mineiro Darcy Ribeiro, tragédias gregas como Antígona, de Sófocles, e tradições ancestrais e mitológicas negras e indígenas, a obra transfigura o luto coletivo em memória, corpo e território.

14 e 15/3, sábado e domingo, 16h
*A sessão do dia 15/3 conta com interpretação em Libras e audiodescrição


Sobre a Secretaria de Cultura e Economia Criativa

A Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa (SMC) de São Paulo, fundada em 1935 como Departamento de Cultura e Recreação, promove a cultura e impulsiona a economia criativa da cidade. Com mais de 90 anos de atuação, valoriza a diversidade cultural, preserva patrimônios e forma profissionais para a indústria criativa. Com uma rede abrangente, a SMC administra 13 Centros Culturais, 7 Teatros Municipais, 20 Casas de Cultura, além da Casa de Cultura Cidade Ademar, que será inaugurada em 2025, 2 museus (sendo o Museu da Cidade de São Paulo - composto de 13 unidades - e o Museu das Culturas Brasileiras em fase de obras), 54 Bibliotecas de Bairro, 15 Pontos de Leitura e 15 Bosques de Leitura, 6 EMIAs (Escolas Municipais de Iniciação Artística) e 3 unidades da Rede Daora - Estúdios Criativos das Juventudes. A SMC ainda atende 104 equipamentos de cultura e CEUs por meio do PIAPI (Programa de Iniciação Artística para a Primeira Infância), PIÁ (Programa de Iniciação Artística) e Programa Vocacional. 

Livraria da Vila e Ciranda Cultural promovem feira de livros no Shopping Center Norte

Parceria leva títulos com preços acessíveis à praça de eventos do shopping, de 3 de março a 3 de maio

Livraria da Vila promove a feira do livro em parceria com a Editora Ciranda Cultural, no Shopping Center Norte.  A feira ocorre na praça de eventos de 3 de março a 3 de maio e reúne títulos de gêneros distintos, como ficção, literatura infantil, clássicos nacionais e internacionais, livros interativos e didáticos. Essa iniciativa segue o modelo adotado em edições anteriores, realizadas desde 2018, com foco na oferta direta ao público.

Entre os destaques do acervo, estão: O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry, fábula essencial sobre amizade e descoberta que encanta todas as idades; Hora do banho, de Susie Brooks, livro lúdico que transforma o banho em momento educativo e divertido; e Histórias bíblicas - Box com 6, uma coleção em box que traz narrativas inspiradoras para famílias.

Na linha de interativos, Turma da Mônica - Adesivos e atividades, de Karina Freitas, diverte crianças com colagens e brincadeiras temáticas do universo da Maurício de Sousa; Sonic - Adesivos e atividades, de Vanessa Almeida, acelera a diversão com adesivos e desafios do ouriço veloz; e 365 Palavras Cruzadas Diretas - Vol.2, desafia mentes com cruzas diárias acessíveis.

A parceria entre Livraria da Vila e Ciranda Cultural consolida-se como referência em eventos literários acessíveis. Com feiras passando pelos Shopping Eldorado, MorumbiShopping, Cidade São Paulo e outros locais, as programações sempre contam com descontos exclusivos e variedade de opções. No Center Norte, os títulos incluem adaptações de obras clássicas, como edições ilustradas de contos populares, e coleções para primeiras leituras, como “Meu Primeiro Livro de Contos”. Os preços partem de R$ 10, atraindo famílias e leitores habituais em busca de novidades e best-sellers a valores reduzidos.

A entrada é gratuita, e o evento integra a programação cultural do shopping, incentivando a literatura em um ambiente de grande fluxo. Essa abordagem democratiza o mercado editorial e fortalece a presença de livrarias físicas em espaços comerciais.

Serviço
Local: Shopping Center Norte – Praça de Eventos (centro do shopping), Travessa Casalbuono, 120, Vila Guilherme, São Paulo.
Período: 3 de março a 3 de maio.
Horário: Segunda a sábado, 10h às 22h; domingos e feriados, 14h às 20h.

terça-feira, 3 de março de 2026

Entre nós, um livro: Unibes Cultural lança clube de leitura sobre luto e memória

Unibes Cultural recebe ciclo de leitura conduzido por Patricia Kriger, psicóloga, a partir de As Pequenas Chances, de Natalia Timerman

Entre Nós, um livro é um ciclo de quatro encontros presenciais dedicados à leitura coletiva do romance As Pequenas Chances, de Natalia Timerman. Conduzido por Patricia Kriger, o projeto propõe um espaço de reflexão a partir de uma narrativa que trata de temas universais como luto, memória, família e finitude.

A leitura é a porta de entrada para um espaço de escuta, reflexão e cuidado. Não se trata de um curso, nem de um processo terapêutico. É um encontro lúdico e leve, onde a literatura abre a conversa e cada participante é convidado a refletir no seu próprio ritmo, sem respostas prontas ou pressa para concluir. Os encontros acontecem uma vez por mês, com duração de 1h30.

O ciclo se encerra com a presença da autora, que participa de uma conversa aberta com o grupo. As Pequenas Chances é um romance que parte da experiência íntima da narradora para explorar, com rara delicadeza, a experiência do luto e as “pequenas chances” que a vida oferece mesmo diante da morte. Enquanto aguarda um voo, a protagonista encontra o médico de cuidados paliativos que acompanhou seu pai, desencadeando uma série de memórias e reflexões sobre o declínio do pai, sua presença na vida da família e a própria identidade.

Entre lembranças fragmentadas e reconstruções possíveis, a narrativa atravessa a experiência da perda, da família e das marcas que permanecem.

Natalia Timerman é médica psiquiatra pela UNIFESP, mestre em Psicologia pela USP e doutoranda em Teoria Literária e Literatura Comparada pela mesma universidade. Autora de Desterros, Rachaduras, Copo Vazio e As Pequenas Chances, colabora com veículos como Quatro Cinco Um, Cult e Piauí. Em 2025, foi selecionada para a residência literária Art Omi, em Nova York. Os encontros serão conduzidos por Patricia Kriger, psicóloga com formação em Psicologia Hospitalar, Cuidados Paliativos e Mindfulness. Seu trabalho se dedica à criação de espaços que articulam literatura, escuta e reflexão.

A proposta do projeto é caminhar entre o livro e a experiência pessoal. A reflexão nasce da leitura, da conversa e da troca, em um ambiente acolhedor onde temas profundos podem ser abordados com leveza e humanidade.

Serviço: Datas: 25/03, 29/04, 27/05 e 30/06 (1 encontro por mês)

Horário: das 19h30 às 21h

Local: Unibes Cultural

Classificação indicativa: 16 anos.

Investimento total: R$ 440 (meia-entrada R$ 220) + taxas

*O valor pode ser parcelado em 4x no cartão.

**Os participantes terão acesso a um cupom de 15% de desconto para comprar o livro na editora.

Sobre a Unibes Cultural A Unibes Cultural é um centro de cultura, inovação e impacto social, localizado no coração de São Paulo. Criada em 2015, é uma iniciativa da Unibes – instituição com mais de um século de atuação dedicada ao acolhimento, empoderamento e desenvolvimento humano. Com uma programação acessível e multidisciplinar, a Unibes Cultural conecta arte, conhecimento e transformação, a partir de três pilares: Expressões Culturais; ESG e Cultura; e Raízes Judaicas.


sábado, 28 de fevereiro de 2026

Café com Deus Pai 2026 convida leitores a espalhar Porções Diárias de Amor

Nova edição do livro de Junior Rostirola transforma a leitura em gestos práticos de empatia e cuidado ao longo do ano

Em um contexto marcado pela pressa, distanciamento emocional e enfraquecimento das relações, Café com Deus Pai 2026 propõe um convite direto e sensível: viver o amor de forma prática, diária e intencional. Com o tema Porções Diárias de Amor, a nova edição do livro amplia a experiência do leitor ao transformar a leitura em um movimento de atitudes concretas no cotidiano.

Ao longo de 365 dias, a obra conduz o leitor por reflexões diárias, leitura bíblica, oração e interação, incentivando que o amor seja vivido não apenas como conceito, mas como ação. Em 2026, essa proposta ganha força com os Atos de Amor, desafios distribuídos ao longo do ano que mobilizam milhares de pessoas a praticarem gestos simples de gentileza e cuidado com o próximo.

O primeiro Ato de Amor acontece no dia 28 de fevereiro, com um convite simbólico: servir um café a alguém. Um gesto simples que representa pausa, escuta e acolhimento. Ao longo do ano, outros desafios incluem doar um livro, deixar um mimo, compartilhar mensagens de fé e enviar palavras de carinho.

Mais do que um livro, Café com Deus Pai 2026 se consolida como um chamado para desacelerar, perceber pessoas e escolher amar, mostrando que pequenos gestos, quando feitos com intenção, têm o poder de transformar relações e ambientes.

Sobre o autor

Junior Rostirola é bacharel em Teologia e pós-graduado em Teologia Bíblica. Fundador do Instituto Junior Rostirola, desenvolve projetos sociais com atuação no Brasil e no exterior.

Com uma história marcada por superação, dedica sua vida a cuidar de pessoas, por compreender que sua caminhada não é apenas sobre si, mas sobre Deus e o próximo. Ao longo dos anos, tem percorrido diferentes países, levando milhões de pessoas a se conectarem com Deus por meio de mensagens que unem fé prática, amor e transformação.

Casado com Michelle, é pai de João Pedro e Isabella. Para ele, reservar diariamente um tempo para estar com Deus Pai é indispensável.

 

Serviço

Livro: Café com Deus Pai 2026

Tema: Porções Diárias de Amor

Primeiro Ato de Amor: 28 de fevereiro – servir um café a alguém

Instagram: @cafecomdeuspai | @juniorrostirola

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Empresário lança serviço para ajudar autores a serem encontrados no Google após vivenciar desafio com o próprio livro

Após sentir na pele a dificuldade de promover sua obra no ambiente digital, Vinicius Taddone cria solução acessível para autores terem landing page profissional

Lançar um livro é a realização de um sonho para muitos autores. Mas, depois da publicação, surge uma dúvida que poucos antecipam: como ser encontrado? Foi exatamente essa experiência que levou o empresário e especialista em marketing digital Vinicius Taddone a criar um novo serviço voltado exclusivamente para escritores que desejam fortalecer sua presença online.

Após publicar sua própria obra, Taddone percebeu que apenas contar com a divulgação da editora ou com a presença em marketplaces não era suficiente. “Eu senti na pele. Não adianta só ter o livro físico e esperar que os leitores encontrem a obra nas plataformas. Quando alguém pesquisa o nome do autor ou do livro no Google, precisa encontrar um site que apresente a história, a proposta da obra e mostre claramente onde comprar”, afirma.

Foi a partir dessa necessidade que nasceu o LivronaWeb, um serviço que desenvolve landing pages profissionais para autores brasileiros.

Embora estratégias como redes sociais ativas, assessoria de imprensa e campanhas de divulgação sejam importantes, Taddone defende que o primeiro passo é ter um endereço digital próprio.

“A landing page funciona como a casa do livro na internet. Ela organiza as informações, fortalece a imagem do autor e melhora o posicionamento no Google. Além de promover a obra, também promove quem a escreveu”, explica.

O serviço oferece páginas otimizadas para conversão e pensadas para melhorar a presença nos mecanismos de busca, apresentar sinopse, biografia e diferenciais da obra, direcionar o leitor para os canais de compra, e reforçar a autoridade do autor.

O novo serviço foi estruturado com mensalidades simplificadas, a partir de R$ 70, com dois planos disponíveis (R$ 70 e R$ 130), incluindo desenvolvimento e suporte.

Segundo Taddone, a proposta surgiu também após conversar com outros autores que enfrentavam o mesmo desafio. “Muitos não têm site próprio e dependem exclusivamente das redes sociais. Quando mostrei a ideia, eles se entusiasmaram. Foi aí que pensei: por que não transformar isso em um serviço acessível para mais pessoas?”, destaca.

A iniciativa busca democratizar o acesso à presença digital profissional, especialmente para autores independentes que desejam ampliar a visibilidade de suas obras e construir autoridade no ambiente online.

Para mais informações, acesse: https://livronaweb.vtaddone.com.br/ 

Feira na Rosenbaum celebra memórias, brasilidade e trajetórias criativas em edição que ocupará o icônico centro de São Paulo

Em celebração tripla, uma das pioneiras na valorização do design autoral e independente brasileiro, a Feira integra a programação da DW! Semana de Design de São Paulo e reúne expositores de diferentes regiões do país em uma edição especial

A Feira na Rosenbaum retorna à DW! Semana de Design de São Paulo em uma edição especial que celebra a criatividade autoral brasileira. O evento acontecerá de 7 a 12 de março, no prédio da antiga Telesp, o Edifício 7 de Abril, no centro da capital paulista. Com curadoria de Cris Miranda Rosenbaum e tendo como cofundador o arquiteto Marcelo Rosenbaum, a feira reúne mais de 80 expositores de diferentes segmentos, entre artesãos, ilustradores, estilistas, joalheiros e representantes de comunidades criativas tradicionais.

A escolha do edifício é simbólica. No eixo que conecta a Galeria Metrópole, o Boulevard São Luís e o Edifício Copan, o endereço se firma como   território  da  economia criativa. A ocupação reforça a ressignificação da região central. Reconhecida por revelar talentos e valorizar a produção autoral, a feira mantém sua essência de “ateliê aberto”, com processos e peças ao vivo em uma experiência que integra cenografia, arte e design.

Com o tema “Memórias”, a edição propõe refletir sobre identidade, ancestralidade e pertencimento, destacando a criatividade disruptiva como força para revisitar o passado e projetar novos caminhos para o design brasileiro. Esta edição também presta homenagem aos criadores que iniciaram suas trajetórias na Feira na Rosenbaum, ganharam projeção mundo afora e agora retornam ao evento após consolidarem suas carreiras. Será uma celebração coletiva dedicada aos parceiros, colaboradores e nomes que ajudaram a construir a história da feira ao longo dos anos.

Com 16 anos de história e passagens por diferentes cidades brasileiras, a Feira na Rosenbaum se consolidou como uma das pioneiras na valorização do design independente nacional. Ao longo dessa trajetória, o evento percorreu o país em busca de talentos e comunidades criativas, promovendo o encontro entre tradição e contemporaneidade e reforçando o design como expressão da alma brasileira.

“Nesta edição, queremos evidenciar o fazer. O design não nasce apenas na peça pronta. Ele está nos processos, nos erros, nas experimentações, nas ferramentas. Ao abrir esses bastidores, convidamos o público a enxergar o valor que existe em cada criação”, afirma Cris Miranda Rosenbaum.

A identidade visual desta edição foi criada por Victor Jabali, artista à frente da PQP Art. Filho da designer Evelyn Tannus, expositora presente desde as primeiras edições da Rosenbaum, Victor representa uma nova geração de criativos que cresce em diálogo direto com o ecossistema do design autoral brasileiro. Este ano, o espaço principal terá cenografia assinada pelo arquiteto Gabriel Fernandes, que também é responsável por um segundo espaço exclusivo dentro da feira. Reconhecido por projetos que valorizam a brasilidade e o diálogo entre design e cultura popular, o arquiteto se inspirou no legado de Janete Costa, referência na valorização da arte popular brasileira e homenageada com o Museu Janete Costa de Arte Popular, em Niterói (RJ). Seu projeto propõe um ambiente que resgata memórias afetivas e culturais por meio da materialidade e da conexão com saberes tradicionais. “Meus projetos têm uma relação muito forte com a cultura popular brasileira, com a pluralidade do país e com a força de materiais como o barro e a terra, que carregam memória, identidade e origem”, afirma Gabriel Fernandes.

A edição 2026 também se destaca por ocupar o edifício da antiga Telesp, no chamado quadrilátero paulistano do design, que passa por um processo de renovação conduzido pela Metaforma Incorporadora, e agora renasce com o nome de Basílio 177. As obras do espaço foram temporariamente interrompidas para receber o evento e reforçar o potencial do local como um novo ponto de encontro criativo e cultural da cidade.

A edição de 2026 celebra também momentos simbólicos de quinze anos da DW e dez anos de participação contínua da Feira na Rosenbaum na programação do festival. O evento conta com patrocínio da DW!, Metaforma e Ecosimple.

Serviço:

 

FEIRA NA ROSENBAUM

Data: de 7 a 12 de março Horário: das 11h às 20h

Endereço: Rua Basílio da Gama, n° 177, República. Ao lado da Galeria Metrópole. Entrada gratuita 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Ana Flavia Cavalcanti e Lilia Guerra realizam leitura dramática de “O Céu para os Bastardos” na piscina do Sesc 24 de Maio


Na foto: Ana Flavia Cavalcante (créditos: Jorge Bispo) e Lilia Guerra (crédito Renato Parada)  



Atividade gratuita do projeto "Ler à Luz da Lua" permite que o público acompanhe a performance de dentro da água ou no mirante da unidade 


 São Paulo, fevereiro de 2026 – No próximo dia 25 de fevereiro (quarta-feira), às 20h, o Sesc 24 de Maio promove um encontro literário em um de seus espaços mais emblemáticos. A atriz e diretora Ana Flavia Cavalcanti une-se à escritora Lilia Guerra para uma leitura pública de trechos de seu romance "O Céu para os Bastardos".

 

A performance integra o projeto “Ler à Luz da Lua”, que ocupa o 13º andar da unidade. A partir desta edição, o público poderá vivenciar uma experiência sensorial singular: acompanhar a leitura de dentro da piscina, em boias. Para essa modalidade, serão disponibilizadas 50 vagas, abertas ao público geral, mediante a realização de exame dermatológico gratuito — disponível no próprio Sesc 24 de Maio a partir das 18h do dia da atividade — e uso de traje de banho. O restante do público poderá assistir a performance em cadeiras e almofadas dispostas ao redor da piscina, com vista panorâmica para o centro da cidade. A entrada é gratuita, com retirada de ingressos uma hora antes do início da atividade.
 

Finalista do Prêmio São Paulo de Literatura, "O Céu para os Bastardos" narra a trajetória de Sá Narinha, uma empregada doméstica que se vê no centro de uma tragédia familiar após seu filho cometer um crime chocante. Ambientado em “Fim do Mundo”, bairro imaginário que ecoa as realidades das periferias de São Paulo, o romance de Lilia Guerra aborda, com profundidade e leveza, temas urgentes como racismo, maternidade, culpa, preconceito e as complexas dinâmicas sociais do Brasil contemporâneo.
 

O projeto “Ler à Luz da Lua” estreou em janeiro com a presença de Letrux e segue com uma programação mensal que une grandes nomes das artes e da escrita. Para o mês de março, a unidade já confirma a participação de Iara Rennó e Thalma de Freitas na leitura do clássico "Macunaíma, o Herói sem Nenhum Caráter", de Mário de Andrade, no dia 25/3.
 

Serviço 

Ana Flavia Cavalcanti e Lilia Guerra leem "O Céu para os Bastardos" 

Data: 25/02/2026, quarta-feira, às 20h

Local: Sesc 24 de Maio, Rua 24 de Maio, 109, São Paulo – 350 metros da estação República do metrô

Classificação: 12 anos

Ingressos: Gratuito, retirada de ingressos com 1h de antecedência.

Informações Importantes de Acesso 

Como a atividade ocupa a área da piscina, existem duas formas de assistir:

Dentro da Piscina (50 vagas): * É necessário realizar o Exame Dermatológico no próprio Sesc (12º andar) e uso de traje de banho. A avaliação começa às 18h no dia do evento. Não precisa de credencial plena.

No Entorno (Deck): Cadeiras e almofadas disponíveis por ordem de chegada.

Duração: 60 minutos

Mais informações: sescsp.org.br/24demaio 

Serviço de Van: Transporte gratuito até as estações de metrô República e Anhangabaú. Saídas da portaria a cada 30 minutos, de terça a sábado, das 20h às 23h, e aos domingos e feriados, das 18h às 21h.

 

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Sesc 24 de Maio 

Rua 24 de Maio, 109, Centro, São Paulo

350 metros do metrô República

Fone: (11) 3350-6300