segunda-feira, 25 de maio de 2026

14 filmes e animações para estimular o senso crítico em crianças e adolescentes

Com cinema brasileiro em destaque no cenário internacional, especialistas apontam obras que ajudam crianças e adolescentes a desenvolver repertório cultural e pensamento crítico

Após a vitória de ‘Ainda Estou Aqui’ no Oscar de Melhor Filme Internacional em 2025 e das quatro indicações de ‘O Agente Secreto’ na edição de 2026, o cinema brasileiro vive um momento de destaque no cenário internacional. Esse contexto pode ser um bom argumento para despertar o interesse de crianças e adolescentes pelo cinema e aproximá-los do universo artístico.

Desenhos animados e filmes podem ser ferramentas importantes para ajudar os pequenos — e os não tão pequenos — a compreender melhor o mundo. Segundo o assessor de Arte da Aprende Brasil Educação, Rafael Pawlina, esses conteúdos funcionam como uma ponte que dialoga diretamente com o universo sensível dos mais jovens. “Os filmes não são apenas uma forma de ilustrar temas específicos, eles também criam experiências significativas que ampliam o repertório, favorecem a escuta e o diálogo e abrem espaço para debates importantes sobre cultura, identidade, história e criatividade”, explica.

Quando o professor acompanha os alunos, o filme vira uma ferramenta de aprendizado, ajudando os jovens a pensar, interpretar e formar opiniões. Por isso é importante mudar a ideia de que exibir filmes em sala de aula é “matar tempo” - e isso não se limita apenas à escola. Ver filmes em família também pode ser uma boa forma de gerar trocas e conversas, além de fortalecer o vínculo familiar.

O especialista preparou uma curadoria de filmes pensada para aproximar os estudantes da sétima arte e estimular a curiosidade e o pensamento crítico em diferentes faixas etárias. Cada título representa uma oportunidade de ver, ouvir, sentir e pensar o mundo de forma artística.

Despertando a imaginação (6 a 10 anos)

Nessa fase, as crianças se encantam com cores, formas, personagens e histórias envolventes. Os filmes estimulam a imaginação e introduzem conceitos visuais e culturais de maneira acessível e sensível:

  • “O Menino e o Mundo” (2013) – Animação brasileira que aborda temas sociais por meio de desenhos simples, poéticos e musicais, estimulando o olhar para o traço e a expressão visual. Disponível no Prime Video e Claro TV+.
  • “O Pequeno Príncipe” (2015) – Adaptação visualmente encantadora da obra clássica, que mistura animação stop motion com animação 3D e aborda temas como criatividade, infância e sensibilidade. Disponível no Prime Video, Globoplay, Telecine, YouTube (compra ou aluguel) e Claro TV+.
  • Curtas do canal Minhocas e Peixonauta – Produções brasileiras que incentivam a curiosidade e o desenho como forma de expressão e descoberta. Minhocas - disponível na Claro TV+; Peixonauta - disponível no Prime Video, Globoplay, Claro TV+ e YouTube.
  • “Kiriku e a Feiticeira” (1998) – Filme sensível que apresenta uma estética africana rica, ampliando o repertório visual das crianças. Disponível periodicamente no MUBI.

Instigando o senso crítico (11 a 14 anos)

“Nessa fase, os pré-adolescentes já conseguem refletir criticamente sobre o que assistem. Por isso, escolher filmes que abordam arte de maneira mais simbólica, histórica ou conceitual pode ser mais interessante”, explica Pawlina.

  • “O Mistério de Picasso” (1956) – Documentário que mostra Picasso pintando em tempo real, revelando o processo artístico como experimentação constante. Disponível periodicamente na Apple TV.
  • “Com Amor, Van Gogh” (2017) – Animação feita inteiramente com pinturas a óleo que retrata a vida e obra do artista, ideal para discutir cor, pinceladas e linguagem artística. Disponível no Prime Video (compra ou aluguel), YouTube (compra ou aluguel) e Mercado Play.
  • “As Aventuras de Tintim” (2011) – Além da estética inspirada nos quadrinhos, possibilita debates sobre composição, narrativa visual e linguagem híbrida. Disponível no Prime Video (compra ou aluguel).
  • “Persépolis” (2007) – Animação em preto e branco com estética gráfica que aborda a cultura iraniana e a liberdade de expressão (indicada para o 9º ano, com mediação adequada). Disponível periodicamente no MUBI e Prime Video.
  • Curtas da Pixar com foco em arte – Dois bons exemplos são “Lava” e “Piper”, que exploram a narrativa visual com alto apuro estético. Disponível no Disney+.

Adultos no debate

“Para aprofundar debates e inspirar planejamentos, pais e professores também podem se encantar com filmes que refletem sobre a arte, o fazer artístico e o papel do artista na sociedade, transformando esses temas em conversas com crianças e adolescentes”, destaca o especialista.

  • “Frida” (2002) – Um retrato da vida e da arte de Frida Kahlo, que combina estética surrealista com questões políticas, de gênero e identidade. Disponível no Mercado Play e Paramount+.
  • “Camille Claudel” (1988) – História da escultora francesa e sua relação com Rodin, abordando temas como a invisibilidade das mulheres nas artes. Disponível periodicamente no MUBI.
  • “Big Eyes” (2014) – Filme sobre Margaret Keane e a apropriação de sua obra pelo marido, um ótimo ponto de partida para discutir autoria. Disponível no Mercado Play.
  • “Pollock” (2000) – Aborda a vida de Jackson Pollock e o expressionismo abstrato. Disponível periodicamente no MUBI.
  • “Exit Through the Gift Shop” (2010) – Documentário provocador sobre Banksy e a arte urbana. Disponível periodicamente no Prime Video (compra e aluguel).

sexta-feira, 22 de maio de 2026

6ª Teia Nacional promove oficinas sobre cultura popular, justiça climática e saberes tradicionais em Aracruz (ES)


Programação formativa reúne experiências comunitárias, práticas ancestrais, jogos colaborativos, música, escrita criativa e tecnologias culturais durante o maior encontro da Cultura Viva no Brasil


 

Durante a realização da 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, entre os dias 19 e 24 de maio, em Aracruz (ES), o Ministério da Cultura (MinC) promove uma ampla programação de oficinas e vivências formativas voltadas ao fortalecimento da cultura de base comunitária, da justiça climática e dos saberes populares brasileiros. As atividades acontecem no Sesc Praia Formosa e em espaços descentralizados do município, reunindo mestres e mestras da cultura tradicional, artistas, educadores, juventudes e representantes de Pontos de Cultura de todo o país.

As ações articulam arte, território, ancestralidade, sustentabilidade, abordam temas ligados à memória, aos impactos ambientais, às formas comunitárias de resistência cultural, além de experiências relacionadas ao bem viver e às tecnologias populares. A programação inclui atividades sobre mapeamento territorial e soluções baseadas na natureza, jogos colaborativos, escrita criativa, agroturismo, muralismo político, cultura popular, musicalidades afro-brasileiras e práticas comunitárias.

Entre os destaques estão a oficina “Jogo Ativa Território + Verde”, dedicada ao mapeamento e ativação territorial com foco em soluções ambientais; a imersão “Ko’ko Non”, realizada na Aldeia Irajá; e atividades conduzidas por mestres e mestras dos saberes tradicionais, como a oficina de tingimento natural e a apresentação de Tambor de Crioula do Mestre Amaral.

As oficinas também contam com atividades voltadas à criação artística e à comunicação cultural, como “Narrativas Criativas: Portfólio e Projetos Culturais”, “Slam do Território: Escrita Criativa e Justiça Climática” e “Plataforma Tela Brasil - Perfil Rede Exibidora”. As práticas musicais e corporais ganham espaço em atividades como “Batá Kosso - Tambores do Rei”, “Pifando para não pifar” e “Vibra Lab - Nosso Circo Nossa Música”.

Confira toda a programação no site da 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura.

Inscrições

O credenciamento é gratuito e deve ser realizado exclusivamente pela plataforma oficial do evento: Link.

As inscrições estão divididas em diferentes categorias. O cadastro livre pela plataforma é destinado ao público geral, autoridades e gestores interessados em acompanhar a programação do encontro. Já delegadas e delegados do 5º Fórum Nacional, pessoas selecionadas no Edital de Programação, Agentes Jovem Cultura Viva e convidados receberão um link específico de acesso por e-mail.

Credenciamento de imprensa

Profissionais de veículos jornalísticos, fotógrafos, cinegrafistas, produtores de conteúdo e assessores de comunicação interessados em realizar cobertura jornalística das atividades da Teia Nacional devem efetuar cadastro pela plataforma oficial do evento:Link.

Teia Nacional

A 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura reunirá agentes culturais, coletivos, mestres e mestras das culturas populares, povos tradicionais, representantes da sociedade civil e gestores públicos de todas as regiões do Brasil. A cerimônia oficial de abertura será no dia 21 de maio, a partir de 10h, no Sesc Formosa - Auditório Raiz e contará com a presença da ministra da Cultura, Margareth Menezes, marcando uma semana em que Aracruz se transforma em um grande território de trocas, celebração e articulação cultural.

O evento é uma realização do Ministério da Cultura, do Governo do Estado do Espírito Santo, da Prefeitura de Aracruz e da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura (CNPdC), em parceria com o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), o Sesc, Unesco e o programa IberCultura Viva.

Serviço
6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura
Data: 19 a 24 de maio de 2026
Local: Aracruz /ES

Credenciamento: Link

Site: Link

Outras informações

Maria Nepomuceno apresenta exposição individual n'A Gentil Carioca São Paulo

A artista tem obras em instituições como Solomon R. Guggenheim Museum; Museum of Fine Arts Boston; Coleção Gilberto Chateaubriand - MAM-RJ; MASP; Guggenheim Abu Dhabi; National Gallery of Canada; MAM-Bahia e Instituto Inhotim

A Gentil Carioca São Paulo apresenta a individual “∞ ∞ (infinita infinito)”, da artista visual Maria Nepomuceno, a partir de 23 de maio de 2026 (sábado), às 14h, na Travessa Dona Paula, 108. Com texto crítico de Laura Lima, a exposição investiga formas orgânicas e relacionais de existência, em que corpo, matéria, cor e espaço se tornam sistemas vivos de conexão, transformação e continuidade. Serão apresentadas cerca de dez obras inéditas, realizadas especialmente para a mostra, que marca a segunda exposição individual da artista na capital paulista.

Com apenas uma peça de chão — diferentemente do início de sua produção, quando essa lógica espacial se organizava de outra maneira —, os trabalhos agora ganham força para se erguer e ocupar majoritariamente as paredes, mesmo preservando um “corpo mole”, como a própria artista costuma definir. Como em um estudo sobre gravidade e expansão, as obras parecem transformar-se continuamente: uma matéria que se converte em outra, que abraça outra, que tensiona o espaço em direção a novos deslocamentos.

As esculturas sugerem movimento, como se fossem dotadas de vida própria. A sensação de pulsação emerge das construções em espiral, das costuras, dos fluxos cromáticos e das tensões entre peso e suspensão. São formas que parecem expandir-se e contrair-se continuamente, como organismos em permanente mutação.

Continuidade
O trabalho de Maria Nepomuceno opera em constante transformação, como se cada exposição carregasse desdobramentos da anterior. Não se trata da repetição de uma mesma mostra, mas da construção de uma linha contínua de investigação formal, cromática e espacial. Cordas, contas, tramas e transições lentas de cor reaparecem como elementos recorrentes, conectando diferentes momentos de sua produção por meio de mudanças graduais.

Há questões que a artista transporta de uma exposição para outra, desenvolvendo determinadas pesquisas estéticas e ampliando sentidos ao longo do tempo. A relação com a cor, por exemplo, tornou-se também um modo de estruturar o próprio fazer. Se antes predominavam tons muito quentes e avermelhados, outras camadas cromáticas passaram a surgir gradualmente, alterando o ponto de partida de cada trabalho. Em muitos casos, a obra nasce primeiro da cor, antes mesmo do tema. Existe, assim, uma corporeidade escultórica construída a partir de uma lógica cromática próxima da pintura.

Sensorial
Nas obras da artista, não há começo nem fim definidos. As passagens lentas de cor interessam cada vez mais à artista carioca. Em determinados trabalhos, um núcleo branco se desloca lentamente para o rosa e depois para o azul, atravessado por pequenas contas que avançam até as bordas como uma explosão em câmera lenta. Tons de laranja, vermelho, rosa e azul — presentes de maneira potente na mostra — parecem expandir-se de forma gradual, criando uma experiência simultaneamente tátil, sensorial e imersiva.

Parceria galeria Sardenberg
No segundo piso da galeria, acontece a mostra “José Bento: Mão amiga", em colaboração com a galeria Sardenberg, que também fica localizada na Travessa Dona Paula, em Higienópolis. Ele apresenta um conjunto de esculturas inéditas que evocam utensílios domésticos, alimentação e escassez. Colheres monumentais, pratos escavados em troncos antigos e recipientes preenchidos por sementes aparecem ao lado de uma escultura hiper-realista de um barril de petróleo talhado em madeira maciça. Ele ocupa também os imóveis no número 134 e 29 (mais recente) da galeria Sardenberg.

Sobre Maria Nepomuceno
Artista brasileira, vive e trabalha na cidade do Rio de Janeiro. Dedica-se a instalações, esculturas, desenho e pintura, criando organismos em tramas que englobam tecido, contas de colar, corda, palha, argila, cerâmica, madeira, plantas e diversos outros materiais. Por vezes, incorpora também objetos de uso cotidiano e artesania popular, sobretudo oriundos do Brasil. A partir de pesquisas e viagens, Maria integra referências de práticas coletivas de comunidades indígenas, de tecelãs e do Carnaval em suas obras, como forma de interlocução com o espaço, o tempo e a diversidade cultural. Em sua produção escultórica, é recorrente a combinação de cores vibrantes e o equilíbrio de volumes como propulsores de um anacronismo entre tempos — uma espécie de matemática viva, na qual suas formas incorporam um raciocínio poético e afetivo intenso.

Em 2025, a artista participa da 24a edição da Bienal de Arte Paiz, intitulada “El Árbol del Mundo”, em Antigua, Guatemala. Também integra as exposições coletivas “Concordar em Discordar”, n’A Gentil Carioca, São Paulo, Brasil, “Dengo, Delírio e o Direito de Amar”, no Solar dos Abacaxis, no Rio de Janeiro, Brasil, “Material Witness”, no Rubell Museum, em Washington D.C, EUA e “Folia”, na Abdülmecid Efendi Mansion, em Istambul, Turquia.

Em 2024, a artista participou das exposições coletivas como “Nasci de Uma Flor” Nichido Contemporary Art, Tóquio, Japão. Em 2023, participou das exposições coletivas “To Weave the Sky: Textile Abstractions from the Jorge M. Pérez Collection”, no El Espacio 23 em Miami, EUA e “Corpo Botânico”, no Pavilhão Victor Brecheret (Parque da Catacumba, Rio de Janeiro, Brasil). No mesmo ano, ainda participou da exposição "Maria Nepomuceno & Valentina Liernur Condo São Paulo 2023", n'A Gentil Carioca, em São Paulo.

Suas exposições individuais incluem “Big Bang Boca", no Instituto Artium, em São Paulo; “Dentro e Fora Infinitamente", SCAD Museum of Art, Georgia, EUA; "Roda das Encantadas", Sikkema Jenkins & Co, Nova York, EUA; "Cordão Forte", Lugar Comum, Salvador, Brasil (2022); "Refloresta", The Portico Library, Manchester, Reino Unido (2021); "Pelo Amor...", A Gentil Carioca, Rio de Janeiro, Brasil (2018); "Afetosynteses", Stavanger Kunstmuseum, Stavanger, Noruega (2017). Participou também das exposições coletivas "A Trama da Terra que Treme", A Gentil Carioca, São Paulo, Brasil; "Novos Horizontes - Inside Brazil's Contemporary Art Scene Vol. 1", Nichido Contemporary Art, Tokyo, Japão; "Forest: Wake this ground", Arnolfini Arts, Bristol, Reino Unido; "Threading the Needle", The Church Sag Harbor, Nova York, EUA (2022); "Bumbum Paticumbum Prugurundum", A Gentil Carioca, São Paulo, Brasil; "Ichihara Art x Mix 2020+", Ichihara, Japão (2021); "My Body, My Rules", Pérez Art Museum, Miami, EUA; "Já estava assim quando eu cheguei", Ron Mandos, Amsterdam, Holanda; "Collection of Catherine Petitgas", Museum of Contemporary Art MOCO, Montpellier, França (2020); entre outras.

Suas obras integram as coleções do Solomon R. Guggenheim Museum (EUA); Museum of Fine Arts Boston (EUA); Coleção Gilberto Chateaubriand – Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (Brasil); Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Brasil); Rubell Museum (EUA); Allen Memorial Art Museum (EUA); Guggenheim Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos); National Gallery of Canada (Canadá); Hirshhorn Museum and Sculpture Garden (EUA); Museu de Arte do Rio (Brasil); Museu de Arte Moderna da Bahia (Brasil); Instituto Inhotim (Brasil), dentre outros.

Serviço
“∞ ∞ (infinita infinito) Maria Nepomuceno”
Texto crítico: Laura Lima
“José Bento: Mão amiga"
Abertura: 23 de maio de 2026 (sábado), 14h às 18h
Em cartaz: 23 de maio a 01 de agosto de 2026
Visitação: De segunda a sexta, das 10h às 19h
Sábado, das 11h às 17h
Local: A Gentil Carioca São Paulo
Travessa Dona Paula, 108 – Higienópolis, São Paulo/SP - 01239-050

Site: https://www.agentilcarioca.com.br/ 

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Livro de Raissa Zoccal reúne meditações guiadas e exercícios para despertar do potencial autêntico



Com práticas integrativas e reflexões profundas, influenciadora e mentora propõe um caminho acessível para viver com mais propósito e equilíbrio

 


A professora, mentora e facilitadora de transformação pessoal Raissa Zoccal chega às livrarias com o lançamento da obra Desperte sua essência, publicada pelo selo Academia, da Editora Planeta. Unindo ciência moderna e sabedoria ancestral, a autora apresenta práticas integrativas que ajudam a regular o sistema nervoso, reprogramar padrões mentais e cultivar uma vida mais alinhada com propósito, saúde e bem-estar. Ao longo da obra, Raissa propõe um convite sensível e profundo para quem sente que há algo pulsando por dentro e deseja acessar novas possibilidades de consciência e crescimento pessoal.

 

Com uma abordagem prática e acessível, o livro reúne reflexões, perguntas de auto investigação, exercícios guiados e meditações com QR codes exclusivos, permitindo que o leitor transforme conhecimento em experiência viva. As práticas incluem respiração consciente, integração emocional e exercícios de conexão e manifestação, criando um percurso de transformação gradual e acolhedor. Sem promessas fáceis ou fórmulas prontas, a autora valoriza o processo individual de cada pessoa, com respeito pelo tempo e pela complexidade dos recomeços.

 

Ao abordar temas como desapego, autoestima, consciência e renascimento, Raissa oferece ferramentas para dissolver padrões limitantes e fortalecer uma relação mais autêntica consigo mesmo. A metodologia integrativa, que reúne espiritualidade, neurociência, yoga, meditação e práticas corporais, reflete a trajetória da autora, que há mais de uma década facilita processos de transformação emocional e expansão da consciência. O resultado é uma leitura inspiradora, que acolhe e impulsiona o leitor a viver com mais coerência e presença.

 

Criadora de um dos maiores canais de meditação, yoga e desenvolvimento humano do YouTube, com mais de 1 milhão de inscritos, Raissa Zoccal já impactou milhares de pessoas com práticas e mentorias. Facilitadora de retiros e workshops, ela lança o primeiro livro como um convite para quem deseja despertar a própria essência e acessar uma vida mais consciente e significativa. Desperte sua essência chega como um guia prático e inspirador para quem busca transformação real e duradoura.

 

FICHA TÉCNICA

Título: Desperte sua essência

Autor: Raissa Zoccal
ISBN: 978-85-422-4118-1

Páginas: 256 p.

Preço livro físico: R$59,90

Editora Planeta | Selo Academia

 

SOBRE A AUTORA

Raissa Zoccal é criadora de um dos maiores canais de meditação, yoga e desenvolvimento humano do YouTube, com mais de 1 milhão de inscritos, tendo se tornado referência em práticas de meditação guiada e expansão da consciência. Atua há mais de uma década nas áreas de saúde emocional, reprogramação mental e autoconhecimento integrativo. Formada em Relações Internacionais pela Università degli Studi di Milano (Itália), desde cedo sentiu um chamado para algo maior, o que a levou a se aprofundar na área holística e em diferentes abordagens e tradições ao redor do mundo. Hoje facilita processos de transformação por meio de retiros, mentorias, workshops, treinamentos e palestras. Sua metodologia própria integra meditação, yoga, breathworkkundalini, terapia corporal, neurociência e PNL, inspirando pessoas a viver em coerência com o pulsar da própria essência. É autora do oráculo Alquimia do Ser, e este livro nasce da realização de um sonho que acompanha sua trajetória há muitos anos.

 

SOBRE O SELO ACADEMIA

Os títulos do selo buscam promover o bem-estar e o autoconhecimento, contemplando temas ligados à tríade corpo, mente e alma. Desde seu início na editora Planeta, em 2007, tem contado com grandes autores especialistas em diferentes áreas no catálogo, como Tiago Brunet, Monja Coen, Augusto Cury, Fábio Dantas, Flavia Melissa, William H. McRaven, Rita Batista, Victor Fernandes, Walter Riso, J. Krishnamurti, Petria Chaves e Gisela Savioli. Com o objetivo de promover uma jornada de conhecimento de si, o Academia engloba seis linhas editoriais: motivacional/inspiracional, espiritualidade/religião, saúde e desenvolvimento pessoal.

Festival Colonial Italiano reúne cultura, música e culinária típica em Garibaldi

 

Evento chega à 37ª edição nos dias 23 e 24 de maio, nos Pavilhões da Fenachamp

 

Garibaldi realiza, nos dias 23 e 24 de maio, nos Pavilhões da Fenachamp, a 37ª edição do Festival Colonial Italiano, uma das celebrações mais tradicionais da Serra Gaúcha. Promovido pela Prefeitura de Garibaldi e pela Associação dos Veteranos de Garibaldi, entidade que neste ano também comemora 55 anos de história, o evento celebra a gastronomia e cultura italiana.

 

Ao longo de quase quatro décadas, a festa se consolidou como símbolo de convivência, amizade e valorização das origens, reunindo visitantes e diferentes gerações em torno da culinária e música típica, que ajudaram a construir a identidade cultural da Serra Gaúcha. “O festival carrega a essência da nossa comunidade. É um evento que movimenta o turismo e reúne famílias em torno de uma tradição construída com muito trabalho e dedicação ao longo dos anos”, destaca o prefeito de Garibaldi, Sérgio Chesini.

 

O público poderá aproveitar um cardápio típico completo, com massa, galeto, polenta brustolada, queijo, salame, copa, saladas, pão, cuca, grostoli e sagu com creme, além de vinho e suco de uva liberados durante todo o evento.

 

A programação artística também reforça o clima festivo. No sábado, dia 23, a partir das 19h, haverá apresentações do Grupo Cia Acto e dos Gaiteiros Itinerantes, seguidas de show com a Banda Alma Nova. No domingo, dia 24, as atividades acontecem das 11h às 14h30min, novamente com atrações musicais e culturais ao longo da programação.

 

Os ingressos custam R$ 90 para maiores de 12 anos, R$ 40 para crianças entre 7 e 12 anos e têm entrada gratuita para crianças de até 6 anos, podendo ser adquiridos em pontos físicos de venda ou pelo WhatsApp com Benito Rosa, no número (54) 9 9683-8575.

 

Serviço

37º Festival Colonial Italiano

Data: 23 e 24 de maio

Local: Pavilhões da Fenachamp – Garibaldi/RS

Horários: Sábado (23), a partir das 19h |Domingo (24), das 11h às 14h30min

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Exposição reúne mais de 100 obras de Siron Franco na Vila Cultural Cora Coralina

Madona Nua, óleo sobre madeira, 50x40, Siron Franco, 1976_Divulgação Siron Franco
Imagens em alta resolução: https://flic.kr/s/aHBqjCT4QP

"Expressões" revela o olhar contundente do artista sobre ditadura, desigualdade e tragédias que marcaram o país. Até 6 de julho, na Vila Cultural Cora Coralina


Maio de 2026 - Goiânia recebe, até 6 de julho, a exposição Expressões, dedicada à obra de Siron Franco. Em cartaz na Vila Cultural Cora Coralina, a mostra reúne mais de 100 trabalhos produzidos entre as décadas de 1960 e 1980 — período decisivo na formação estética e política do artista.

Com forte carga expressionista, as obras evidenciam o olhar crítico de Siron sobre o contexto social brasileiro, traduzindo em imagens o desconforto diante de temas como repressão, desigualdade e violência. O recorte curatorial privilegia trabalhos que dialogam com episódios marcantes da história recente, como a ditadura militar e o acidente com o Acidente com o Césio-137 em Goiânia, cuja abordagem expositiva inclui um ambiente imersivo que remete à cápsula do material radiológico.

Outro destaque é a instalação dedicada ao feminicídio, composta por dezenas de Madonas produzidas pelo artista nos anos 1970 e 1980, em uma reflexão potente sobre violência de gênero e religiosidade. As obras apresentadas pertencem a uma fase em que Siron, ainda jovem, começa a ganhar projeção nacional e internacional.

A exposição se estrutura a partir da arte como ferramenta de leitura e intervenção no mundo, colocando em diálogo questões universais como fome, desigualdade e resistência cultural. O percurso inclui ainda a instalação Fome, do artista e curador Aguinaldo Coelho.

Idealizador da mostra, Leopoldo Veiga Jardim destaca a força simbólica do conjunto apresentado. “Siron Franco não pinta apenas quadros — ele realiza verdadeiras biópsias do tecido social brasileiro. Expressões reúne o trauma da ditadura, o luto radioativo do Césio 137, as tensões do sincretismo religioso e a persistência da desigualdade contemporânea”, afirma.

Para o artista, a exposição propõe uma experiência formativa e provocadora. “A ideia é estimular reflexões sobre acontecimentos históricos que ainda reverberam na sociedade. É uma oportunidade de aproximar o público de obras que dialogam com a cultura, a identidade e a história goiana e brasileira”, diz Siron.

 

Sobre o artista - Nascido na cidade de Goiás, em 1947, Siron Franco é pintor, escultor, desenhista, gravador, ilustrador e diretor de arte. Ao longo de sua carreira, acumulou importantes reconhecimentos, como o prêmio da I Bienal da Bahia (1968), o destaque no I Salão Global da Primavera (1973) e premiações nas edições XII (1974) e XIII (1975) da Bienal Internacional de São Paulo. Também recebeu os principais prêmios do Salão Nacional de Artes Plásticas, no Rio de Janeiro, consolidando-se como um dos nomes mais relevantes da arte contemporânea brasileira.

A exposição é realizada com recursos do Programa Goyazes, do Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, com apoio da Óticas Vida.

 

Serviço – Exposição “Expressões”
Período expositivo: até 6 de julho de 2026
Visitação: segunda a domingo, das 9h às 17h
Local: Vila Cultural Cora Coralina
Endereço: Rua 23 com Rua 3, Setor Central – Goiânia (GO)
Entrada gratuita

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Amar para não ser em vão investiga o amor como experiência e travessia


No livro, Lucas Lujan articula psicanálise, memória e literatura para investigar o amor sem idealizações ou promessas de completude

 

O que acontece quando paramos de tentar definir o amor e nos dispomos a observá-lo em sua complexidade? Essa é a pergunta que atravessa Amar para não ser em vão, novo livro do psicanalista, poeta e escritor Lucas Lujan publicado pelo selo Paidós da Editora Planeta. A obra propõe uma reflexão sensível e contemporânea sobre o amor, afastando-se de idealizações e promessas de completude para encará-lo como experiência viva, arriscada e transformadora.

 

Ao longo de nove capítulos, Lucas articula psicanálise, memória e literatura em uma escrita fragmentada que transita entre poemas, canções, reflexões clínicas e lembranças pessoais. O livro reúne marcas de encontros que atravessaram o autor, convidando leitores e leitoras a acompanhar o amor em movimento — como aquilo que nos desloca, nos expõe à alteridade e nos convoca à coragem.

 

Sem a pretensão de oferecer respostas ou definições fechadas, Amar para não ser em vão diferencia amor e paixão, recusa idealizações e assume a incompletude como condição do vínculo. Mais do que um ensaio teórico ou um manual, o texto se constrói como uma travessia, na qual pensar o amor é inseparável da experiência vivida e do que nela nos transforma.

 

O amor tem seus riscos, é verdade – mas risco maior é viver sem amar”, escreve o autor. Nesse gesto de abertura e escuta, Lucas Lujan oferece um convite à contemplação e à experiência, reafirmando que talvez seja mais interessante amar do que explicar o amor.

 

FICHA TÉCNICA

Título: Amar para não ser em vão

Autor: Lucas Lujan

ISBN: 978-85-422-4119-8

288 páginas

R$ 59,90

Editora Planeta | Selo Paidós

 

SOBRE O AUTOR

Lucas Lujan é graduado em Teologia, em Psicanálise pelo Centro de Estudos Psicanalíticos (CEP), e é especialista em Saúde Mental e em Filosofia Contemporânea e História. Autor do livro Tamanho de flor, coautor das obras Ecos do divãNós da psicanáliseO dilema do porco‑espinho e a solidão que nos atravessaCrônicas de um amor crônico e Aglomerados, integra o Laboratório de Estudos em Teoria Social, Filosofia e Psicanálise (Latesfip – USP) e participa do Grupo de Pesquisa e Estudos em Religião, Laço Social e Psicanálise (Relapso – USP/PUC-SP). Amar para não ser em vão é seu primeiro livro lançado pelo selo Paidós da Editora Planeta.

 

SOBRE A EDITORA

Fundado há 70 anos em Barcelona, o Grupo Planeta é um dos maiores conglomerados editoriais do mundo, além de uma das maiores corporações de comunicação e educação do cenário global. A Editora Planeta, criada em 2003, é o braço brasileiro do Grupo Planeta. Com mais de 1.500 livros publicados, a Planeta Brasil conta com nove selos editoriais, que abrangem o melhor dos gêneros de ficção e não ficção: Planeta, Crítica, Tusquets, Paidós, Planeta Minotauro, Planeta Estratégia, Outro Planeta, Academia e Essência.

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Feira na Rosenbaum participa da Carandaí em edição que celebra 15 anos de trajetória

Encontro no Rio de Janeiro retoma uma parceria construída ao longo do tempo e coloca em foco a produção autoral brasileira

A edição que celebra os 15 anos da Carandaí, no Rio de Janeiro, abre espaço para a Feira na Rosenbaum em sua programação. A presença da Feira integra a proposta desta edição comemorativa, que reúne nomes, parcerias e trajetórias ligadas à história da plataforma desde seus primeiros anos. Nesse contexto, o encontro entre as duas iniciativas parte de uma convivência já consolidada e ganha sentido como um recorte da produção autoral brasileira que ambas ajudam a colocar em circulação.

Ao longo de sua trajetória, a Carandaí se firmou como uma plataforma dedicada à curadoria e à visibilidade de marcas independentes. Com uma atuação que atravessa moda, design e criação autoral, o evento passou a reunir trabalhos guiados por identidade, apuro de linguagem e uma relação próxima entre quem cria e quem consome. A edição de 15 anos olha para esse percurso a partir dos encontros que ajudaram a formar sua rede e seu repertório.

A participação da Feira na Rosenbaum se insere nessa leitura. Desde o início, a Feira construiu um trabalho voltado à valorização do fazer brasileiro, com atenção a criadores de diferentes regiões do país, a técnicas, materiais e narrativas que nascem de contextos diversos. Sua curadoria aproxima o público de peças e projetos que carregam origem, processo e visão autoral, mantendo em evidência uma produção que encontra força justamente na singularidade.

A presença da Feira dentro da Carandaí retoma uma parceria antiga entre duas iniciativas que, em diferentes frentes, compartilham um mesmo interesse: abrir espaço para criadores, ampliar repertórios e sustentar a circulação de trabalhos autorais no Brasil. Depois de tantas edições em comum, esse reencontro no Rio de Janeiro acontece em um momento simbólico, em que a celebração da trajetória da Carandaí também passa por reconhecer quem esteve ao seu lado na construção dessa história.

O recorte proposto para esta edição coloca em primeiro plano uma ideia de criação que não se separa de contexto, de pesquisa e de identidade cultural. Em vez de seguir uma lógica homogênea, o encontro entre Carandaí e Feira na Rosenbaum reúne produções marcadas por diferenças de linguagem, origem e escala, mas aproximadas por um entendimento comum sobre autoria e permanência. O que aparece ali é uma produção brasileira feita de percursos próprios, repertórios locais e relações diretas com o tempo do fazer.

No Jockey Club Brasileiro, a Feira na Rosenbaum ocupa parte da edição comemorativa da Carandaí e soma sua curadoria a uma celebração que olha para a história sem transformá-la em retrospecto. Ao reunir parceiros que fizeram parte de sua trajetória, a Carandaí dá forma a uma edição que reconhece o caminho percorrido e, ao mesmo tempo, mantém em movimento aquilo que a consolidou desde o início: o interesse por uma produção viva, autoral e conectada ao país.

Serviço
Feira na Rosenbaum na Carandaí

6 a 9 de maio
13h às 21h
Jockey Club Brasileiro
Praça Santos Dumont, 31, Gávea, Rio de Janeiro

terça-feira, 28 de abril de 2026

Percorrendo memórias ferroviárias, ‘Mostra de Imagem em Movimento’ (MAPA) apresenta, pela primeira vez, histórias do eixo Maranhão–Pará; confira

Através de videoartes, leituras, e memórias à ‘céu aberto’, o MAPA se aproxima das comunidades para transformar os trilhos da Estrada de Ferro Carajás (EFC) em uma cartografia poética de histórias que se entrelaçam há 40 anos e preservam a Memória Ferroviária.

Apresentar leituras diversas da história e das culturas do eixo Maranhão–Pará é a proposta da 1ª edição do ‘MAPA – Mostra de Imagem em Movimento’, que cruza 27 comunidades ao longo da Estrada de Ferro Carajás (EFC), a fim de resgatar a ‘memória ferroviária’ como fio condutor das homenagens às narrativas regionais.

Projetando a memória individual e coletiva das regiões ferroviárias através da ‘arte contemporânea’, o MAPA se junta à 10 artistas que apresentam a riqueza simbólica dos territórios da Estrada de Ferro Carajás (EFC), através de seus novos trabalhos. São eles: Acaique, Dinho Araújo, Inke, Ramusyo Brasil e Silvana Mendes, pelo Maranhão; e Bárbara Savannah, Ícaro Matos, Juruna, Leonardo Venturieri e Rafa Cardozo, pelo Pará.

A mostra lança mão de vivências e poéticas dentro de fotografias, pinturas digitais, colagens, videoartes, leituras, e memórias à ‘céu aberto’, que serão projetadas em superfícies urbanas históricas através do videomapping. Os dez artistas aprofundam os pontos de vista com sensibilidade, tendo como base suas trajetórias profissionais e pessoais, ampliando a percepção em torno das comunidades que atravessam os trilhos da EFC.

Os processos criativos de cada artista enriquecem as perspectivas e abordagens de cada localidade. No eixo Maranhão, Acaique apresenta as memórias da infância, identidade e experiência trans, na obra ‘Uma Casinha no Trilho’, a partir do trem e das paisagens ferroviárias. Partindo de sua história pessoal, a obra utiliza elementos dos contos de fadas para reimaginar e narrar uma trajetória de autopercepção. “Eu produzi um vídeo que gostaria de ter visto quando era criança. Todo processo de viagem foi uma forma de cura”, conta Acaique.

A memória da região também é um terreno fértil para a criação de Dinho Araújo. O antropólogo, artista e curador maranhense, lança a ‘História da Terra’, a partir da criação de máscaras inspiradas em caretas, incluindo o bumba-meu-boi, para refletir sobre os biomas e territórios que se conectam pela Estrada de Ferro Carajás. Já  Inke, por outro lado, apresenta em ‘Frágil Dureza’ uma narrativa visual única sobre as dores, anseios, alegrias e as múltiplas perspectivas das pessoas que utilizam o trem, dando voz aos passageiros e às histórias que atravessam os vagões.

As inquietações do artista, professor e pesquisador em pós-doutorado no Maranhão, Ramusyo Brasil, também permeiam a mostra MAPA, a partir do “Temp(l)o do Rosa Fixado”. A obra arquiteta insights sobre a visão cinemática oferecida pelo trem, antes mesmo da invenção do cinema. Ao mergulhar no trajeto da Estrada de Ferro Carajás, Ramusyo considera o deslocamento de cores, odores e sabores como uma mistura de fenômenos culturais que marcam a ancestralidade do percurso.

Traçando esse passado e presente das comunidades ao redor da Estrada de Ferro Carajás (EFC), as narrativas se ressignificam também a partir de ‘contranarrativas’, expostas pelo trabalho da artista visual maranhense, Silvana Mendes. Em “Sol de Meio Dia”, a artista propõe a ferrovia como um grande arquivo a ser poeticamente imaginado, através da colagem digital e da sobreposição de imagens, memórias e narrativas. 

Juntos, esses artistas se reúnem a outros cinco selecionados do Pará, a fim de transformar lembranças, relatos e vivências em obras que dialoguem com o público. No eixo Pará, a artista visual e pintora Bárbara Savannah apresenta “Um Horizonte em Movimento”, ao investigar o deslocamento como experiência física e afetiva. A obra parte das travessias pessoais entre rios, cidades e trilhos para construir uma narrativa visual e sonora onde paisagem, memória e percurso se sobrepõem.

Conhecendo outros percursos que atravessam a EFC, o cineasta e fotógrafo documental Ícaro Matos constrói a “Travessia” através do photomotion, interpretando a Estrada de Ferro Carajás como um fio condutor de imagens entre o Maranhão (MA) e o Pará (PA). Em sua obra, o trem é retratado como símbolo de circulação de afetos, família, cerimônias, cultura e histórias.

Capturando um cotidiano caricato, através dos 892 km de extensão da Estrada de Ferro Carajás, a relação viva entre território, corpo e coletivo também atravessa o trabalho de Juruna, artista afro-indígena, não binária e nômade que apresenta “Todo trajeto, também é um rio”. Em sua obra inédita, Juruna transforma a ferrovia em monumento por meio de corpos-territórios que atravessam suas paisagens – e por elas são ressignificados.

Leonardo Venturieri traz a “Alvorada e Fuga” como uma obra em vídeo que se assemelha a um espelho de seu inconsciente. O contato do artista com a floresta amazônica e com a EFC lhe garantiu uma perspectiva ímpar sobre a região, transparecendo através da música e do vídeo.

A memória surge novamente como eixo de criação para a artista visual Rafa Cardozo, em “Tudo é correnteza”, onde a fotógrafa constrói uma poesia visual em que memória, território e identidade se movem como fluxo contínuo de símbolos familiares.

Homenageando esse traçado histórico, o MAPA nasce com o propósito de visibilizar, valorizar e preservar toda a memória afetiva da Estrada de Ferro Carajás, através do toque inovador da videoarte. O projeto, que teve início em maio de 2025, apresenta expressões artísticas que pensam os trilhos, transformando os trilhos em uma cartografia poética de histórias que se entrelaçam há 40 anos.

Avançando agora para o ‘Festival MAPA’ nas cidades, o projeto que ressignificou 892 quilômetros de memórias, histórias, passageiros e estações comunitárias, através de pesquisas, mapeamentos, chamamento de artistas, oficinas de criação e acompanhamento técnico das obras; chega para ocupar a fachada de edifícios históricos com imagens em movimento.

Datado para 2026, a celebração pública e virtual das obras se estenderá até culminar em Brasília, onde o acervo ganhará uma edição especial, em formato de galeria. Captando todo o processo em imagens e sons, a mostra chega como um organismo vivo de reflexão cultural, levando ao coração do Brasil as histórias comunitárias do Norte-Nordeste.

Para mais informações e acesso às entrevistas, o MAPA disponibilizou uma revista digital com o panorama geral das produções feitas no último semestre. O periódico e os vídeos com trechos das entrevistas com os artistas também estarão disponíveis através da bio do Instagram do MAPA (@mostramapa).

A Mostra de Imagem em Movimento – MAPA é uma realização da OPACCA Produção de Imagem, com apoio da Vale, por meio de Recursos para Preservação da Memória Ferroviária (RPMF), sob regulação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Teko Porã: Documentário indígena tem lançamento gratuito em Jundiaí (SP) nesta quarta (29)

Produção que revela a vida entre dois mundos na Aldeia Rio Silveira, no litoral norte paulista, será exibida na Sala de Cinema São Paulo-Minas

A poucos quilômetros da maior metrópole do país, em meio à Mata Atlântica do litoral norte paulista, o povo Guarani Mbya mantém viva uma cultura ancestral que luta para resistir às pressões do mundo contemporâneo e ao avanço da tecnologia. É esse encontro entre tradição e presente que chega ao público no lançamento gratuito de “Teko Porã, retrato atual da vida cotidiana na aldeia Rio Silveira”, nesta quarta-feira (29/04), às 19h, na Sala de Cinema São Paulo-Minas, no Complexo Fepasa, na Avenida dos Ferroviários, em Jundiaí (SP).

Dirigido pela jornalista e roteirista Luciana Alves, com codireção do cacique Adolfo Timotio, o documentário mergulha no cotidiano da Aldeia Rio Silveira, território Guarani Mbya localizado entre São Sebastião e Bertioga, revelando saberes, espiritualidade, relações familiares, desafios contemporâneos e a delicada travessia de um povo que vive entre dois mundos.

Processo criativo

Com 1h20 de duração, Teko Porã adota um ritmo narrativo que acompanha o próprio tempo da vida na aldeia: mais contemplativo, sensível e conectado aos ciclos da natureza e da convivência cotidiana. O filme valoriza longos respiros visuais, com imagens aéreas captadas por drone que revelam a imponência e beleza da Mata Atlântica, o rio e o território Guarani Mbya.

A construção sonora também segue essa proposta: o desenho de som prioriza os sons naturais da aldeia, enquanto a trilha é composta exclusivamente por músicas tocadas e gravadas durante as filmagens no próprio território, reforçando a autenticidade da experiência.

Para a realização desse olhar, a Speed Comunica reuniu uma equipe altamente profissional e sensível, que respeitou integralmente, em todas as etapas, as orientações e o tempo da comunidade, sempre em alinhamento com o codiretor do filme, cacique Adolfo Timotio.

Antes do lançamento público em Jundiaí, o filme teve uma apresentação especial no último 17 de abril, dentro da própria aldeia, em uma sessão marcada pelo reencontro entre a comunidade e sua própria imagem na tela.

A escolha de Jundiaí para o lançamento tem forte valor afetivo para os realizadores. “Escolhemos Jundiaí porque é uma cidade que faz parte da nossa história. Eu e Claudio trabalhamos e moramos aqui por quase 20 anos, nossos filhos nasceram em Jundiaí e era muito importante compartilhar esse filme com os amigos da cidade onde, principalmente eu, construí grande parte da minha trajetória profissional ”, afirma a diretora do documentário, Luciana Alves.

Construção coletiva

Ela destaca que o filme documental foi construído em um processo de escuta, convivência e participação direta da comunidade indígena. “Foi um profundo aprendizado conhecer esse admirável mundo que existe tão perto de nós e que muitas vezes desconhecemos. Mais do que registrar a cultura Guarani, queríamos construir esse filme junto com a aldeia. Tivemos a participação ativa de indígenas em várias etapas da produção, com dois produtores locais, dois intérpretes de guarani, além da codireção do cacique Adolfo. Foram quase 20 diárias, realizadas ao longo de vários meses de convivência, escuta e troca. Isso faz toda a diferença no resultado e no respeito à forma como essa história é contada”, destaca.

O diretor de fotografia Claudio Alves ressalta que a construção visual do documentário também nasceu da troca com o território e da oficina cultural realizada na aldeia. “A fotografia buscou valorizar a beleza das imagens, da paisagem, da floresta, dos rios e da luz natural da aldeia. Mas esse olhar também foi compartilhado. A oficina audiovisual realizada no território permitiu uma troca muito rica sobre imagem, memória e narrativa, aproximando ainda mais a equipe da comunidade. Isso trouxe uma verdade visual muito forte ao filme e ampliou a sensibilidade do nosso olhar sobre a beleza e a potência daquele espaço”, comenta Claudio.

Contemplado em edital do Programa de Ação Cultural (ProAC), o documentário foi produzido pela Speed Comunica e só se tornou possível graças ao fomento público à cultura. A realização é da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc, por meio do Sistema Nacional de Cultura, do Ministério da Cultura e do Governo Federal.

Após o lançamento em Jundiaí, “Teko Porã” segue em processo de inscrição em festivais nacionais e internacionais, ampliando o alcance dessa narrativa sobre identidade, resistência e memória dos povos originários brasileiros. Acompanhe nas redes sociais

SERVIÇO:
Exibição do documentário: Teko Porã - retrato atual da vida cotidiana na aldeia Rio Silveira

Data e horário: Quarta-feira (29/04), às 19 horas
Local: Sala de Cinema São Paulo-Minas
Endereço: Av. União dos Ferroviários, 1760 – Ponte de Campinas Complexo Fepasa / Espaço Expressa
Informações: Luciana Alves: (11) 98179-7440

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Exposição fotográfica Cartunistas abre temporada no Centro Cultural Fiesp a partir de 28 de abril

Idealizada pelo fotógrafo Paulo Vitale e com entrada gratuita, a mostra também contará com programação especial com os desenhistas

Retratos de 144 grandes nomes do cartum brasileiro, registrados pelas lentes do renomado fotógrafo Paulo Vitale, com curadoria de Eder Chiodetto, estarão em temporada especial na Galeria de Fotos do Centro Cultural FIESP, na exposição fotográfica ‘Cartunistas’. A abertura acontece dia 28 de abril, das 10h às 20h, com entrada gratuita, e o público terá a oportunidade de conferir a mostra até 20 de setembro.

A exposição já passou pelas cidades de Sorocaba, Rio Claro, São José do Rio Preto, Itapetininga e Campinas, com sucesso de público, atingindo mais de 40 mil visitantes. Nesta montagem exclusiva em São Paulo, a mostra ganha o reforço de mais de 20 fotos inéditas. Além das imagens que traduzem provocações políticas, sociais e existenciais, os visitantes poderão assistir a vídeos com depoimentos e making of dos ensaios, revelando os bastidores do processo criativo de novos e antigos talentos.

Dentre os retratados, estão Mauricio de Sousa, Ziraldo, Paulo Caruso, Jaguar, Angeli, Laerte, Baptistão, Fernandes, entre outros. Nessa nova fase, foram inseridos também os quadrinistas, nomes da nova geração que atingem números impressionantes de seguidores nas redes sociais, como Helô D’Angelo e Carlos Ruas.

“Me inspirei na obra de cada artista selecionado para criar elementos visuais que traduzam suas obras, transformando cada retrato em um portal”, comenta Paulo Vitale.

Programação especial

A exposição permanecerá em cartaz por alguns meses e será acompanhada por uma agenda de palestras, oficinas e performances:

  • Abertura (28/4): O desenhista Ricardo Soares fará caricaturas ao vivo, das 13h às 17h. A distribuição de senhas começa às 12h30.
  • Palestra (3/5, 14h): O cartunista José Alberto Lovetro (JAL), um dos autores do livro Efeito HQ, apresenta o tema “Como utilizar quadrinhos na sala de aula”, voltado a educadores, pais e outros interessados.
  • Próximos meses: A programação detalhada das atividades será divulgada gradualmente.

Ao olhar o ensaio como um todo, a curadoria de Eder Chiodetto adotou o caminho de equacionar o espaço expositivo para que ele recebesse a totalidade dos retratos realizados pelo fotógrafo. Como a maioria dos(as) cartunistas olhava diretamente para a lente do fotógrafo, agora o fotógrafo desaparece na exposição. Cada retratado olha nos olhos do espectador, criando uma conexão mais íntima e direta entre público e cartunistas.

“Um dos compromissos do SESI-SP é contribuir com a sociedade civil, promovendo educação e cultura. Na exposição, Paulo Vitale fotografa cartunistas com um olhar especial e traz elementos visuais que representam o trabalho desenvolvido por eles durante suas trajetórias no cartum”, afirma Vander Lins, coordenador de Programação Cultural do SESI-SP.

 

SERVIÇO

Exposição ‘Cartunistas’

Temporada: 28 de abril a 20 de setembro de 2026

Horários: terça a domingo, 10h às 20h

Local: Galeria de Fotos do Centro Cultural FIESP – Avenida Paulista, 1.313 (em frente à estação de metrô Trianon-Masp)

Classificação: Livre

Gratuito: não requer reserva de ingressos

Agendamentos de grupos e escolas: ccfagendamentos@sesisp.org.br

 

Paulo Vitale é fotógrafo, diretor de cena e autor. Cursou História na Universidade de São Paulo (USP), e Fotografia no International Center Of Photography de Nova York. Percorreu mais de 50 países fazendo trabalhos editoriais, publicitários e autorais. Tem mais de 100 capas publicadas nas principais revistas brasileiras. Foi fotógrafo e editor de fotografia do jornal ‘O Estado de São Paulo’ (Estadão); editor de fotografia das revistas Veja e Época; e correspondente da Agência Estado, em Nova York. Paulo já retratou grandes personalidades, como Nelson Mandela, Oscar Niemeyer, Caetano Veloso, Mark Zuckerberg e Pelé.

Eder Chiodetto é curador de fotografia independente, autor, publisher da editora de fotolivros ‘Fotô Editorial’ e diretor do ‘Centro de Estudos Ateliê Fotô’. Foi curador de fotografia do MAM-SP entre 2005 e 2021, e mentor do programa Arte na Fotografia, no canal Arte1. Como curador, já realizou mais de 120 exposições no Brasil, Europa, EUA e Japão.

Sobre o Centro Cultural FIESP  

A arquitetura moderna do edifício Luís Eulálio de Bueno Vidigal Filho, sede da FIESP, que também abriga o SESI e o SENAI São Paulo, o Ciesp, e o Instituto Roberto Simonsen (IRS),  torna-o ponto de referência no skyline da cidade e permite a realização de inúmeras atividades que integram o Centro Cultural FIESP à Avenida Paulista, incluindo a livre circulação em seu interior e o uso de espaços alternativos, como a área externa e o foyer do Teatro do SESI-SP, para diferentes manifestações artísticas e culturais que surgem em sua ampla e diversificada programação. O Centro Cultural FIESP é um importante equipamento de acesso à cultura mantido pela indústria paulista e administrado pelo SESI-SP; uma referência de qualidade e patrimônio cultural apreciado dos paulistanos. O SESI-SP é uma instituição que trabalha pela educação, onde a cultura é parte fundamental. Todas as ações e projetos desenvolvidos pela instituição tem como objetivo a formação de novos públicos em artes, a difusão e o acesso à cultura de forma gratuita, além da promoção da economia criativa nacional.


terça-feira, 21 de abril de 2026

15° PRÊMIO DESTERRO ABRE INSCRIÇÕES PARA WORKSHOPS E OFICINAS


Aulas serão ministradas por profissionais do Brasil e do exterior, durante o

Festival de Dança de Florianópolis, no Centro Integrado de Cultura (CIC)

 

 

          Estão abertas as inscrições para os workshops e as oficinas do Prêmio Desterro – 15° Festival de Dança de Florianópolis, que ocorrerá de 12 a 17 de maio, em diferentes espaços da cidade.

 

          Serão ministrados 22 workshops práticos, por profissionais do Brasil e do exterior, convidados ou jurados do festival, além de 10 oficinas selecionadas por meio do Desterro Exchange, novidade implantada nesta edição, que remunera professores para compartilharem experiências, pesquisas e práticas com estudantes de dança.

 

          As aulas terão duração de 90 minutos, e ocorrerão no período entre 8h30 e 20h30, no Espaço Desterro, dentro do Centro Integrado de Cultura (CIC). Ao todo, serão oferecidas 900 vagas, sendo 180 reservadas com gratuidade para organizações sociais que mantêm o ensino de dança.

 

          Os gêneros contemplados na grade de cursos são: balé clássico, dança contemporânea, danças urbanas e jazz.

 

          As inscrições devem ser feitas no site premiodesterro.com.br, ao custo de R$ 140 por workshop e R$ 120 por oficina.

 

          O Prêmio Desterro – 15° Festival de Dança de Florianópolis é um projeto cultural realizado pelo Instituto Cultural Desterro, por meio do Programa de Incentivo à Cultura (PIC), do governo do Estado de Santa Catarina, aprovado pela Fundação Catarinense de Cultura, e conta com o incentivo das empresas Condor, Havan, Hiper Select e Mili.

 

 

Prêmio Desterro

Site: premiodesterro.com.br

Instagram: @premiodesterro

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Exposição "Arte Brasileira Uma Seleção" reúne 28 obras na Galeria Berenice Arvani

Mostra que foi um dos destaques no circuito paralelo à SP-Arte 2026 continua em cartaz até 29 de maio, de segunda a sexta, das 10h às 19h

A exposição “Arte Brasileira Uma Seleção”, um dos destaques da programação paralela da SP-Arte 2026, continua em cartaz para visitação e vendas até o dia 29 de maio de 2026, na Galeria Berenice Arvani com curadoria de Ricardo Camargo. Mostra dá continuidade ao seu desafio de apresentar um recorte rigoroso da arte durante as décadas do século passado, reunindo artistas cujas trajetórias não apenas marcaram seu tempo, mas foram legitimadas por importantes instituições, exposições históricas e publicações de referência. A mostra integra a programação paralela da SP–Arte 2026.

“Mais do que reunir grandes nomes, a exposição evidencia como o conceito de obra-prima se transforma ao longo do tempo”, explica Berenice Arvani. “Das experimentações modernistas iniciais, com artistas como Antonio Gomide, Di Cavalcanti, Candido Portinari e Victor Brecheret, à consolidação de uma linguagem construtiva e racional nas décadas seguintes, representada por Luiz Sacilotto, Maurício Nogueira Lima, Judith Lauand e Lothar Charoux, a mostra percorre momentos-chave da construção estética brasileira”, acrescenta Camargo, marchand e curador da mostra.

Esse percurso se expande ao incorporar artistas que tensionaram e ampliaram os limites da forma e da percepção, como Lygia Clark, presente com obra da fase inicial de pintura e amplamente reconhecida por instituições como o Museum of Modern Art, Guggenheim Museum Bilbao e a Pinacoteca de São Paulo, além de Mira Schendel, cuja produção integra importantes coleções e bibliografias críticas, e Geraldo de Barros, pioneiro na experimentação fotográfica no país.

A década de 1960 marca um ponto de inflexão, com obras que introduzem ambiguidade perceptiva, linguagem e crítica à imagem, como as de Hércules Barsotti, Claudio Tozzi, Rubens Gerchman e Wesley Duke Lee. Já nas décadas seguintes, artistas como Nelson Leirner e Antonio Dias incorporam uma postura crítica e conceitual, ampliando o campo da arte para além da forma.

O recorte inclui ainda escultores fundamentais como Amilcar de Castro e Sergio Camargo, além de Joaquim Tenreiro, cuja produção estabelece um diálogo sofisticado entre arte, design e arquitetura. A presença de Kazmer Fejer reforça a dimensão internacional e experimental do conjunto.

“Arte Brasileira Uma Seleção” apresenta não apenas um conjunto de alta qualidade estética, mas um acervo legitimado por sua trajetória crítica e institucional. Essa origem qualificada reforça o posicionamento da mostra também no campo do colecionismo e do investimento, onde procedência, histórico expositivo e bibliografia são vetores centrais de valorização.

Ao longo de décadas, a exposição revela que a jornada artística no Brasil parte de uma construção histórica que evolui da representação à abstração, da forma ao conceito, do objeto à experiência. O que permanece constante é a capacidade dessas obras de redefinir parâmetros e estabelecer novos referenciais de excelência.


Serviço

Exposição Arte Brasileira Uma Seleção

Curadoria: Ricardo Camargo

Período da exposição e vendas: 6 de abril a 29 de maio de 2026

Dias e horários de visitação: segunda a sexta, das 10h às 19h.

Local: Galeria Berenice Arvani

Endereço: Rua Oscar Freire, 540, Jardins, São Paulo (SP)

Telefone: (11) 3082-1927

Site: www.galeriaberenicearvani.com

Instagram: @galeriaberenicearvani

Programação Paralela à SP–Arte 2026