terça-feira, 24 de março de 2026

Centro de Memória do Circo recebe programação especial na Semana do Circo em São Paulo


Espaço reúne espetáculos, oficina e apresentações gratuitas entre 24 e 30 de março
 

São Paulo, março de 2026 - A Prefeitura de São Paulo promove até o dia 30 de março a Semana do Circo, uma programação gratuita que leva atividades circenses a diferentes pontos da cidade. Promovida por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa, as atividades tomam conta de espaços emblemáticos da cidade.
 

Como destaque, o Centro de Memória do Circo, espaço dedicado à preservação dessa linguagem artística, apresenta uma agenda especial com visitas guiadas, oficinas e espetáculos.“Essa é uma programação pensada para todas as idades, que convida o público a vivenciar o universo do circo, além de ser uma forma de valorizar os artistas circenses” afirma o Secretário Municipal de Cultura e Economia Criativa, Totó Parente.
 

As atividades no espaço começam nesta terça (24), com workshop de malabarismo conduzido pela Circart Escola de Circo. A ação é para toda família e acontece em três horários, às 11h, 14h e 16h. No mesmo dia, às 15h, o espaço recebe uma visita guiada conduzida pelas palhaças Tunina, Meleca e Pira, da Cia Dela Só, que guiam o público pelas exposições do Memorial do Circo.
 

Na quarta-feira (25), às 16h, o espetáculo teatral A Espetacular Volta ao Mundo, da Cia. Bella Dona, convida o público a embarcar em uma viagem cheia de fantasia ao lado dos palhaços Belinha e Kilometro. Entre acrobacias e telepatia, a dupla apresenta personagens de terras distantes com habilidades inusitadas, que reúne humor, imaginação e interação com a plateia.
 

Já na quinta-feira (26), às 14h, o espetáculo “Viva”, do Palhaço Mixuruca. Sozinho em cena após a partida de sua trupe, o palhaço carismático assume todos os papéis de um circo completo, de mágico ao equilibrista. A apresentação interativa acontece dentro de um cirquinho montado no local, especialmente para a ocasião.
 

O Dia do Circo, celebrado em 27 de março, será celebrado com o clássico cortejo circense do Largo do Paissandu, às 16h. Na sequência, às 17h, acontece o espetáculo Circo de Variedades, do coletivo Clownbaret, que reúne diferentes linguagens em um grande show com música ao vivo.
 

A programação segue no sábado (28), às 13h, com O Circo Mambembe do Rogério Piva: A Vida de Um Saltimbanco, a atividade tem um palco diferente, um fusca charmoso que dá vida a um espetáculo poético e itinerante.

Encerrando a programação, na segunda-feira (30), as atividades começam às 11h com a Varieté de Circo, que homenageia o palhaço Piolin; às 14h com o tradicional Picadeiro Aberto, que reúne artistas circenses e de rua; e finaliza às 16h com o Cabaré 60+, espetáculo que celebra a trajetória de artistas da melhor idade e inclui bate-papo com o público.
 

A programação integra a Semana do Circo da cidade, que celebra o Dia do Circo com atividades em mais de 15 equipamentos culturais municipais, valorizando a diversidade e a tradição da arte circense.


O Centro de Memória do Circo

O Centro de Memória do Circo (CMC) é a primeira instituição da América Latina dedicada exclusivamente à preservação e difusão da cultura circense. Localizado no Largo do Paissandu, um dos principais marcos históricos do circo brasileiro, o espaço foi fundado em 2009 com a missão de reunir, preservar e pesquisar esta linguagem.
 

Dentro do espaço, as atividades são organizadas em quatro núcleos integrados: Acervo, Formação, Difusão e Pesquisa. O núcleo de Acervo é responsável pela conservação do patrimônio museológico da instituição. Já o de Formação promove cursos, palestras e oficinas, com destaque para iniciativas como o Saberes do Circo e o programa Sou de Circo. O núcleo de Difusão compartilha o acervo e os conhecimentos produzidos por meio de exposições, publicações, leituras, espetáculos e cortejos. Por fim, o núcleo de Pesquisa sustenta e articula as demais frentes, contribuindo para o aprofundamento e a continuidade das ações.
 

Confira mais informações: Link


Serviço

Semana do Circo no Centro de Memória do Circo


Gratuito | Livre para todos os públicos

Vivência de Malabares (Circart Escola de Circo)
24 de março (terça-feira) - 11h, 14h e 16h

Visita Mediada (Cia Dela Só)
24 de março (terça-feira) - 15h
A espetacular volta ao mundo (Cia. Bella Dona)
25 de março (quarta-feira) - 16h
“Viva” — Palhaço Mixuruca
26 de março (quinta-feira) - 14h
Cortejo Dia do Circo
27 de março (sexta-feira) - 16h
Circo de Variedades (Clownbaret)
27 de março (sexta-feira) - 17h

O Circo Mambembe do Rogério Piva: A Vida de Um Saltimbanco
28 de março (sábado) - 13h

Varieté de Circo
30 de março (segunda-feira) - 11h
Picadeiro Aberto
30 de março (segunda-feira) - 14h

Cabaré 60+
30 de março (segunda-feira) - 16h
 

Sobre a Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa
A Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa (SMC) de São Paulo, fundada em 1935 como Departamento de Cultura e Recreação, promove a cultura e impulsiona a economia criativa da cidade. Com mais de 90 anos de atuação, valoriza a diversidade cultural, preserva patrimônios e forma profissionais para a indústria criativa. Com uma rede abrangente, a SMC administra 13 Centros Culturais, 7 Teatros Municipais, 21 Casas de Cultura, 2 museus (sendo o Museu da Cidade de São Paulo - composto de 13 unidades - e o Museu das Culturas Brasileiras em fase de obras), 54 Bibliotecas de Bairro, 15 Pontos de Leitura e 15 Bosques de Leitura, 6 EMIAs (Escolas Municipais de Iniciação Artística) e 3 unidades da Rede Daora - Estúdios Criativos das Juventudes. A SMC ainda atende 104 equipamentos de cultura e CEUs por meio do PIAPI (Programa de Iniciação Artística para a Primeira Infância), PIÁ (Programa de Iniciação Artística) e Programa Vocacional.

 

Informações à imprensa
Suzane Rodrigues | Camila Quaresma | Gabriella Capuano | Marcelo Lustosa | Giovanna Leite
Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa

smcimprensa@prefeitura.sp.gov.br 

sexta-feira, 20 de março de 2026

Contista João Carrascoza divulga livro em São Paulo na nova edição do "Encontro com os Escritores"

Equipe de Arte / Editora Unesp e ACI Unesp

Evento vai marcar o lançamento da obra ficcional "Angelim"; série de debates na Biblioteca Mário de Andrade é promovida pela Editora Unesp e tem entrada gratuita

A série "Encontro com os Escritores" vai receber em 26 de março, próxima quinta-feira, o contista João Anzanello Carrascoza para um bate-papo com o público no auditório da Biblioteca Mário de Andrade, na região central da capital. No evento, vai ocorrer o lançamento do livro "Angelim", obra mais recente do escritor, com uma sessão de autógrafos ao final.

Promovida pela Universidade do Livro (Unil) da Fundação Editora da Unesp, em parceria com a Assessoria de Comunicação e Imprensa (ACI) da Unesp e a Biblioteca Municipal Mário de Andrade, a série "Encontro com os Escritores" tem como objetivo aproximar leitores e autores em um diálogo direto, oferecendo ao público a oportunidade de conhecer de perto escritores de destaque e de explorar o percurso criativo e as influências literárias deles.

O encontro, que será mediado pelo jornalista Manuel da Costa Pinto, tem entrada gratuita e inscrições prévias podem ser feitas pelo site da Editora Unesp. A capacidade do auditório é de cerca de 200 lugares. A obra ficcional "Angelim", de Carrascoza, narra a história de um menino com vidência, capaz de enxergar passado, presente e futuro, e o impacto disso em seu entorno.

Carrascoza nasceu na cidade de Cravinhos, interior de São Paulo, em 1962. De ascendência espanhola e italiana, é um dos contistas contemporâneos de destaque na literatura brasileira, considerado uma das revelações da ficção nacional. É professor na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) e na Escola Superior de Propaganda & Marketing (ESPM), coordenando pesquisas sobre a interface entre publicidade e literatura. 

É autor dos romances "O céu implacável" e "Trilogia do adeus", dos livros de contos "Aquela água toda" e "Tramas de meninos", entre outros,. Suas histórias foram traduzidas para o bengali, croata, espanhol, francês, inglês, italiano, sueco e tâmil. Recebeu os prêmios Candango, Radio France e White Ravens, três vezes o Jabuti, quatro vezes o prêmio da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, tornando-se "hors-concours", três vezes o prêmio da Fundação Biblioteca Nacional, e os prêmios da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) e da Cátedra Unesco.

SERVIÇO
Encontro com os Escritores recebe João Anzanello Carrascoza
Entrada gratuita
Lançamento do livro "Angelim"
Mediação: Manuel da Costa Pinto
Data: 26 de março de 2026 (quinta-feira)
Horário: das 19h às 21h
Local: Auditório da Biblioteca Municipal Mário de Andrade
Endereço: Rua da Consolação, 94, região central de São Paulo (SP)
Metrô: Anhangabaú (linha vermelha) e República (linhas vermelha e amarela)

Inscrições prévias: clique neste hiperlink. 

quinta-feira, 19 de março de 2026

Orquestra Ouro Preto convida Túlio Mourão para celebrar a Alma Mineira

Concerto com ex-Mutante tem apresentação única no dia 12 de abril, no Sesc Palladium

Alguns encontros parecem ser inevitáveis. Como se uma afinidade profunda aproximasse as duas partes em um flerte estético e afetivo que, em algum momento, iriam se unir. Conexão dessas do tipo queijo com goiabada, frango com quiabo, costelinha com feijão tropeiro: sozinho é bom, mas quando junta, aí é que o trem fica melhor ainda. A união entre o pianista e compositor mineiro Túlio Mourão e a Orquestra Ouro Preto traz esse sabor especial na estreia da temporada 2026 da série Alma Mineira, projeto que celebra a riqueza e a pluralidade da música produzida em Minas Gerais. A apresentação acontece no dia 12 de abril, às 11h, no Grande Teatro do Sesc Palladium.

Com uma trajetória marcada pela liberdade estética e pelo diálogo entre diferentes universos sonoros, Túlio Mourão chega a esse encontro trazendo consigo mais de cinco décadas de música. Nascido em Divinópolis, o pianista construiu uma carreira singular como compositor, arranjador e criador de trilhas sonoras premiadas para o cinema, além de parcerias e colaborações com nomes centrais da música brasileira, como Milton Nascimento, Maria Bethânia e Chico Buarque. Também integrou a fase progressiva da banda Os Mutantes e manteve vínculos com o universo criativo do Clube da Esquina.

Para Mourão, este encontro com a formação mineira carrega também uma dimensão afetiva. “Eu sempre fui um grande admirador da Orquestra Ouro Preto”, afirma o compositor. “Sempre defendi que as orquestras precisam estar atentas e cumprir com eficiência e qualidade sua interface com a comunidade, respondendo demandas, atendendo expectativas e elaborando seu perfil social com o rigor que entrega seu brilhante conteúdo artístico”, afirma.

Essa admiração vem de longa data. O músico relembra que, quando colaborou com a curadoria do festival Tudo é Jazz, em Ouro Preto, convidou a orquestra nascida na cidade histórica para apresentar o projeto “Latinidade”, experiência que reforçou sua percepção sobre o papel da formação mineira no cenário cultural. Agora, o reencontro ganha novo significado.

“Fico muito feliz e também muito motivado entendendo a oportunidade rara de compartilhar aspectos da minha carreira, com destaque para o autoral instrumental em diversificadas formações. Considero a escrita orquestral uma das mais ricas e gratificantes experiências do ofício de músico”, diz Mourão.

No concerto, o repertório percorre diferentes momentos de sua produção. Canções, temas instrumentais e trilhas de cinema compõem um mosaico que reflete a diversidade de sua obra, incluindo temas associados a filmes como “Moças de Fino Trato”, “O Vestido” e “O Viajante”. “O repertório procura pacificar a, às vezes, conflituosa diversidade que marca minha carreira”, explica o artista. “Ali aparecem canções orquestradas, parcerias com Milton Nascimento, temas registrados em CDs instrumentais, peças orquestrais e trilhas de filmes”, adianta.

Para o compositor, o contexto orquestral envolve um misto de desafio e revelação artística. “Ele atende a uma demanda interior das mais legítimas, até de uma certa urgência. Desde o começo da carreira, percebi que o mercado responde melhor a artistas com um perfil mais claro, como gavetas metafóricas. Mas também me dei conta de que somos mais felizes quando não negamos nossa diversidade interior.”

Essa visão plural dialoga diretamente com o espírito da própria Orquestra Ouro Preto e da série Alma Mineira, concebida para revisitar e celebrar os múltiplos caminhos da música produzida no Estado. O maestro Rodrigo Toffolo vê o projeto como uma forma de reafirmar a identidade cultural mineira por meio da música.

“É um projeto que busca revelar a força criativa desse território e mostrar como a música mineira dialoga com o mundo sem perder sua essência. Receber Túlio Mourão nesse contexto é reconhecer um artista que representa exatamente essa riqueza de caminhos.”

No palco, a soma dessas trajetórias promete uma espécie de retrato sonoro da sensibilidade mineira, em uma experiência compartilhada. “Também vai encontrar um músico fazendo o que mais gosta: compartilhar sua criação com outros grandes músicos e fechar com a plateia um circuito de magia que reúne transcendência, verdade e sonho, que só o palco faz acontecer”, promete o músico.

Serviço

Orquestra Ouro Preto convida Túlio Mourão na série Alma Mineira

Data: 12 de abril, domingo

Horário: 11 horas

Local: Grande Teatro do Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro 1046, Centro – BH)

Ingressos: a preços populares(R$15 e R$30), no site Sympla ou na bilheteria do teatro

Informações: www.orquestraouropreto.com.br

quarta-feira, 18 de março de 2026

'Amália', lançamento da Maralto Edições, celebra a sabedoria das plantas e o protagonismo feminino

Obra ilustrada exalta a memória e a relação entre natureza e ancestralidade

A Maralto Edições lança, neste mês de março, Amália, uma obra da escritora e roteirista Roberta Malta que acompanha a trajetória de uma personagem cuja vida se entrelaça à sabedoria das plantas.

Com ilustrações de Johanna Thomé de Souza, o livro revela como folhas, raízes e sementes guardam memórias, gestos de cuidado e caminhos de cura.

A ideia da obra nasceu de um desejo antigo da autora. Roberta Malta conta que sua convivência com a avó, que mantinha um quintal cheio de plantas e era referência para ensinar seus nomes e usos, foi decisiva para a construção do livro. “No começo achei que seria um romance. Fiz a genealogia de uma personagem a partir de uma linhagem que conectava toda sua ancestralidade com as plantas e seus sentidos”, revela.

A mudança de formato surgiu durante uma releitura de Cem anos de solidão, de Gabriel García Márquez. Segundo a autora, foi a frase “O mundo era tão recente que muitas coisas careciam de nome, e para mencioná-las era preciso apontar com o dedo”, somada a um momento de imersão na linguagem elíptica e silenciosa dos livros ilustrados, que a levou a pensar em contar a história dessa forma, em que o único texto é o nome da planta.

Em Amália, cada planta ocupa um lugar simbólico na história: do alecrim que abre caminhos ao boldo que cura, da lavanda que acalma à arruda que protege. Ao longo das páginas, palavras e imagens celebram a delicadeza e a força de uma mulher que aprende com o ritmo da natureza sobre persistência, renovação e cuidado. Entre dor e alívio, corpo e terra, visível e sagrado, o livro cultiva um jardim que convida o leitor à transformação.

A dimensão espiritual também atravessa a narrativa. Para a autora, o sagrado e o cotidiano caminham juntos. “As plantas são assim: terrenas e etéreas ao mesmo tempo, inevitavelmente ligadas à cura e à espiritualidade em inúmeras tradições. Acredito que foram elas que trouxeram essa dimensão para o livro”, afirma.

Amália foi inspirada em uma mulher negra real, de quem a autora costumava comprar plantas no Largo do Machado, no bairro do Catete, no Rio de Janeiro. Ao trazer esse protagonismo, o livro também reforça a importância de ampliar a presença negra na literatura, nas artes e nos espaços públicos desde a infância.

As ilustrações de Johanna reforçam a atmosfera sensorial da narrativa. Os esboços iniciais foram feitos com pincel e nanquim, e cada página foi pintada à mão com guache. Já os elementos da capa, flores, folhas e estampas, foram criados separadamente e depois reunidos em uma colagem digital.

Mais do que contar uma história, Amália convida o leitor a uma experiência sensível de encontro com a natureza, a memória e o cuidado. “Se não for pedir muito, espero tudo o que a leitura pode proporcionar: encontro, introspecção, acolhimento, conversas, colo, elaborações, ideias, curiosidade e abertura”, finaliza Roberta Malta.

A obra está disponível nos canais de venda da editora e em livrarias parceiras. Ela também integra o Programa de Formação Leitora Maralto, iniciativa voltada para escolas de todo o país.

Sobre a autora

Roberta Malta é escritora, pesquisadora e facilitadora de processos criativos com a palavra. Formada em Letras e especialista em Literatura Infantojuvenil pela Universidade Federal Fluminense (UFF), atualmente pesquisa meninas e suas escritas em seu doutorado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Entre seus livros publicados estão Senhora incerteza (2019), Meus mais velhos (2020) e Loba (2023, selecionado para o catálogo White Ravens 2024).

Sobre a ilustradora

Johanna Thomé de Souza é artista franco-brasileira. Estudou Design de Comunicação e Artes do Livro na École Estienne e nos ateliês da Beaux-Arts de Paris. Desenha para mídias diversas, como jornais, revistas e livros. Entre seus livros ilustrados estão Sovacos (2022) e Em busca do famoso peixarinho (2023).

Amália

Editora: Maralto Edições

Autora: Roberta Malta

Ilustrações: Johanna Thomé de Souza

Páginas: 48

Preço: R$ 87,00

Vendas: https://loja.maralto.com.br

Lançamento

Data: 28/03/2026 às 16h

Local: Livraria Janela

Gen. Glicério, 324 – Laranjeiras, Rio de Janeiro – RJ,

terça-feira, 17 de março de 2026

Luiz Antonio Simas lança obra sobre a trajetória de São Jorge na formação cultural do Brasil


Livro revela como o santo guerreiro atravessou séculos de repressão, reinvenções e misturas culturais até se tornar um dos símbolos mais potentes da fé brasileira

 

Cultuado por católicos, ortodoxos, anglicanos e até

muçulmanos, São Jorge atravessa séculos como uma das figuras mais populares e simbólicas da devoção universal. No Brasil, sua presença rompe fronteiras religiosas: o santo guerreiro desce dos altares para habitar esquinas, botequins e terreiros, sintetizando a mistura entre água benta, dendê e axé que marca a formação cultural do país.

 

Em São Jorge: O santo do povo e o povo do santo, livro que chega às lojas pela Editora Planeta, o historiador Luiz Antonio Simas reconstrói a trajetória de resistência dessa devoção que sobreviveu a desconfianças da Igreja e diversas tentativas de apagamento. O autor mostra como, ao longo do tempo, São Jorge se tornou um símbolo essencial do cristianismo popular brasileiro — um santo moldado menos pelas instituições e mais pela força do povo, suas histórias, ritos e afetos.

 

Ao narrar a saga do cavaleiro e seu famoso dragão — que assume, dependendo da época, o rosto do inimigo de guerra, do custo de vida ou das angústias cotidianas — Simas revela um personagem que se reinventa de acordo com as necessidades e medos coletivos. Padroeiro de cidades, nações e arquibancadas, ele transita entre o sagrado e o profano, entre altares e festas, encarnando coragem, justiça e resistência.

 

Mais que a biografia de um santo, o livro apresenta a aventura humana por trás dessa devoção que se espalha pelas noites de lua cheia e pelas esquinas suburbanas. Para Simas, São Jorge é o santo do perrengue, do aperto e do improviso — talvez por isso um dos maiores representantes do espírito brasileiro. Seu maior milagre, sugere o autor, é manifestar o divino como pura humanidade.

 

FICHA TÉCNICA

Título: São Jorge: O santo do povo e o povo do santo

Autor: Luiz Antonio Simas

ISBN: 9788542240603

112 páginas

R$ 49,90

Editora Planeta

 

SOBRE O AUTOR

Luiz Antonio Simas é escritor, professor, historiador e mestre em história social pela UFRJ. Tem mais de 30 livros publicados. Recebeu o Prêmio Jabuti de Livro do Ano de Não Ficção 2016 com Dicionário da história social do samba, que escreveu em parceria com Nei Lopes. Foi finalista do mesmo prêmio em outras três ocasiões. Este é seu primeiro livro pela Editora Planeta.

 

SOBRE A EDITORA

Fundado há 70 anos em Barcelona, o Grupo Planeta é um dos maiores conglomerados editoriais do mundo, além de uma das maiores corporações de comunicação e educação do cenário global. A Editora Planeta, criada em 2003, é o braço brasileiro do Grupo Planeta. Com mais de 1.500 livros publicados, a Planeta Brasil conta com nove selos editoriais, que abrangem o melhor dos gêneros de ficção e não ficção: Planeta, Crítica, Tusquets, Paidós, Planeta Minotauro, Planeta Estratégia, Outro Planeta, Academia e Essência.

segunda-feira, 16 de março de 2026

Instituto Olga Kos lança livro sobre a trajetória de Claudio Tozzi, um dos nomes mais relevantes da arte brasileira contemporânea

Evento acontece no próximo dia 19 de março, na sede da Associação Paulista de Medicina, em São Paulo

São Paulo, março de 2026 - No próximo dia 19 de março, o Instituto Olga Kos realiza o lançamento do livro “Claudio Tozzi. No limiar da imagem – da retícula à arena pública”. O evento acontece, a partir das 17h, na sede da Associação Paulista de Medicina (APM), em São Paulo.

O livro estrutura-se em quatro ensaios visuais que abrem uma generosa perspectiva crítica da obra do artista: uma perspectiva histórica, desde suas primeiras iniciativas na figuração; um caminhar pelo signo-objeto parafuso(s); uma sequência gráfica, que chamamos de interferências e afins, em que os temas da paisagem e do meio ambiente, ilustram sua escolha radicalmente mais conceitual nos anos 1970; e, por fim, uma percepção mais construtiva, formal e projetiva de sua produção, que desemboca no espaço público. Cada uma dessas partes é interdependente, mas elas não seguem uma ordem cronológica, muito menos precisam ser vistas de maneira sequencial. O caminho a ser seguido é escolha do leitor.

O lançamento da publicação faz parte de um calendário de eventos que se iniciou em 9 de março, quando foi inaugurada a exposição “Geometrias da Urgência: Derivas com Claudio Tozzi”, na própria sede da APM, e que fica em cartaz até o dia 27 de março. A exposição - apresentada por Bradesco Seguros, apoiado pelo Instituto Olga Kos e com a realização da DeArte Promoções e do Ministério da Cultura - reúne 41 obras, sendo 32 do artista e 9 produzidas por participantes das oficinas de artes visuais do Olga. Entre as técnicas apresentadas estão serigrafia, acrílica sobre tela e placa, gravura em metal, escultura em aço cromado e granito, além de trabalhos em técnicas mistas.

Claudio Tozzi também autografou 12 peças, intituladas Parafuso, com exclusividade para o Instituto Olga Kos. A série limitada estará à venda no dia do lançamento do livro.

Para o presidente do Olga, Wolf Kos, o apoio representa um momento significativo para a instituição: “É uma grande satisfação participar deste projeto com Claudio Tozzi, um artista cuja trajetória dialoga profundamente com questões sociais, políticas e urbanas. Sua obra nos provoca a olhar o mundo com senso crítico e sensibilidade. Promover esta exposição e lançar este livro reafirma o compromisso do Olga com a democratização do acesso à arte e com a construção de uma sociedade mais plural e inclusiva.”

A exposição e o lançamento do livro consolidam um encontro entre arte, reflexão e acessibilidade, convidando o público a atravessar imagens que desafiam a passividade e reafirmam o papel transformador da prática artística.

SERVIÇO

Lançamento Livro “Claudio Tozzi. No limiar da imagem – da retícula à arena pública”

Data: 19 de março, das 17h às 21h.

Exposição: Geometrias da Urgência: Derivas com Claudio Tozzi

Período para visitação: de 9 a 27 de março - Segunda a Sexta-feira, das 10h às 18h

Local: Associação Paulista de Medicina

Endereço: Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 278 - Bela Vista, São Paulo

Entrada: Gratuita

Sobre o Instituto Olga Kos

Fundado há 19 anos, o Instituto Olga Kos (IOK) é uma organização sem fins lucrativos, qualificada como Oscip pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Desenvolve projetos artísticos, esportivos e científicos voltados a pessoas com deficiência e em situação de vulnerabilidade social, promovendo inclusão, diversidade e acesso à cultura.

Sobre o Circuito Cultural Bradesco Seguros

Manter uma política de incentivo à cultura faz parte do compromisso do Grupo Bradesco Seguros considerando a cultura como ativo para o desenvolvimento dos capitais do conhecimento e do convívio social. Nesse sentido, o Circuito Cultural Bradesco Seguros se orgulha de ter patrocinado e apoiado, nos últimos anos, em diversas regiões do Brasil, projetos nas áreas de música, dança, artes plásticas, teatro, literatura e exposições, além de outras manifestações artísticas. Dentre as atrações incentivadas destacam-se os musicais “Bibi – Uma vida em musical”, “Bem Sertanejo”, “Les Misérables”, “70 – Década do Divino Maravilhoso”, “Cinderela”, “O Fantasma da Ópera”, “A Cor Púrpura” e “Concerto para Dois”, além da “Série Dell'Arte Concertos Internacionais” e a exposição “Mickey 90 Anos”.

Informações: www.bradescoseguros.com.br/circuito_cultural 

sábado, 14 de março de 2026

Falta de mediação de leitura na infância impulsiona editoras a investir em experiências interativas

Apesar dos avanços nas políticas públicas brasileiras, só 45% das turmas nas escolas têm leitura mediada no país

Apesar de ser prioridade nas políticas públicas, a garantia do acesso à leitura na primeira infância ainda apresenta deficiências. Segundo a pesquisa Avaliação da Qualidade da Educação Infantil: um retrato pós-BNCC, realizada entre 2021 e 2022 pela Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, em conjunto com outras entidades, apenas 45% das turmas de Educação Infantil no Brasil realizam leitura mediada — sendo 5% sem foco pedagógico.

Os dados da pesquisa também mostram que, embora 83% das unidades de Educação Infantil do país possuam livros de histórias, apenas 10% oferecem acesso livre às crianças. Além disso, 39% das turmas de creches e pré-escolas não incluem atividades literárias na rotina, e somente 27% promovem momentos de leitura compartilhada. Os números apontam que possuir acervo não garante, necessariamente, o acesso efetivo à leitura, considerada essencial para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social na primeira infância.

Nesse contexto, editoras passaram a investir em novos formatos para despertar o interesse infantil pela leitura. A integração entre o livro físico e o ambiente digital é uma das estratégias adotadas para tornar a experiência mais atrativa e apoiar pais e professores na mediação. A Bom Bom Book’s, especializada em literatura infantil e infantojuvenil, por exemplo, incorpora recursos como audiobooks, jogos educativos e manuais de mediação acessados por QR Code em suas coleções.

“Buscamos despertar o interesse das crianças pelo universo da literatura e oferecer ferramentas que ajudem pais e educadores a transformar a leitura em uma experiência prazerosa”, afirma Jéssica Bruin, CEO da editora e complementa: “O contato com a leitura desde cedo amplia significativamente o repertório das crianças, fortalece as conexões cerebrais, estimula a imaginação e, ao mesmo tempo, cria vínculos afetivos que fazem com que elas se sintam mais seguras, acolhidas e preparadas para o futuro.” A Bom Bom Book’s acaba de lançar a coleção O que cabe no meu mundo & O Pequeno Príncipe, inspirada no clássico de Antoine de Saint-Exupéry, O Pequeno Príncipe.

A coleção é um crossover literário entre personagens da série O que cabe no meu mundo, criada pela editora, e o universo do clássico de Antoine de Saint-Exupéry. Ao longo de 10 volumes, os personagens brasileiros embarcam em uma jornada simbólica que revisita temas como amizade, frustração, responsabilidade, empatia e amadurecimento emocional. Composta por 10 volumes, a obra foi desenvolvida para apoiar adultos na condução da leitura e torná-la mais envolvente para as novas gerações.

Especialistas e iniciativas públicas e privadas convergem no mesmo ponto: mais do que disponibilizar livros, é fundamental garantir acesso, mediação qualificada e experiências que fortaleçam o vínculo das crianças com a literatura. Nesse cenário, iniciativas que combinam conteúdo literário e recursos interativos ganham relevância ao contribuir para ampliar o interesse pela leitura e apoiar a formação de novos leitores desde os primeiros anos de vida.

Sobre a Bom Bom Book’s
A Bom Bom Book’s é uma editora brasileira especializada em literatura infantil e infantojuvenil, com sede no Guarujá (SP) e produção internacional na China. Fundada oficialmente em 2015, em Belo Horizonte, a marca nasceu da experiência familiar no mercado editorial desde a década de 1980. Seus livros são vendidos em 72 países, traduzidos para sete idiomas e utilizados em escolas e programas educativos em todo o mundo. A editora é reconhecida por seu catálogo de obras com curadoria especializada e foco em temas como educação emocional, sustentabilidade, diversidade e desenvolvimento cognitivo infantil.

quinta-feira, 12 de março de 2026

100 anos de filme: Mostra no CCSP traz experiência do cinema analógico

Programação gratuita exibe clássicos em 16 mm e sessão especial de A General com trilha ao vivo do pianista Tony Berchmans


São Paulo, março de 2026 - Entre os dias 11 e 22 de março mais uma edição da mostra “100 Anos de Filme”, que exibe clássicos do cinema em película 16 mm. O Festival acontece no Centro Cultural São Paulo e reúne títulos de diferentes gêneros e épocas em projeções analógicas. O evento, gratuito, é promovido pela Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa por meio do CCSP, em parceria com o Cine 16.

Realizada desde 2022,a iniciativa celebra obras que marcaram a história do cinema e que completam um século de existência. A curadoria reúne produções de diferentes estilos, reforçando a diversidade estética e narrativa que ajudou a consolidar a linguagem cinematográfica ao longo do século 20.
 

A mostra se destaca pelo formato de exibição em 16 mm, tecnologia criada em 1920 que se tornou fundamental para a circulação de filmes fora do circuito comercial. Muito utilizado por cineclubes, escolas de cinema e festivais, esse tipo de projeção contribuiu para a formação de gerações de cinéfilos e realizadores.
 

Um dos principais destaques da mostra acontece no dia 20 de março, às 20h, na Praça das Bibliotecas, com uma sessão especial Cinepiano do clássico “A General” (1926). Considerado uma das maiores produções do cinema mudo, o filme estrelado por Buster Keaton será exibido com participação ao vivo do pianista Tony Berchmans, recriando a atmosfera das primeiras salas de cinema, quando músicos executavam trilhas ao vivo durante as projeções.
 

A programação também reúne títulos marcantes de diferentes gêneros, como por exemplo: “Mary Poppins”, clássico musical estrelado por Julie Andrews, que será exibido nos dias 12 de março, às 19h30, e 17 de março, às 16h30, “O Morro dos Ventos Uivantes”, adaptação do romance de Emily Brontë que se tornou referência no melodrama romântico do cinema, no dia 11 de março, às 17h, e no dia 21 de março, às 19h30. A seleção inclui ainda “Django Livre”, de Quentin Tarantino, releitura contemporânea do western, com sessões no dia 18 de março, às 19h, e no dia 22 de março, às 16h.
 

Todos os filmes são gratuitos, com necessidade de retirada de ingressos na bilheteria física do CCSP, 1h antes de cada sessão. Verifique a classificação indicativa do filme escolhido e data/horário de cada sessão no site oficial: Link
 

Serviço

Mostra 100 Anos de Filme

11 a 22 de março

Centro Cultural São Paulo – Praça das Bibliotecas e Sala Circuito Spcine – Lima Barreto

Gratuito - Retirada de ingressos na bilheteria física do CCSP, 1 hora antes de cada sessão
 

Sobre a Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa
A Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa (SMC) de São Paulo, fundada em 1935 como Departamento de Cultura e Recreação, promove a cultura e impulsiona a economia criativa da cidade. Com mais de 90 anos de atuação, valoriza a diversidade cultural, preserva patrimônios e forma profissionais para a indústria criativa. Com uma rede abrangente, a SMC administra 13 Centros Culturais, 7 Teatros Municipais, 21 Casas de Cultura, 2 museus (sendo o Museu da Cidade de São Paulo - composto de 13 unidades - e o Museu das Culturas Brasileiras em fase de obras), 54 Bibliotecas de Bairro, 15 Pontos de Leitura e 15 Bosques de Leitura, 6 EMIAs (Escolas Municipais de Iniciação Artística) e 3 unidades da Rede Daora - Estúdios Criativos das Juventudes. A SMC ainda atende 104 equipamentos de cultura e CEUs por meio do PIAPI (Programa de Iniciação Artística para a Primeira Infância), PIÁ (Programa de Iniciação Artística) e Programa Vocacional.

terça-feira, 10 de março de 2026

"La Petite Charlotte": Livro que revive a infância de uma menina judia sob o regime nazista mistura sofrimento e ternura

Divulgação

La Petite Charlotte: Memórias de dor e Raízes de amor, chega ao público no dia 7 de abril, como um relato comovente e íntimo sobre a infância vulnerável de uma menina judia durante a Segunda Guerra Mundial. Distanciando-se de uma narrativa puramente documental, o livro privilegia a delicadeza e a humanidade, transformando a tragédia em um testemunho pessoal e profundamente emocional

“O esconderijo era um quartinho minúsculo, quase sufocante em termos de tamanho e simplicidade, com apenas uma pequena janela que dava para a rua, com as venezianas sempre fechadas. O mundo lá fora era uma ameaça constante. Havia uma cama, uma mesa e uma boca de fogão elétrico, onde minha avó esquentava vinho e misturava com água para que minha mãe bebesse nas noites frias. Era ali, nesse vão de luz e sombras, que elas encontraram uma conexão com o mundo”.

Essas e outras histórias foram guardadas em um silêncio que atravessou décadas e deixou marcas profundas em Charlotte Goldsztajn Wolosker, que vivenciou as dores do Holocausto e reconstruiu a vida a partir do amor, da resiliência e da capacidade de recomeçar. Nos últimos anos, ao ser indagada pelo neto sobre como foi a história durante esse período tão difícil, ela decidiu romper as barreiras internas e compartilhar a vivência que teve na infância. Tais esses relatos fazem parte do livro La Petite Charlotte (editora Integrare), que será  lançado dia 07 de abril, no mercado brasileiro.

Silvia Wolosker Levi, filha de Charlotte, conta que a motivação para escrever o livro partiu inicialmente da urgência em registrar as memórias da mãe como legado, desnudando as situações desafiadoras que teve que enfrentar para continuar viva e permitindo o acesso às futuras gerações da família. Mas ela percebeu que poderia ir além e transformou seus manuscritos em uma obra cheia de emoção. “É um relato feito com uma linguagem simples, com a filha contando a trajetória da mãe com um estilo que também traduz a presença de mulheres importantes que criaram uma rede invisível que a esconderam, alimentaram e a protegem”, afirma a autora.

A escritora carrega em sua história familiar as cicatrizes do Holocausto. Os pais e avós de Sílvia, todos de origem judaica, sobreviveram à Segunda Guerra Mundial por caminhos distintos, mas igualmente dramáticos. Charlotte, que nasceu em 1938, tinha apenas quatro anos quando foi arrancada dos braços da mãe em 1942, no auge das deportações de judeus na França ocupada. A salvação veio através da rede clandestina de proteção: primeiro abrigada em um convento, depois acolhida por uma família católica no interior francês que, mesmo já tendo filhos próprios, a recebeu com genuíno carinho e coragem - uma escolha que, à época, significava assumir grandes riscos.

Nesse mesmo período, o pai de Charlotte foi testemunha ocular dos horrores nos campos de concentração. Preso e posteriormente deportado pelos nazistas, passou pelo epicentro da máquina de extermínio, incluindo o mais famoso deles, Auschwitz, na Alemanha, onde mais de um milhão de judeus foram assassinados. Contra todas as probabilidades, ele não pereceu. Com a libertação dos campos em 1945, conseguiu finalmente reencontrar sua esposa e filha, reunindo os fragmentos de vidas despedaçadas pela barbárie.

Longas conversas, memórias difíceis

Silvia conta que o assunto nunca foi falado abertamente em sua família. “Tudo o que eu aprendi sobre aquele período foi nos livros e na escola, nunca na mesa de casa. A dor era um território interditado. No entanto, quando minha mãe se abriu para falar sobre o que ela passou, seus relatos me revelaram que a história dela não era apenas mais uma.  Era a trajetória de uma criança que precisou sobreviver sem infância, foi separada de seus pais sem a promessa de vê-los de volta e obrigada a apagar seu sobrenome de origem Goldsztajn, assumindo o sugestivo ‘Petite’ como identidade para que sua vida pudesse continuar ", conta.

Os relatos que constam em "La Petite Charlotte" foram colhidos durante diversas conversas entre mãe e filha e ocorreram ao longo de um ano e meio, em encontros em múltiplos dias da semana. “Nós falávamos por horas. Enquanto minha mãe alternava entre choros, silêncios e lembranças, eu escrevia.  Ela lia minhas anotações e se via diante de algo que ela nunca conseguiu nomear: a força que a manteve viva não era apenas um instinto de sobrevivência, mas sim amor e resiliência”.

Charlotte chegou ao Brasil após o fim da guerra, com cerca de 8 anos, junto com os pais. “Meus avós chegaram no país em busca de uma nova vida após terem passado por grandes dificuldades por conta da guerra. Minha mãe não falava uma palavra no idioma local, mas aos poucos eles conseguiram reconstruir a vida. Eles sempre foram pais excepcionais para ela, que transbordam amor, mesmo com tanta dificuldade vivida ao longo deste capítulo marcante da jornada”, ressalta Silvia. Essa fase de adaptação à realidade deles como imigrantes também é relatada no livro.

Memória: compromisso com o presente e futuro

Ao lançar “La Petite Charlotte", Silvia espera apenas não somente preservar a história de sua mãe. Almeja que o livro seja um lembrete poderoso para futuras gerações, em tempos de intolerância crescente no mundo. “Quero que o leitor também compreenda que o antissemitismo, o ódio e a perseguição não começam nos campos de concentração, mas sim no silêncio, na negação e na indiferença”, enfatiza.

Para ela, a obra é, acima de tudo, um gesto de amor, um ato de reparação e uma ponte entre gerações. “É uma prova de que, mesmo após décadas, a verdade encontra seu tempo para ser contada”, conclui.

Serviço:

Livro: La Petite Charlotte
Autora: Silvia Wolosker
Editora: Integrare
Número de páginas: 207
Preço: R$ 76,90

Onde encontrarLivraria Travessa 

segunda-feira, 9 de março de 2026

Novo livro de Junior Rostirola propõe jornada de cura emocional e espiritual

"A vida que você busca está na cura que você precisa" convida leitores a refletirem sobre feridas do passado, identidade e propósito à luz da fé

O escritor Junior Rostirola apresenta ao público seu mais novo lançamento, o livro A VIDA QUE VOCÊ BUSCA ESTÁ NA CURA QUE VOCÊ PRECISA, uma obra que conduz o leitor por uma jornada profunda de introspecção, restauração emocional e reencontro com o amor de Deus. 

Reconhecido por sua escrita sensível e por abordar temas que atravessam a experiência humana, o autor propõe nesta nova obra uma reflexão sobre feridas do passado, histórias não resolvidas e marcas emocionais que podem acompanhar uma pessoa por muitos anos. 

Ao longo das páginas, Rostirola convida o leitor a olhar com coragem para aquilo que muitas vezes foi evitado por tempo demais. A proposta do livro é revisitar experiências difíceis com uma nova perspectiva, permitindo que elas sejam compreendidas, tratadas e ressignificadas à luz da fé. 

Dividido em 13 capítulos, o livro reúne reflexões bíblicas acompanhadas de convites à introspecção. O conteúdo conduz o leitor a perceber como escolhas, comportamentos e relações ao longo da vida podem estar ligados a feridas emocionais ainda não curadas. 

Uma história pessoal que inspira a mensagem do livro

A obra também dialoga com uma experiência marcante da própria trajetória do autor. Junior Rostirola cresceu enfrentando a realidade de ser órfão de pai vivo, uma ausência que trouxe desafios e questionamentos ao longo de sua caminhada. 

Ao compartilhar reflexões sobre temas como identidade, propósito e cura interior, o autor apresenta uma perspectiva de restauração baseada no encontro com o amor do Pai celestial. 

Segundo Rostirola, muitas pessoas desejam viver algo novo, mas encontram dificuldade em avançar porque ainda carregam histórias que nunca foram devidamente tratadas. 

“A vida que buscamos muitas vezes começa quando temos coragem de olhar para dentro. Existem áreas da nossa história que precisam ser visitadas com sensibilidade, fé e honestidade. Quando permitimos que Deus toque essas feridas, algo novo começa a nascer”, afirma o autor. 

Entre os temas abordados na obra estão orfandade emocional, ressignificação do passado, tratamento de feridas interiores, reconciliação com a própria história e redescoberta do propósito de vida. 

Com uma narrativa acessível e profundamente humana, o livro apresenta uma mensagem central clara: o passado pode explicar parte da nossa história, mas não precisa determinar o nosso futuro. 

Pré-lançamento e evento de lançamento

O pré-lançamento da obra estará disponível a partir de 9 de março, no site oficial cafecomdeuspai.com, permitindo que leitores tenham acesso antecipado ao novo livro. 

O lançamento também será celebrado em um encontro especial no dia 8 de abril, em Itajaí, cidade natal do autor, reunindo leitores e convidados para uma noite de reflexão e compartilhamento da mensagem central da obra. 

 

 

Sobre o autor

Junior Rostirola é escritor best-seller, bacharel em Teologia e pós-graduado em Teologia Bíblica. É fundador do Instituto Junior Rostirola, organização responsável por projetos sociais desenvolvidos no Brasil e no exterior. 

Com uma trajetória marcada por superação e cuidado com pessoas, suas obras alcançam milhões de leitores e inspiram indivíduos a se reconectarem com Deus e a redescobrirem propósito e esperança em suas histórias. 

Casado com Michelle e pai de João Pedro e Isabella, Junior dedica sua vida a compartilhar mensagens que fortalecem a fé e apontam para o amor de Deus. 

PRÊMIO DESTERRO CONCEDERÁ BOLSAS DE ESTUDO, VIVÊNCIAS E INSCRIÇÕES NO BRASIL E EXTERIOR

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Já estão firmadas parcerias com eventos e instituições de dança de

São Paulo, Rio de Janeiro, Alemanha, Canadá, Estados Unidos, Inglaterra e Peru

 

 

Além da premiação em dinheiro, outra forma de contemplar artistas que se sobressaem no Prêmio Desterro – Festival de Dança de Florianópolis é a concessão de bolsas de estudo, vagas em audições, intercâmbios, inscrições, cursos e vivências, no Brasil e no exterior.

 

São oportunidades que facilitam e contribuem para a formação de bailarinos, coreógrafos e professores, bem como o progresso em suas carreiras profissionais, articuladas pelo diretor artístico do festival, Pavel Kazarian, com eventos e instituições nacionais e estrangeiras.

 

Para a 15ª edição do Prêmio Desterro, que será realizada de 12 a 17 de maio, estão firmadas até o momento as seguintes parcerias:

 

- Quatro bolsas (duas integrais e duas de 50%) para o Sanctuary of the Arts – Choreographic Ensemble Training Program, em Coral Gables, em Miami (EUA).

 

- Três bolsas (uma de 50%, uma de 30% e uma de 20%) para workshops e participação no espetáculo de encerramento do Dresden Summer Dance 2026, no Theaterhaus Rudi, em Dresden, na Alemanha.

 

- Duas bolsas de estágio no Ballet Schwerin, no Teatro de Schwerin, na Alemanha.

 

- Uma bolsa integral para o workshop internacional da The Flawless Academy, em Londres.

 

- Uma bolsa para o curso intensivo de verão na The Richmond Academy of Dance, em Richmond, no Canadá.

 

- Uma bolsa free pass para a competição de danças urbanas Dyus Kay Battle, em Lima, no Peru.

 

- Duas bolsas integrais para o curso de teatro musical da Teen Broadway by Maiza Tempesta, em São Paulo.

 

- Duas bolsas integrais para o programa Unique do 19° Congresso Internacional de Jazz Dance do Brasil, em 2027, em Indaiatuba (SP).

 

- Uma vivência na Focus Cia. de Dança, no Rio de Janeiro.

 

          O prazo de inscrição para o Prêmio Desterro – 15° Festival de Dança de Florianópolis, que terminaria nesta quinta-feira (12), foi prorrogado até o dia 16 de março. Podem participar bailarinos, grupos, escolas, academias e companhias de todo o Brasil e do exterior. O regulamento e demais informações estão no site www.premiodesterro.com.br.

 

 

Prêmio Desterro

Site: www.premiodesterro.com.br

Instagram: @premiodesterro 

sábado, 7 de março de 2026

Antiga sede da Telesp vira ponto de encontro da arte e do lazer brasileiro no Centro de São Paulo

Em celebração tripla, uma das pioneiras na valorização do design autoral e independente brasileiro, a Feira integra a programação da DW! Semana de Design de São Paulo e reúne expositores de diferentes regiões do país em uma edição especial

A Feira na Rosenbaum retorna à DW! Semana de Design de São Paulo em uma edição especial que celebra a criatividade autoral brasileira. O evento acontecerá de 7 a 12 de março, no prédio da antiga Telesp, o Edifício 7 de Abril, no centro da capital paulista. Com curadoria de Cris Miranda Rosenbaum e tendo como cofundador o arquiteto Marcelo Rosenbaum, a feira reúne mais de 80 expositores de diferentes segmentos, entre artesãos, ilustradores, estilistas, joalheiros e representantes de comunidades criativas tradicionais.

A escolha do edifício é simbólica. No eixo que conecta a Galeria Metrópole, o Boulevard São Luís e o Edifício Copan, o endereço se firma como   território  da  economia criativa. A ocupação reforça a ressignificação da região central. Reconhecida por revelar talentos e valorizar a produção autoral, a feira mantém sua essência de “ateliê aberto”, com processos e peças ao vivo em uma experiência que integra cenografia, arte e design.

Com o tema “Memórias”, a edição propõe refletir sobre identidade, ancestralidade e pertencimento, destacando a criatividade disruptiva como força para revisitar o passado e projetar novos caminhos para o design brasileiro. Esta edição também presta homenagem aos criadores que iniciaram suas trajetórias na Feira na Rosenbaum, ganharam projeção mundo afora e agora retornam ao evento após consolidarem suas carreiras. Será uma celebração coletiva dedicada aos parceiros, colaboradores e nomes que ajudaram a construir a história da feira ao longo dos anos.

Com 16 anos de história e passagens por diferentes cidades brasileiras, a Feira na Rosenbaum se consolidou como uma das pioneiras na valorização do design independente nacional. Ao longo dessa trajetória, o evento percorreu o país em busca de talentos e comunidades criativas, promovendo o encontro entre tradição e contemporaneidade e reforçando o design como expressão da alma brasileira.

“Nesta edição, queremos evidenciar o fazer. O design não nasce apenas na peça pronta. Ele está nos processos, nos erros, nas experimentações, nas ferramentas. Ao abrir esses bastidores, convidamos o público a enxergar o valor que existe em cada criação”, afirma Cris Miranda Rosenbaum.

A identidade visual desta edição foi criada por Victor Jabali, artista à frente da PQP Art. Filho da designer Evelyn Tannus, expositora presente desde as primeiras edições da Rosenbaum, Victor representa uma nova geração de criativos que cresce em diálogo direto com o ecossistema do design autoral brasileiro. Este ano, o espaço principal terá cenografia assinada pelo arquiteto Gabriel Fernandes, que também é responsável por um segundo espaço exclusivo dentro da feira. Reconhecido por projetos que valorizam a brasilidade e o diálogo entre design e cultura popular, o arquiteto se inspirou no legado de Janete Costa, referência na valorização da arte popular brasileira e homenageada com o Museu Janete Costa de Arte Popular, em Niterói (RJ). Seu projeto propõe um ambiente que resgata memórias afetivas e culturais por meio da materialidade e da conexão com saberes tradicionais. “Meus projetos têm uma relação muito forte com a cultura popular brasileira, com a pluralidade do país e com a força de materiais como o barro e a terra, que carregam memória, identidade e origem”, afirma Gabriel Fernandes.

A edição 2026 também se destaca por ocupar o edifício da antiga Telesp, no chamado quadrilátero paulistano do design, que passa por um processo de renovação conduzido pela Metaforma Incorporadora, e agora renasce com o nome de Basílio 177. As obras do espaço foram temporariamente interrompidas para receber o evento e reforçar o potencial do local como um novo ponto de encontro criativo e cultural da cidade.

A edição de 2026 celebra também momentos simbólicos de quinze anos da DW e dez anos de participação contínua da Feira na Rosenbaum na programação do festival. O evento conta com patrocínio da DW!, Metaforma e Ecosimple.

Serviço:

 

FEIRA NA ROSENBAUM

Data: de 7 a 12 de março Horário: das 11h às 20h

Endereço: Rua Basílio da Gama, n° 177, República. Ao lado da Galeria Metrópole. Entrada gratuita