
Curta produzido em Sorocaba há dez anos, é exibido pela 1ª vez
Há dez anos, o cineasta Joel Yamaji comandou, na Oficina Cultural Grande Otelo, um projeto voltado à realização cinematográfica. Durante seis meses, cerca de 40 alunos desenvolveram as várias etapas de produção de um filme. Do roteiro, à direção de arte, passando pela preparação dos atores e captação de imagens, o grupo rodou o curta “A Ira”, que será exibido pela primeira vez em Sorocaba na próxima sexta-feira, dentro da programação do CineCafé. E no mesmo local em que tudo começou, com a participação do diretor, que hoje é coordenador do departamento de Cinema da USP. O filme será exibido depois da produção coreana “Primavera, Verão, Outono, Inverno e Primavera”, de Kim Ki-Duk. A entrada é franca. Resultado de parceria entre o também cineasta Marcelo Domingues e a unidade local do Sesc, o projeto tem como objetivo a formação de público. “A proposta é colocar um novo olhar nos olhos da pessoa.Queremos fazer com que ela entenda a expressão, a linguagem, que possa discutir, colocar suas impressões e posicionamentos”, explica. Mais até do que isso, o empreendimento abriu caminho para a retomada do cineclube na cidade. Entre abril e maio, as sessões realizadas semanalmente levaram ao espaço média de 30 pessoas. “Para uma atividade como essa o número é bastante expressivo. Isso, claro, sem considerar que o público tem participado ativamente. Já organizamos debates muito produtivos, esclarecedores”, acrescenta. Domingues foi assistente de direção de “A Ira” e lembra que o trabalho exigiu muito da equipe. A ação foi ambientada num casarão do Distrito de George Oeterer,
Texto: Paulo Ernesto Aranha Rodrigues
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