
Gostaria que você me falasse sobre o mercado de revistas de quadrinhos...
Michelle Ramos: De forma geral o mercado de quadrinhos é um mercado em constante crescimento, cresceu cerca de 30% de um ano pra cá, com certeza, os filmes baseados em Hqs ajudaram bastante nisso.
Os leitores e colecionadores de quadrinhos podem se sentir mais a vontade ao dizer que curtem Hq, hoje em dia esta se tornando comum passar uma estante de uma livraria e vermos uma revista em quadrinhos no meio.
Já em nosso País, que é o sexto do mundo onde mais se lêem quadrinhos, não podemos dizer que estamos contentes com o mercado, já que ainda não existe uma editora que publique regularmente material brasileiro em banca.
Salvo publicações lançadas do Mauricio de Souza e Ziraldo, a maioria dos trabalhos ainda é lançada de forma independente.
Obras fantásticas como a Turma do Xaxado, do Antonio Cedraz, e a Turma do Gabi de
Obras fantásticas como a Turma do Xaxado, do Antonio Cedraz, e a Turma do Gabi de
Moacir Torres, ainda são lançadas de forma independente, mesmo quando estas são detentoras de vários prêmios, isso não chama o interesse das editoras, elas ainda buscam republicar aqui o que vende no exterior, somos um país que exporta vários e grandes desenhistas para o mercado americano, mas o nosso país não busca investir neles aqui dentro.
Mudar de alguma forma este quadro, foi o que me incentivou a criar o Zine Brasil. Mostrar o talento brasileiro, mostrar que temos ótimos desenhistas e ótimos roteiristas, e que eles, só precisam de oportunidade.
Acesse o site e veja o restante da entrevista: http://www.revistaraiz.uol.com.br/
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